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Secretário da Saúde esclarece quadro da nova gripe no Paraná; estados e municípios receberão novos conjuntos para tratamento

Estados e municípios vão receber 800 mil kits para tratamento de gripe suína
10/08/2009 18:53:36

O secretário da Saúde, Gilberto Martin, esclareceu nesta segunda-feira (10), durante exposição do quadro epidemiológico da nova gripe no Paraná, que não há necessidade de medidas drásticas como o fechamento do comércio. “Não será estabelecido decreto de calamidade pública e a suspensão do comércio não repercutiria no quadro evolutivo da doença”, destacou o secretário durante esclarecimento que prestou na Assembleia Legislativa “No Paraná, estamos em um nível inicial de alerta, diferente do México e da Argentina onde foram fechados estabelecimentos”, explicou.

“O Governo do Paraná optou pela suspensão das aulas porque existem argumentos técnicos e epidemiológicos consistentes. As crianças têm um convívio prolongado nas escolas. Esta medida nos permite ganhar tempo e reduzir a velocidade da expansão do vírus. Para outros ambientes não há esta justificativa. A probabilidade de expansão do vírus é menor, não há necessidade de distanciamento. As medidas profiláticas são suficientes para evitar o contágio”, ressaltou o secretário.

No Paraná foram investidos R$ 19,1 milhões em equipamentos, medicamentos e treinamento de profissionais da área médica. Cada regional possui um hospital de retaguarda, além dos quatro hospitais de referência. “São 812 leitos hospitalares disponibilizados exclusivamente para os casos da nova gripe. O governador Requião também determinou a reserva de leitos extras no Hospital de Reabilitação Ana Carolina Xavier, em Curitiba, e no Hospital Regional Infantil de Campo Largo”, destacou Martin.

De acordo com Martin, 98% da população infectada pelo vírus tem uma evolução benigna do quadro clínico. Os outros 2% correspondem a casos de internação, medicamentos e óbitos “Um dos pontos fundamentais para o enfrentamento do problema é a unificação da informação. No início da pandemia fizemos uma projeção para estabelecer um plano de contingência para o controle da nova gripe. Em um primeiro momento utilizamos a taxa de ataque do vírus da gripe sazonal”, destacou.

Martin afirmou que até esta segunda-feira o Paraná possui 784 casos confirmados, 2.884 em monitoramento e 39 óbitos. “A população deve estar atenta aos sintomas da doença, caracterizada principalmente pela febre alta e de início abrupto. O Paraná já distribuiu tratamento para as 22 regionais que atendem os municípios, beneficiando 28.010 adultos e 2.200 crianças. Não faltará remédio para as futuras prescrições médicas”, acentuou.

“Segundo o último boletim epidemiológico são 8.480 casos notificados, 2.265 internamentos, 816 em leitos gerais e 126 na UTI. Em um estudo comparativo realizado com anos anteriores vemos que a quantidade de óbitos pela influenza sazonal semelhante a da gripe A. A diferença é que este vírus atinge principalmente jovens adultos, diferente do vírus da gripe comum que atinge principalmente idosos e crianças”, explicou.

As pessoas que apresentarem os sintomas devem procurar um médico e após a consulta, se confirmado os sintomas clínicos da doença, podem retirar o medicamento em um dos centros de entrega com a documentação fornecida pelo profissional da área médica. “A prescrição do medicamento deve ser feita nas primeiras 48 horas. A orientação é que o paciente não dependa dos resultados do exame laboratorial para ser medicado”, disse o secretário.

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Secretaria da Saúde divulga Boletim Epidemiológico sobre nova gripe – 10/08/2009 18:45:34

A Secretaria da Saúde divulgou nesta segunda-feira (10) o Boletim epidemiológico nº 44 sobre a epidemia da nova gripe no Paraná. O documento confirma 166 novos casos da doença e oito mortes causadas por complicações da infecção pelo vírus H1N1.

Com estes resultados, o Paraná soma 950 casos confirmados da doença. Além disso, 39 pacientes morreram em decorrência de complicações causadas pela nova gripe.

As novas ocorreram nas regiões de Curitiba (5), Jacarezinho (1), Maringá (1) e Campo Mourão (1). Os pacientes morreram entre os dias 25 de julho e 5 de agosto. Dos 39 mortos, 56% eram homens e 44% mulheres feminino. Os óbitos aconteferam entre os dias 14 de julho e 6 de agosto.

Os testes também revelaram que 1.476 pacientes com suspeita da nova gripe não estavam contaminados pelo vírus H1N1. Entre eles, havia 16 amostras colhidas de pacientes que morreram.

Arquivos anexados:

1008materiaboletim.doc, no endereço eletrônico http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/visit.php?fileid=44639

Boletimepidemiologico44.doc, no endereço eletrônico http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/visit.php?fileid=44640

NOTÍCIA COLHIDAS NO SÍTIO www.aenoticias.pr.gov.br.

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Estados e municípios vão receber 800 mil kits para tratamento de gripe suína

Brasília – Estados e municípios vão receber neste mês 800 mil kits para o tratamentos da influenza A (H1N1) – gripe suína. A informação foi divulgada hoje (11) pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante debate sobre a doença no plenário da Câmara dos Deputados.

Ao comentar as críticas sobre a distribuição do medicamento Tamiflu, Temporão afirmou que a recomendação de evitar o uso indiscriminado do remédio será mantida. Segundo ele, algumas pessoas vêm defendendo a “banalização” do uso do medicamento. “É uma medida perigosa”, disse, ao acrescentar que casos de resistência do vírus H1N1 ao Tamiflu já ocorreram em países como o Canadá e a China.

Sobre a indisponibilidade do remédio nas farmácias, ele garantiu que a decisão foi tomada pelo ministério em parceria com o laboratório produtor e que a medida é uma das recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “No Brasil, infelizmente, a automedicação é rotina. O cenário cultural cria problemas.”

De acordo com o Ministério da Saúde, 178 países já foram afetados pela gripe suína, com um total de 162.380 casos confirmados. Mas o número, de acordo com Temporão, é “subestimável”, uma vez que muitos países – incluindo o Brasil – passaram a contar apenas os casos mais graves da doença.

“Ainda temos pouca informação para prognósticos robustos [sobre a proliferação da doença]. Muitas perguntas ainda não têm respostas”, ressaltou.

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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