O Plano 1 registrou superávit de R$ 8,151 bilhões nos seis primeiros meses de 2009. Deduzido o valor de formação do fundo de contribuições, o total é de R$ 7,4 bilhões.
O patrimônio total dos dois Planos (Plano 1 e Plano PREVI Futuro) alcançou R$ 127,7 bilhões, com superávit acumulado, no Plano 1, de R$ 33,7 bilhões. A rentabilidade do consolidado, no período, foi de 12,37%, mais que o dobro da meta atuarial, de 5,66% entre janeiro e junho.
O Plano PREVI Futuro registrou rentabilidade de 13,34%, e atingiu patrimônio acumulado de R$ 1,38 bilhão. O desempenho em ambos os Planos foi puxado, sobretudo, pela Renda Variável que, no Plano 1 (acumulado do ano), alcançou 15,80%.
Vale lembrar que uma parcela grande dos ativos do Plano 1 não é marcada conforme o mercado, mas avaliada pelo critério de “valor econômico” no final do ano, a exemplo das participações detidas na Litel/Vale e 521/Neoenergia. Essas participações receberam o impacto, no período, dos dividendos e Juros Sobre Capital Próprio.
No PREVI Futuro, em que toda a carteira é contabilizada a valor de mercado, a rentabilidade foi de 36,39%, superior ao IBX 50 (34,49%).
A exemplo do que ocorreu em 2008, os investimentos do Plano 1 no segmento imobiliário obtiveram boa rentabilidade, com 13,23% nesse primeiro semestre.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.previ.com.br.
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Perfis de investimento dão mais transparência à gestão
Como antecipamos, os participantes do Previ Futuro passaram a ter, desde o último dia 21, a oportunidade de escolher entre quatro opções de investimentos, que se diferenciam pela percentagem do saldo de reserva a ser aplicada em renda variável.
Se optar pelo Perfil Conservador, os limites deste tipo de aplicação vão até 10% da reserva individual. No Perfil Moderado, o percentual varia de 20% a 30%. O Perfil Agressivo possibilita o uso de 40% a 50% em renda variável. A quarta opção é manter tudo como está no Perfil Previ, com os mesmos percentuais padrões praticados hoje pelo plano. Independentemente da opção feita, a gestão continua sendo do fundo.
O Termo de Autorização para a opção e vários esclarecimentos estão na página da Previ na internet, na área de Previ Futuro/Perfis de Investimento. A escolha ou migração para outro perfil sempre contará a partir do dia 20 de cada mês, mas não pode haver troca de opção por um ano. Isso evita corridas para mudanças, geralmente prejudiciais, a cada oscilação do mercado.
Os perfis de investimento são disponibilizados apenas para o Previ Futuro, porque é um plano de Contribuição Definida (CD), com formação individual da reserva de poupança. Neste caso, o benefício futuro é determinado atuarialmente, considerando o volume de reservas, a rentabilidade e o tempo de acumulação de cada associado. No Plano 1, que é Benefício Definido, os recursos vão para um fundo coletivo, o que torna impossível implantar opções individuais de perfis de investimento.
Os perfis vinham sendo preparados há algum tempo, mas só foram lançados agora em momento mais oportuno, após recuperação e estabilização da economia e sinais positivos de crescimento. Dados do Previ Futuro dão conta de que, de janeiro a maio de 2009, a rentabilidade acumulada em renda variável atingiu 41,49%, mais de um ponto percentual acima do IBrX-50, o índice de referência planejado pela política de investimento do plano.
A queda da Selic para um dígito, reduzindo a taxa real de juros a menos de 5%, vem induzindo os investidores a correr mais riscos no mercado em busca de maior rendimento. Por isso, especialistas recomendam algumas precauções. Não se deve ter pressa na escolha do perfil nem ter ânsia por obter grandes retornos em curto prazo. O participante tem de ter claro que a adoção de um perfil e a busca de rentabilidade exige informação, acompanhamento, análise do mercado e uma boa dose de diversificação de risco, a fórmula utilizada por investidores e fundos de pensão para garantir e acumular ganhos suficientes ao longo do tempo.
Seja qual for a escolha, entendemos que, com os perfis de investimento, o participante estará mais próximo da gestão das suas reservas, definindo seu limite para riscos e influenciando no saldo de sua poupança e nos seus benefícios futuros. Por possibilitar ao associado essa participação e controle, a oferta de perfis de investimento garante maior transparência à gestão do fundo.
Eleitos da Previ – 28/07/2009
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.eleitosdaprevi.com.br.
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Fundações retornam ao superávit
Depois de viver em 2008 o pior ano da sua história recente, o segmento dos fundos de pensão voltou a superar a meta atuarial, com rentabilidade recuperada e crescente graças à ajuda da Bolsa em alta e da inflação em queda no primeiro semestre deste ano.
O surpreendente desempenho do mercado acionário no período permitiu aos que têm maior parcela da carteira em ações obter alta rentabilidade, como a Previ, que atingiu ganhos de 12,4% no Plano 1 e 13,34% no Plano 2. O maior fundo do país voltou a ter superávit de R$ 8,151 bilhões, após encerrar 2008 com déficit acumulado de R$ 26 bilhões.
Outros fundos de grande porte, como Petros, Funcef e Valia também tiveram ganhos acima da meta de 5,7%, o que ocorreu com a maior parte do setor. Mesmo os que priorizaram a renda fixa, como Real Grandeza e Eletros também tiveram suas aplicações valorizadas. A maioria das fundações ouvidas pelo Valor apresentou superávit, à exceção da Petros e da Eletros.
“Foi um bom semestre, impulsionado pela recuperação do mercado de ações, mas ainda não ganhamos tudo que perdemos em 2008”, disse Antônio Cruz, conselheiro e coordenador de investimentos da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).
“O ano passado foi um ano para ser esquecido.” Para ele, o segundo semestre vai garantir ainda um resultado positivo para os fundos, mas certamente menor que o do primeiro por conta dos ganhos na Bolsa. “A evolução do mercado de ações será mais lenta, mas muita gente já obteve nos seis primeiros meses do ano a rentabilidade que esperava no ano inteiro”.
Sérgio Rosa, presidente da Previ, com patrimônio de R$ 127,19 bilhões, tem análise semelhante. A recuperação das contas da fundação dos funcionários do Banco do Brasil se deve ao rendimento das suas aplicações como um todo, que somou R$ 13,6 bilhões. O investimento em renda variável contribuiu sozinho com R$ 12,5 bilhões, a maior fatia do ganho total. “Foi uma boa surpresa pois prevíamos uma Bolsa estável no período, com retomada só no final de 2009”.
A Previ conseguiu elevar o valor total de sua carteira de ações entre janeiro e junho para R$ 75,8 bilhões nos dois planos, recuperando R$ 10,7 bilhões do valor da carteira antes da crise, que era de R$ 86,2 bilhões em junho de 2008. Os investimentos com imóveis renderam ao fundo 13,33% e as aplicações em renda fixa, seu maior portfólio, 7,5%. O superávit do período foi de R$ 8,1 bilhões, garantindo à Previ um excedente acumulado de R$ 33 bilhões. “Se a Previ abater seu passivo do seu ativo, ainda sobra este valor. Bem maior do que uma Mega-Sena”, brincou Rosa.
Os planos do presidente da Previ para o segundo semestre não mudam em relação ao primeiro. Ele vai manter uma estratégia de desinvestimento em renda variável na carteira do Plano I, como fez de janeiro a junho, quando vendeu R$ 3 bilhões em ações e investiu apenas na operação de aumento de capital da Brasil Foods. E prevê compra de novas ações para ampliar a carteira do Plano 2, ancorada no IBrX 50 da BM&FBovespa.
A Petros, que tem o segundo maior patrimônio dos fundos de pensão fechados, de R$ 47 bilhões, teve rentabilidade de 8,06% e um déficit no balanço do primeiro semestre de R$ 245 milhões. Também foi a carteira de renda variável da fundação da Petrobras que teve maior ganho no período entre todos seus investimentos, de 17,04%, informou seu presidente Wagner Pinheiro.
A Funcef, dos empregados da Caixa Econômica Federal, tem ganhos projetados de 8,5% entre janeiro e junho, um superávit de R$ 750 milhões e um patrimônio de R$ 34,5 bilhões. A carteira imobiliária, de R$ 2,6 bilhões, correspondente a 8% dos ativos do fundo, foi sua vedete no semestre. Seu portfólio reúne 15 shoppings centers e cinco hotéis. Assim como outros fundos, a Funcef também investiu em títulos de longo prazo do Tesouro, as NTN-B para 2045. “Nossa carteira está desenhada para um cenário de longo prazo”, explica o secretário-geral da fundação, Fabiano Silva. “Foram R$ 20 bilhões alongados”. A carteira de renda variável da Funcef, de R$ 10 bilhões, se valorizou 10,69% no período.
A Valia, dos empregados da Vale do Rio Doce com patrimônio de R$ 10,7 bilhões, teve rentabilidade no semestre de 10,7%, o dobro da meta atuarial, puxada por investimentos em renda variável que acumularam ganho de 29,57%. A fundação aproveitou a crise para aplicar R$ 200 milhões na compra de papéis da BRMalls, GP Investimentos, Localiza e Dasa, informou Eustáquio Lott, presidente do fundo. Depois de fechar com déficit em 2008, a fundação teve superávit de R$ 435 milhões no primeiro semestre. Nos próximos seis meses , a Valia manterá foco na Bolsa e em imóveis e nos fundos de infraestrutura, disse Lott.
A fundação Real Grandeza, de Furnas, privilegiou a renda fixa no de janeiro a junho e fugiu do mercado financeiro. O fundo fechou o período superavitário em R$ 230 milhões e rentabilidade de 11,11%. Sergio Wilson Fontes, presidente do Real Grandeza, disse que o principal investimento foi em títulos do governo de longo prazo. Até junho a rentabilidade da aplicação foi de 12,69%. Fontes explicou que a fundação não esqueceu o mercado acionário, cuja carteira lhe rendeu no período 26,02%.
A fundação Eletros também optou por reduzir sua exposição à renda variável adotando uma estratégia similar à da Real Grandeza, investindo em NTN-B com vencimento em 2045. Com isto, atingiu uma rentabilidade de 9% no semestre. Mas ainda se manteve deficitária em R$ 75 milhões. “Fechamos o ano com déficit de R$ 107 milhões e a meta é chegar ao fim do ano com déficit de R$ 53 milhões”, prevê o diretor financeiro do fundo, Luis Guilherme Pinto. “Terminamos o ano de 2008 com perda de 4,74% e agora já estamos positivos, com percentual de rendimento bem acima da meta”, diz Pinto.
Decisão judicial afeta o resultado da Petros
Uma briga de quase 20 anos afetou o resultado do segundo maior fundo de pensão do país, a Petros, no primeiro semestre. Com uma rentabilidade de 8,06%, a fundação poderia ter terminado a primeira metade do ano com um superávit de R$ 89 milhões não fosse uma decisão judicial que a obrigou a desembolsar R$ 334 milhões para 565 aposentados da Petrobras.
A batalha judicial começou em abril de 1990, quando os então empregados da estatal petrolífera, que não tinham aderido ao plano, quiseram participar pagando apenas as contribuições em atraso. A Petros, no entanto, queria cobrar uma joia, ou seja, um pedágio para que eles tivessem direito à contagem do período que ainda não tinham contribuído. A batalha foi parar na Justiça. Em acórdão publicado em 17 de junho de 2002, pela 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, os funcionários tiveram seu direito reconhecido. A decisão favorável aos autores é de dezembro de 2003.
Mas a fase de execução só foi finalizada este ano.
Apesar disso, o presidente da fundação, Wagner Pinheiro, diz que o resultado do semestre foi bastante positivo. Em 2008, a fundação, que tem 54.413 assistidos, a maioria da Petrobras, teve superávit de R$ 100 milhões, com rentabilidade de 2%.
Pinheiro explica que o primeiro semestre deste ano foi bastante positivo para os fundos que estavam capitalizados. “Como a liquidez do mercado secou, pudemos agir mais agressivamente em vários setores, aproveitando oportunidades que não surgiam há muito tempo”, explica Pinheiro.
“Investimos, por exemplo, R$ 10 milhões em fundos de crédito de empresas de médio porte que chegaram a pagar 150% do CDI”. A carteira de renda fixa, responsável por 69,48% do investimento da Petros, rendeu ao fundo 5,08% no período.
Mas foi na carteira de renda variável que a Petros ganhou mais, 17,04%. A fundação aumentou sua participação em várias empresas, como Petrobras, Lupatech, Vale e ALL. Só na Lupatech, a empresa aumentou sua participação de 10% para 15%. “Olhamos os fundamentos das empresas e comparamos com o preço no mercado”, explica o presidente da Petros. “Também fizemos vários aportes em fundos de participações e em venture capital, outro mercado que pagou até 150% do CDI neste período de escassez de liquidez”.
Batalhas jurídicas ou de negociações com sindicatos fazem parte da história da Petros. No ano passado, a fundação recebeu aporte de cerca de R$ 6 bilhões após a negociação de repactuação do plano Petros 2. Esse valor está contabilizado no fundo. No entanto, ainda será pago, por isso a diferença entre o patrimônio e o valor que a fundação pode investir, de R$ 42 bilhões.
(Vera Saavedra Durão e Paola Moura – Valor Online)
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