Foi aprovada, na manhã desta segunda-feira [27], a suspensão da greve dos 10 mil trabalhadores das obras de expansão e manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas [Repar/Petrobrás] e Fosfértil, em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. O acordo entre as comissões de representação do empresariado e dos operários foi firmado na última quinta-feira [23], em audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho [TRT 9ª Região].
A contraproposta consensuada entre as partes foi apresentada em assembléia aos trabalhadores terceirizados, no Portão PV-9 da Repar, na manhã de hoje. A aprovação aconteceu por unanimidade e o retorno ao trabalho foi imediato, porém ficou ressalvado que as empresas que ainda não aderiram ao acordo devem fazê-lo o mais breve possível.
Após 20 dias de greve, com paralisação total das obras, os trabalhadores conquistaram reajuste salarial de 10% e piso de R$ 726,00, ajuda de custo e cesta básica no total de R$ 150,00, tabela gradativa de folgas para os alojados que estão fora de casa visitarem a família, participação nos lucros e resultados de um salário, cesta natalina de R$ 100,00, adicional de periculosidade de 30%, garantia no emprego de 45 dias após o final da greve, seguro de vida e plano de saúde para todos, e pagamento integral dos dias parados, mas com compensação de 50% das horas paralisadas.
A CUT e os seis sindicatos envolvidos no movimento avaliaram como positivo o resultado da paralisação. “Tivemos avanços significativos para a melhoria salarial e dos direitos sociais que contemplam a grande maioria dos trabalhadores. Isso comprova que a mobilização é um instrumento de luta eficiente para alcançar conquistas coletivas”, afirmou Roni Barbosa, presidente da CUT no Paraná.
:: Greve pode ser retomada em breve
O acordo firmado no TRT contemplou grande parte dos trabalhadores, cerca de 80%, mas ficaram de fora algumas empresas de manutenção e da própria obra. São cerca de dois mil funcionários de empresas, como a Manserv, Cegelec, Isotec, Semep, Ypiranga, NM, Terracom, IMC Saste, Engael, Exterran, entre outras, que ainda não aderiram ao acordo. Dessa maneira, a paralisação pode ser retomada se essas empresas não subscreverem ao acordo feito no Tribunal Regional do Trabalho.
Os trabalhadores cumpriram sua parte no acordo, isto é, voltaram ao trabalho nesta segunda-feira, cabe às empresas cumprirem a sua.
:: Propostas aprovadas pelos trabalhadores na assembleia
– Reajuste salarial de 10%;
– Piso salarial de R$ 726,00 [13% de aumento];
– Ajuda de custo/cesta básica para todos no total de R$ 150,00;
– Horas-extras de 60% de segunda a sábado, e de 120% aos domingos e feriados;
– Contrato de experiência de 45 dias;
– Cesta natalina de R$ 100,00;
– 1 Dia de folga para quem está de 200km a 500km de casa;
– 2 Dias de folga para quem está de 500km a 1000km de casa;
– 3 Dias de folga para quem está acima de 1000km de casa;
– As passagens para visitar a família serão pagas pela empresa em todas as situações acima descritas;
– 30% de adicional de periculosidade;
– Seguro de vida e plano de saúde para todos;
– Garantia no emprego de 45 dias após o final da greve; e abono de um salário quando o trabalhador for demitido no prazo de um ano ou menos de sua aposentadoria;
– Participação nos Lucros e Resultados [PLR] de um salário-base, com garantia do pagamento de 30% fixo e 70% condicionados às metas das empresas;
– Pagamento integral dos dias parados, mas com compensação de 50% das horas paralisadas (61,6 horas).
:: Contatos
Roni Anderson Barbosa, presidente estadual da CUT – [41] 9197.4131
Silvaney Bernardi, presidente do Sindicato dos Petroleiros – [41] 8804.9829
Raimundo dos Santos, diretor do Sindicato da Construção Pesada – [41] 9197.8141
Assessoria de Imprensa CUT Paraná – [41] 3232.4649 / Ramal 20 / 9625.1357
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.