BB: CSO recebeu visita dos dirigentes sindicais
O Centro de Suporte Operacional (CSO) do Banco do Brasil localizado no bairro Bigorrilho em Curitiba, recebeu nesta segunda-feira (13), os dirigentes do Sindicato e da FETEC-CUT-PR. Os sindicalistas estão percorrendo todas as agências e departamentos do banco em Curitiba e região para realizar reuniões.
Em pauta, a Campanha Salarial 2009 com informações sobre as Conferências Regionais, Estaduais e os Congressos Nacionais dos Trabalhadores da Caixa e BB, bancos públicos, importância de sindicalização e especialmente, luta pelo Plano de Cargos, Comissões e Salários.
Otávio Dias, presidente do Sindicato dos Bancários, também esteve presente na reunião. Ele destacou a preocupação dos banqueiros com a reação da sociedade ao divulgar os balanços do primeiro trimestre de 2009, já que os lucros, mesmo em um cenário de crise, continuaram “estratosféricos”. Otávio Dias também relatou aos trabalhadores do CSO/BB as reuniões que adiantaram as discussões sobre a Participação nos Lucros e Resultados com a Federação dos Bancos. “Está evidente que a regra aplicada ao pagamento da PLR não serve mais”, declarou.
“Os trabalhadores do BB tem uma vantagem em relação aos demais bancários que é a distribuição linear da PLR, entretanto, bancos privados, como o Santander, estão criando mecanismos contábeis para diminuir o montante do lucro a ser dividido com os trabalhadores. As atuais discussões sobre PLR não estão discutindo valores. Elas têm o objetivo de simplificar a regra, estabelecer parâmetros e conceitos e, principalmente, impedir estas distorções”, explicou o presidente do sindicato.
Com a folha bancária específica em mãos, a dirigente e trabalhadora do BB, Ana Smolka explicou aos bancários os problemas existentes no banco em relação ao atual plano de cargos. Ana esclareceu que o rendimento do bancário do BB é composto pelos vales-alimentação e refeição, comissão e salário.
Atualmente, segundo a dirigente, após 35 anos de trabalho, um bancário do BB aumenta seu salário em apenas R$500 reais. “Comissão não é salário. Comissão é um adicional que não é incorporado ao salário e portanto, em caso de descomissionamento que pode ocorrer por adoecimento ou mesmo devido ao fechamento de um departamento, o bancário perde diretamente este valor em seu rendimento mensal”, disse Ana Smolka.
A bancária lembrou que cada um dos direitos que os trabalhadores bancários possuem são fruto das lutas das campanhas salariais anteriores. “Cada cláusula da Convenção Coletiva Nacional dos Trabalhadores Bancários tem sua história. Não foi simplesmente concedida, oferecida ou doada pelos banqueiros. São resultantes de assembleias, negociações e greves organizadas pelos sindicatos com apoio dos trabalhadores. São resultantes das sindicalizações que fortalecem os representantes dos trabalhadores em mesa de negociação”, explicou.
Os dirigentes sindicais André Machado e Gilberto Reck também participaram da reunião. Novos encontros com outros grupos de trabalhadores do CSO estarão ocorrendo no decorrer da semana. A reportagem completa sobre as reuniões nos locais de trabalho no BB serão pauta da Revista Bancári@s de Agosto.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.