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Por 19:02 Sem categoria

Enquanto a greve continua, CUT-PR recebe denúncia anônima sobre explosão na Refinaria

A Central Única dos Trabalhadores do Paraná [CUT-PR] recebeu um telefonema por volta das 13h30 desta segunda-feira [13/07], na qual uma pessoa, que não quis se identificar, denunciou que algumas empresas das obras de ampliação e manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas [Repar/Petrobras] e Fosfértil estariam pagando pessoas para entrarem na Repar a fim de provocar uma pequena explosão. O objetivo, segundo o anônimo, seria responsabilizar o movimento grevista pelo atentado.

A CUT-PR registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Araucária [B.O.N 2009/573019] ainda na tarde de hoje. Além disso, também informou a Gerência Geral da Repar sobre a possibilidade do atentado. A Central e os sindicatos que representam os trabalhadores reafirmam que o movimento é reivindicatório e pacífico, e ainda que se estabelece nas condicionantes do direito constitucional de greve, que está sendo exercido plenamente pelos trabalhadores e dentro da ordem social.

Cerca de 10 mil trabalhadores terceirizados das obras dos dois parques industriais estão em greve desde terça-feira da semana passada [07] e exigem o atendimento da pauta unificada de reivindicações aprovada por unanimidade em assembleia. Os operários querem piso salarial de R$ 897,60, correção salarial pelo INPC mais 20% de aumento real nos salários, cesta-básica e crédito alimentação, horas-extras com adicional de 100% e 200%, adicional de periculosidade de 30%, ajuda de custo de R$ 450,00, fim do contrato por obra certa, entre outros.

Nova reunião de negociação entre as comissões de trabalhadores e patrões acontece nesta terça-feira [14/07], no período da manhã.

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Patrões enrolam e a greve nas obras da Repar e Fosfértil continua

Após duas longas reuniões de negociação entre as comissões de representação dos trabalhadores e dos patrões sobre a greve nas obras de ampliação e manutenção da Repar e Fosfértil, realizadas na quinta e sexta-feira [09 e 10/07], ainda não foi apresentada nova contraproposta por parte dos empresários. Dessa forma, a paralisação, iniciada na última terça-feira [07], se estenderá para a próxima semana.

O descaso por parte do empresariado à pauta unificada de reivindicações dos operários causou revolta por parte dos sindicalistas. “Estão provocando os trabalhadores e brincando com a mesa de negociação. Nosso movimento grevista segue forte e com novas ações na segunda-feira”, protestou Roni Barbosa, presidente da CUT no Paraná.

Ainda de acordo com Barbosa, a comissão patronal alegou estar cansada e pediu um tempo para repousar. “Disseram que apresentarão uma nova proposta na semana que vem, provavelmente na reunião agendada para terça-feira, mas não confiamos nisso e vamos manter a greve e intensificar nossa atuação”, afirmou.

Até o momento, a contraproposta dos empresários à pauta dos trabalhadores é a mesma que foi rejeitada na assembleia da última terça e que gerou a greve. Prevê 6% de reajuste salarial, o que equivale apenas à inflação acumulada, cesta-básica no valor de R$ 60,00, abono de um salário para quem está para se aposentar, 30% de adicional de periculosidade e 80% de um salário a título de Participação nos Lucros e Resultados [PLR].

Os trabalhadores, por sua vez, exigem piso salarial de R$ 897,60, correção salarial pelo INPC mais 20% de aumento real nos vencimentos, cesta-básica e crédito alimentação, horas-extras com adicional de 100% e 200%, adicional de periculosidade de 30%, ajuda de custo de R$ 450,00, fim do contrato por obra certa, entre outros.

Diante do impasse, as obras da Repar e Fosfértil permanecem totalmente paralisadas e os 10 mil trabalhadores continuam em greve.

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