Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, mandou hoje (13) um recado aos bancos privados, ao comentar o resultado do Banco do Brasil que voltou a ocupar o primeiro lugar entre as instituições financeiras. Para Mantega, é bom que os bancos privados se “acautelem”, pois senão vão perder mercado, já que o banco público obteve esse resultado reduzindo as taxas de juros e elevando o volume de crédito. “Eles devem seguir o exemplo senão vão comer poeira”, disse.
Mantega afirmou ainda que “não há irresponsabilidade sendo cometida e [o resultado] se dá com padrões de eficiência. É uma lição para os bancos privados”.
O BB voltou a ser a maior instituição financeira do país e ultrapassou o Itaú Unibanco que registrou em ativos R$ 596,4 bilhões no segundo trimestre. Segundo o balanço do BB divulgado hoje, no segundo trimestre deste ano os ativos totais foram de quase R$ 2,5 bilhões a mais que o Itaú e chegaram a R$ 598,839 bilhões, com crescimento de 43,9% em 12 meses e de 1,2% em relação ao resultado do primeiro trimestre de 2009.
Com a fusão do Itaú e o Unibanco, o BB havia perdido a liderança entre os bancos brasileiros. O resultado da estatal, nos ativos consolidados do segundo trimestre, levou em consideração as participações em empresas financeiras e não financeiras, assim como as incorporações do Banco do Estado do Piauí (BEP) e do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e a aquisição do controle acionário da Nossa Caixa.
No primeiro semestre de 2009, o Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 4,014 bilhões. Se forem desconsiderados os efeitos extraordinários, o lucro recorrente chegou a R$ 3,3 bilhões de janeiro a junho, montante 7,5% superior ao observado no mesmo período de 2008.
Apenas no segundo trimestre, o lucro líquido atingiu R$ 2,348 bilhões, crescimento de 41% em relação ao do período de janeiro a março deste ano e de 42,8% sobre o do mesmo período do ano anterior.
Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil. Edição: Graça Adjuto.
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Mantega atribui a bancos públicos recuperação rápida e sustentável da economia
Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje (13), ao comentar o resultado do Banco do Brasil (BB), que os bancos públicos brasileiros foram responsáveis pela recuperação rápida e de forma sustentável da economia do país. Mantega defendeu a estratégia dos bancos públicos de aumentar o crédito para seus clientes e, ao mesmo tempo, reduzir as taxas de juros, mesmo com a crise econômica, que começou a ter impactos financeiros no Brasil no final do ano passado.
Hoje, o Banco do Brasil divulgou seu balanço do segundo trimestre. De acordo com o balanço, no final do primeiro semestre, a instituição dispunha de ativos totais de R$ 598,839 bilhões – quase R$ 2,5 bilhões a mais do que o grupo Itaú-Unibanco. O resultado recolocou o BB em primeiro lugar entre as instituições financeiras brasileiras.
Mantega ressaltou que, desde setembro do ano passado, início das turbulências, até agora, os bancos que mais aumentaram o crédito foram os bancos públicos, considerados agressivos pelo ministro na busca de clientes e na redução das taxas dos empréstimos. “Eles foram os principais responsáveis pela recuperação do crédito da economia, que, por parte dos bancos públicos, cresceu 25% nesse período, contra 2,5%, 3% dos bancos privados. Eles são responsáveis pela recuperação rápida da economia e fizeram isso de maneira sustentável”, disse.
Na avaliação do ministro, o BB só ganhou ao emprestar mais com taxas de juros menores. Para ele, a estratégia funcionou porque o banco estatal começou a ganhar mais mercado no sistema financeiro. “Isso mostra que nem sempre dá certo aquela tática de diminuir crédito e subir o spread [diferença entre a taxa de captação e a taxa cobrada dos clientes]”, disse.
Segundo o ministro, o aumento do crédito do Banco do Brasil se deu com um nível de inadimplência menor do que na média do setor financeiro e sem qualquer tipo de irresponsabilidade e com padrões de eficiência. Mantega afirmou que isso que é uma lição para os bancos privados, que deveriam aprender que é melhor “lucrar dando crédito do que aumentar taxas de juros e com spreads elevados” . Para ele, é um equívoco dos bancos públicos esse tipo de atitude, além de não contribuir para a retomada da economia.
“Os bancos públicos estarão pressionando os bancos privados e é importante que eles acordem, pois logo vão ter fatias menores do mercado. É possível fazer política pública, e mesmo contentando os acionistas, que estão satisfeito após essa performance do BB”, disse o ministro. Ele elogiou a direção do BB, considerando-a mais agressiva e ousada ao levar à frente, “com tenacidade”, a estratégia de aumentar o crédito na economia brasileira com responsabilidade.
O ministro da Fazenda criticou ainda o presidente-executivo do Itaú-Unibanco, Roberto Setúbal, por ter dito que as taxas de juros praticadas não são sustentáveis em muitos casos. “O presidente do Itaú se equivocou. Ele perdeu a oportunidade de não se equivocar. Ele não esperou o resultado do Banco do Brasil. Falou antes e, portanto, cometeu uma falácia. Um erro grave”, disse. De acordo com Mantega, ele não viu, não sabia que o BB estava aumentando o crédito, baixando os juros e tendo um lucro maior.
“É o que eles deveriam fazer também. Porque se eles não seguirem o exemplo vão começar a comer poeira dos bancos públicos”, concluiu.
Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco.
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Banco do Brasil lucra 4 bilhões de reais no primeiro semestre de 2009
O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 4.014 milhões no 1S09, resultado que corresponde a retorno sobre Patrimônio Líquido (RSPL) de 27,4%. Desconsiderados os efeitos extraordinários, o lucro recorrente atingiu R$ 3.250 milhões no semestre, montante 7,5% superior ao observado no 1S08, e o RSPL alcançou 22%.
Destaque para o desempenho no 2T09, quando o lucro líquido atingiu R$ 2.348 milhões e o recorrente R$ 1.727 milhões, crescimentos de 41,0% e 13,47% em relação ao 1T09, respectivamente, e de 42,8% e 18,0% sobre o mesmo período do ano anterior, na mesma ordem. O resultado recorrente do trimestre correspondeu a um RSPL anualizado de 23,7%, contra 21,6% no trimestre anterior e 24,6% no 2T08.
40% do lucro líquido distribuídos aos acionistas
A remuneração dos acionistas somou R$ 1.605 milhões no semestre, equivalentes a 40% do lucro líquido (payout). Desse montante, foram destinados R$ 903,9 milhões na forma de juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 701,6 milhões em dividendos.
Desempenho confirma estimativas 2009
O desempenho do Banco do Brasil (stand alone) no 1º semestre de 2009 confirma praticamente todas estimativas divulgadas ao mercado por ocasião do anúncio do resultado do 4T08, à exceção da taxa efetiva de imposto, que passou de 26%-29% para 30%-33% em função da revisão anunciada quando da divulgação do 1T09. As demais expectativas de desempenho estão mantidas.
Na visão do Banco do Brasil, as estimativas anunciadas refletem as dificuldades criadas pelo ambiente econômico para o exercício 2009 sem deixar de considerar as oportunidades existentes e a força da franquia BB. Os principais destaques do resultado e do Guidance são discutidos a seguir.
Ativos Totais ultrapassam R$ 598,8 bilhões
O Banco do Brasil alcançou R$ 598.839 milhões em ativos totais ao final do segundo trimestre de 2009. A expansão foi de 43,9% em 12 meses e de 1,2% em relação ao 1T09. Estes números já consideram a consolidação de todas as participações em empresas financeiras e não financeiras, bem como as incorporações (BESC e BEP) e a aquisição do controle acionário do Banco Nossa Caixa (BNC).
Há que se destacar que o crescimento dos ativos foi sustentado pelo crescimento das captações e acompanhado da expansão da Carteira de Crédito, que avançou 32,8% nos últimos 12 meses e 4,4% no trimestre.
Segregados os efeitos da consolidação do BNC, o crescimento dos Ativos Totais do Banco do Brasil foi de 3,3% no 1S09, com destaque para o crescimento de 4,7% da Carteira de Crédito. Quando confrontados os saldos de junho/09 com junho/08, Ativos Totais e Carteira de Crédito cresceram 29,4% e 23,9%, respectivamente.
Estratégia bem-sucedida impulsiona expansão da Carteira de Crédito
A carteira de crédito do Banco do Brasil encerrou o trimestre em R$ 252.485 milhões, expansão de 32,8% em 12 meses e de 4,4% no trimestre. Somente a carteira doméstica cresceu 32,7% em 1 ano e 5,4% no trimestre, superando o crescimento da indústria, de 19,7% em 12 meses e 2,8% no trimestre. A expansão da carteira total foi impulsionada, principalmente, pela ampliação do crédito ao consumo.
Financiamento ao Consumo ultrapassa Agronegócios pela primeira vez
Ao final de junho/09, o crédito para Pessoas Físicas totalizou R$ 68,5 bilhões, com 69% de crescimento em 12 meses e 12% no 2T09. Os principais destaques continuaram sendo o CDC Consignação, que
alcançou R$ 29,5 bilhões e crescimento de 110,7% em 12 meses, e o Financiamento a Veículos, que ultrapassou R$ 6 bilhões, com 28,3% de crescimento. É importante destacar que em junho/09 a carteira
PF superou a carteira de agronegócios, que somou R$ 67,6 bilhões.
A carteira PJ (MPE, Médias e Grandes Empresas) somou R$ 103,4 bilhões em junho/09, expansão de 32,1% em relação a junho/08. Destaque para as linhas de capital de giro, que cresceram 54,7% em 12 meses, respondendo por 47% do total de operações.
O crescimento orgânico da carteira BB, bem como do BNC, além das aquisições de carteiras são apresentados a seguir. O crescimento da carteira total do BB foi de 3,0% no 2T09 e 22,0% em 12 meses. A carteira PF impulsionou o crescimento, avançando 7,2% 2T09 e 27,9% em 12 meses.
Margem Financeira: expansão do crédito e BNC impulsionam resultado financeiro
Impulsionada tanto pela incorporação do Banco Nossa Caixa como pela expansão da carteira de crédito, a Margem Financeira Bruta (MFB) do Banco do Brasil no 1º semestre de 2009 apresentou crescimento de 35,7% em relação ao 1S08, somando R$ 15.472 milhões. No 2T09, a MFB foi de R$ 8.487 milhões, crescimento de 21,5% sobre o trimestre anterior e de 45,5% em relação ao mesmo período de 2008.
Numa comparação pró-forma, excluindo os efeitos da consolidação de Nossa Caixa no resultado do Banco do Brasil, a Margem Financeira somou R$ 14.444 milhões no 1º semestre de 2009, crescimento de 26,7% em relação ao 1S08, e R$ 7.460 milhões no 2T09, crescimento de 6,8% sobre o trimestre anterior e de 27,9% em relação ao mesmo período de 2008.
A tabela a seguir apresenta a formação da Margem Financeira Bruta. A contribuição da carteira de crédito em suas principais linhas de negócios pelo cômputo das receitas e custos associados a essas operações, inclusive o custo de captação é destacada. Adicionalmente, são segregados os valores correspondentes à receita com recuperação de créditos baixados para prejuízo e os valores de receitas relativas aos depósitos compulsórios com remuneração. Complementa a formação da Margem o item “Demais Receitas”, composto principalmente pelo resultado da tesouraria, decorrente de operações com títulos e valores mobiliários, derivativos e operações de câmbio.
As Operações de Crédito voltaram a ganhar espaço na formação da MFB, tendo como base:
· crescimento orgânico do crédito e, também, via aquisições (BNC e carteiras);
· A melhoria do spread das operações (tanto em função do BNC como mix orgânico da carteira); e
· A redução dos custos de captação em função das taxas pós-fixadas contratadas versus contratações pré-fixadas já existentes.
Dentre as demais fontes de receitas, destacamos a queda substancial na linha Compulsório Rentável, em razão das medidas tomadas pelo Banco Central no sentido de reduzir os percentuais que determinam o montante a ser recolhido sobre a base de depósitos do SFN. Tais medidas foram tomadas para prover liquidez ao sistema e manter a oferta de crédito à economia. Essas medidas implicaram em queda na remuneração pelos depósitos compulsórios, com contrapartida em maior disponibilidade de recursos, direcionados principalmente para operações de crédito, mas também para aquisições de carteiras de crédito de outras instituições, realização de aplicações interfinanceiras com garantia de carteiras de crédito, além de operações de tesouraria. Esse movimento explica o
crescimento das Demais receitas, que incluem aplicações interfinanceiras e operações com títulos.
Crescimento do crédito permite recuperação do spread
O crescimento da carteira de crédito média possibilitou recuperação do spread global no 2T09, que alcançou 7,3% contra 6,6% no 1T09 e 7,2% no 2T08. Contribuiu decisivamente para incrementar o spread no 2T09 a ênfase no crédito ao consumo, tanto organicamente como por meio do Banco Nossa Caixa.
Calculados stand-alone, os spreads de Banco do Brasil e de Banco Nossa Caixa no 1S09 seriam de 6,8% e 9,0%, respectivamente, referendando a manutenção da estimativa 2009 para esse indicador (6,8%-7,2%) no BB.
Além de trazer a evolução do spread global do BB, a tabela abaixo detalha o spread das Operações de Crédito por carteira de crédito. O spread total dessas operações foi de 10,4% no 2T09, o que equivale a incremento de 70 bps em relação 1T09 e de 100 bps em relação ao mesmo período de 2008. Na visão semestral, o spread total das Operações de Crédito foi de 10,0%, o que equivale a incremento de 60 bps em relação 1S08.
Depois de seguidos períodos de retração, o spread dos negócios com Pessoa Física voltou a crescer. Esse comportamento deve-se a basicamente a três fatores:
· Incremento no volume das operações de crédito ao consumo;
· Incorporação do BNC, que apresentou significativo crescimento nas operações com PF;
· A melhoria do spread das operações em função da redução dos custos de captação com taxas pós-fixadas contratadas versus contratações pré-fixadas já existentes.
O spread da carteira de pessoa jurídica também apresentou incremento no trimestre em função da participação de operações de capital de giro, que têm melhores spreads , no total dessa carteira. A carteira de Agronegócio apresentou spread mais baixo em função, principalmente, da menor
participação relativa das operações de custeio, por aspectos sazonais.
Provisões refletem atual conjuntura e aumentam cobertura da carteira
A conjuntura econômica adversa, o crescimento da carteira de crédito e a incorporação do BNC influenciaram o comportamento das despesas com PCLD, que, em junho/09 somaram (Requerida + Adicional) R$ 17.759 milhões, crescimento 21% no último trimestre. Explicam essa evolução: (i) a
elevação do índice de inadimplência, refletida no saldo da provisão requerida; (ii) a incorporação do BNC, que trouxe R$ 1.231 milhões de PCLD; (iii) o arrasto provocado pela confrontação dos riscos dos
clientes comuns ao BB e BNC, o que gerou necessidade de reforço de R$ 218 milhões; (iv) Reforço da provisão adicional em R$ 676 milhões, conforme Fato Relevante publicado em 30.06.2009.
A provisão do BB stand-alone em junho/09 somaria R$ 16.528 milhões, aumento de 12,6% no trimestre e de 48,0% em 12 meses, sendo R$ 13.826 milhões de requeridas e R$ 2.702 milhões de adicionais.
A relação entre as despesas de provisões contra a carteira total média – ambas acumuladas em 12 meses – saiu de 3,6% no 2T08 para 4,2% no 2T09. Essa mesma relação na visão trimestral ficou em 1,3%. Retirando-se os efeitos da aquisição do BNC, a relação entre as despesas de provisões contra a carteira total média – ambas acumuladas em 12 meses – ficaria em 4,1%, dentro do intervalo estimado para esse item em 2009. A relação entre as despesas de provisão trimestral contra a média trimestral da carteira de crédito ficaria em 1,2%.
Em relação à despesa de provisão do trimestre, é importante notar no gráfico abaixo que o incremento de 27,3% no 2º trimestre deriva substancialmente da incorporação do Banco Nossa Caixa, cuja
necessidade de provisionamento respondeu 68,6% do incremento verificado nas despesas de provisão. Outros efeitos foram o maior volume de contratações e da inadimplência verificadas no trimestre.
Qualidade da carteira supera a do Sistema Financeiro Nacional
Em relação à qualidade da carteira, o risco médio ficou em 5,9% em junho de 2009, 20 pontos base acima do observado em março de 2009, porém abaixo do risco médio do Sistema Financeiro Nacional, que no mesmo período cresceu 60 bps e encerrou o trimestre em 7,2%. O volume de atraso acima de 90 dias foi de 3,3%, superior aos 2,5% observado em junho de 2008, porém, inferior aos 4,4% apresentados pelo Sistema Financeiro Nacional.
Despesas Administrativas sob controle
As despesas administrativas, que incluem as Despesas de Pessoal e Outras Despesas Administrativas, somaram R$ 4.892 milhões, crescimento de 24,5% sobre o trimestre anterior e de 33,6% sobre o 2T08. No trimestre, as despesas foram impactadas pela consolidação do Banco Nossa Caixa, que acrescentou R$ 358 milhões em Despesas de Pessoal e R$ 301 milhões em Outras Despesas Administrativas. Desconsiderados esses efeitos, as despesas teriam avançado 15,6% na comparação entre o 2T09 e o 2T08, e 13,4% na comparação semestral.
Algumas contabilizações justificam o crescimento das despesas no período. Entre elas destaca-se:
R$ 64 milhões em despesas relacionadas ao IPO da VISANET;
Aprimoramento da consolidação das coligadas e controladas não financeiras. Até então as informações financeiras dessas empresas eram consolidadas com defasagem, como faculta a legislação societária. A partir deste trimestre, as não financeiras passaram a ser consolidadas com a mesma data base do Banco do Brasil, o que resultou na consolidação de mais de três meses de contas de resultado, o que acarretou no acréscimo de R$ 47 milhões em despesas.
Segregados os efeitos das contabilizações acima descritas, as despesas administrativas teriam crescido 11,9% no semestre, em relação a igual período de 2008, em linha com as estimativas divulgadas para 2009.
Índice de eficiência melhora no semestre
Mesmo com a contabilização de R$ 40 milhões em despesas operacionais decorrentes da amortização do ágio referente à aquisição do BNC, o crescimento das receitas operacionais e o comportamento das despesas administrativas resultaram em melhora do índice de eficiência do Banco do Brasil, que encerrou o semestre em 42,1%, substancialmente melhor que o apresentado no 1S08, de 45,4%.
Eventos Extraordinários
Os efeitos extraordinários agregaram R$ 455 milhões ao lucro líquido do BB no 2º trimestre de 2009 e R$ 764 no cômputo geral do 1S09. Dentre esses efeitos, destacam-se:
2T09
Despesa Extraordinária incorrida no 2T09, correspondente a Provisão Adicional para Créditos de Liquidação Duvidosa no montante de R$ 676 milhões conforme Fato Relevante publicado em 30.06.2009.
Alienação de 8,1% do capital social da Companhia Brasileira de Meios de Pagamento – Visanet Brasil, coligada do BB Banco de Investimento S/A – BB-BI, subsidiária integral do Banco do Brasil, gerando resultado extraordinário positivo de R$ 1.415 milhões no 2T09.
Despesas de demandas cíveis de Planos Econômicos de R$ 193 milhões (R$ 104 milhões provenientes de operações do Banco Nossa Caixa).
Cessão de créditos baixados à Ativos SA, gerando receitas de R$ 271 milhões.
1T09
Despesa de R$ 1.367 milhões, antes de impostos, referente ao complemento da provisão para fazer frente a demandas trabalhistas, cíveis e fiscais, conforme Fato Relevante publicado em 29.04.2009.
Receita de R$ 1.213 milhões relativa ao reconhecimento de créditos tributários originados da alteração da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL de 9% para 15%, conforme Fato Relevante publicado em 29.04.2009.
No 1S09, os efeitos extraordinários contribuíram para um incremento de R$ 196 milhões nos valores a pagar a título de “Imposto de Renda e Contribuição Social” e “Participação nos Lucros e Resultados”.
Investimentos Estratégicos (Pro-forma)
Ao final do 1T09 o Banco do Brasil consolidou as contas patrimoniais do Banco Nossa Caixa (BNC). A partir deste trimestre também as contas de resultado do BNC passaram a integrar os demonstrativos consolidados do Banco do Brasil.
A aquisição do controle acionário do BNC se soma às duas incorporações (BESC e BEP) efetivadas pelo BB em 2008. Além disso, o Banco do Brasil já comunicou ao mercado o fechamento de parceria estratégica com o Banco Votorantim, pendente apenas de autorização do Banco Central.
Os negócios concretizados e a transação em curso permitirão ao Banco do Brasil avançar de forma consistente sobre o mercado de São Paulo, obter acesso a funding barato e estável da Nossa Caixa, expandir a atuação nos mercados Corporate e de financiamento ao consumo e ampliar o escopo de
atuação no mercado de capitais, entre outras sinergias de custos e receitas.
A tabela abaixo apresenta uma simulação indicativa de como deverão ficar as principais informações patrimoniais e indicadores administrativos, após a consolidação da participação acionária adquirida no Banco Votorantim.
CONTEÚDO EXTRAÍDO DO ARQUIVO nvp2T09Sumario.pdf, DISPONÍVEL NO ENDEREÇO ELETRÔNICO http://www.bb.com.br/docs/pub/siteEsp/ri/pt/dce/dwn/nvp2T09Sumario.pdf
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BB aumenta lucro em 42,8% e retoma liderança em ativos
SÃO PAULO (Reuters) – O Banco do Brasil fechou o segundo trimestre com lucro líquido de 2,348 bilhões de reais, um crescimento de 42,8 por cento ante lucro de 1,644 bilhão de reais em igual período de 2008.
No final de junho, a carteira de crédito do banco estatal somava 252,485 bilhões de reais, o que representa um avanço de 32,8 por cento ante os 190,082 bilhões de reais no final do primeiro semestre do ano passado.
O banco encerrou o primeiro semestre com 598,839 bilhões de reais em ativos totais, um incremento de 43,9 por cento sobre os 416,052 bilhões de reais em igual período de 2008, o que o levou a retomar a liderança do setor bancário no país.
O Itaú Unibanco, que havia assumido a liderança ao emergir de uma fusão em novembro de 2008, reportou na terça-feira que seus ativos no final do primeiro semestre somavam 596,38 bilhões de reais.
O lucro recorrente do BB entre abril e junho foi de 1,727 bilhão de reais, um avanço de 18 por cento na comparação anual. O número veio acima da previsão média de 7 analistas consultados pela Reuters, de 1,501 bilhão de reais no período.
(Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Vanessa Stelzer)
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.reuters.com.br.