São Paulo – O movimento sindical bancário conheceu na segunda 27 os resultados oficiais detalhados do Mapa da Diversidade, censo que mostra a situação dos negros, mulheres e portadores de deficiência na categoria. Representantes da Febraban e dos bancários passaram a tarde debatendo as desigualdades reveladas pela pesquisa, no auditório da Contraf-CUT, no centro de São Paulo.
Os dados já haviam sido antecipados pela federação dos bancos (Febraban) no dia 2, e revelam que negros, mulheres e bancários com deficiência sofrem preconceito por parte das instituições financeiras e têm mais dificuldade de fazer carreira que os brancos.
Para o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, a apresentação do Mapa da Diversidade é um grande avanço na luta dos bancários pela igualdade de oportunidades. “Temos em mãos um bom diagnóstico do mercado de trabalho bancário e com ele vamos apresentar propostas para resolver o problema da discriminação nos bancos. Não queremos ficar no denuncismo, precisamos de soluções concretas. E, para que os avanços saiam do papel, precisamos ter o compromisso formal da Febraban expresso na nossa Convenção Coletiva”, diz.
O representante da federação dos bancos, Magnus Ribas Apostólico, destacou a importância do Mapa da Diversidade e que o próximo passo é definir as ações para corrigir as distorções. Segundo ele, a Febraban tem cinco grupos de trabalho empenhados em apresentar propostas que solucionem as desigualdades nos bancos. Os representantes dos bancários reivindicaram a participação nesses grupos e que os planos de ação não sejam definidos sem a participação dos sindicatos.
“Deve haver uma mudança de conceito sobre o tema. Não dá para fazer um projeto e empurrar goela abaixo. Os sindicatos têm que participar”, disse a secretária-geral do Sindicato, Juvandia Moreira.
Por Fábio Jammal Makhoul – 27/07/2009.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.
=================================================
Bancários querem colocar medidas por diversidade na convenção nacional
Dirigentes sindicais bancários de todo o país assistiram nesta segunda-feira, 27, à apresentação do resultado completo do Mapa da Diversidade, retrato detalhado sobre a presença de negros, mulheres e pessoas com deficiência nos bancos. A pesquisa foi apresentada pela Febraban na sede da Contraf-CUT.
“A pesquisa é um grande avanço, um bom diagnóstico da realidade da categoria em termos de igualdade de diversidade”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. “É importante que o movimento sindical e as empresas construam soluções negociadas para garantir a inclusão de mulheres, negros e pessoas com deficiência nos bancos, e que essas medidas sejam incluídas na convenção coletiva da categoria”, acrescenta.
Para Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, a divulgação dos dados é um momento histórico na discussão da diversidade no setor financeiro. “Nós bancários somos os maiores interessados na promoção da igualdade nos bancos e estamos apostando nesse processo. Queremos debater com as empresas e, olhando esses dados, criar medidas práticas que podem ser revolução nas relações de trabalho”, afirma.
Discriminação – O Mapa da Diversidade, montado a partir de uma pesquisa respondida por 204.794 bancários de todo o Brasil (50% da categoria), revela que as mulheres ganham 78% dos salários dos homens e encontram mais obstáculos para a ascensão profissional.
Além disso, apenas 19,5% dos trabalhadores do sistema financeiros são negros ou pardos, que ganham, em média, 84,1% do salário dos brancos. A discriminação é ainda maior em relação às mulheres negras: somente 8% delas conseguem emprego nos bancos.
Fonte: Contraf-CUT.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.