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Mercado interno vai sustentar crescimento do Brasil nos próximos anos, diz Dilma Rousseff

Brasília – O Brasil deverá crescer em torno de 5% a 6% nos próximos anos, sustentado principalmente pelo mercado interno disse hoje (10) a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff. Ela participou da cerimônia de inauguração das obras de ampliação de uma refinaria de alumínio em São Luís, no Maranhão.

De acordo com a ministra, o Brasil, “um dos últimos países a sentir os efeitos das crise mundial e um dos primeiros a superá-la”, só conseguiu vencer os obstáculos da crise econômica devido ao fortalecimento do mercado interno.

“Essa situação só valeu apena porque veio combinada com o crescimento do mercado interno que nos segurou durante a crise, que não deixou que país entrasse na profunda depressão que se ameaçava. Construímos esse mercado interno e vamos ouvir muito falar dele porque ele que vai segurar o Brasil num novo ciclo de crescimento econômico”, disse em seu discurso.

Ainda de acordo com Dilma Rousseff, os efeitos da crise também foram superadas porque “controlamos a inflação, garantimos a estabilidade, conseguimos um acúmulo de reserva invejável”.

Segundo a ministra, uma prova de que o país terá um crescimento sustentável é o fato de que a demanda interna por alumínio está crescendo.

“Até 2003, a produção de alumínio no Brasil era eminentemente para exportação. Não era porque os empresários quisessem, mas, sobretudo, porque o mercado interno não crescia, não crescia nossa indústria, não tínhamos recomposto a indústria naval. Não há país no mundo que cresça sem consumir alumínio, porque ele é fundamental no processo de aceleração do crescimento de um país”.

Por Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.

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Economia precisa ter expansão de 5% no último trimestre para não fechar 2009 com redução do PIB

Rio de Janeiro – O Produto Interno Bruto – soma de todas as riquezas produzidas no país – precisa apresentar uma expansão de 5% nos últimos três meses do ano, em relação ao mesmo período de 2008, para que a economia brasileira feche 2009 estagnada, ou seja, com crescimento zero.

A estimativa foi apresentada hoje (10) pela gerente de Contas Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis, destacando que esse cálculo não é realizado pelo instituto.

Para que haja uma queda de 1% no resultado do PIB de 2009, a economia precisaria crescer apenas 1% no quarto trimestre na comparação com o igual período do ano anterior.

Rebeca Palis considerou o resultado do PIB relativo ao terceiro trimestre um sinal de recuperação da economia, embora tenha admitido que a taxa de 1,3% em relação ao trimestre anterior, divulgada hoje aponte um ritmo menos intenso do que se acreditava.

Em relação ao terceiro trimestre de 2008, a economia apresentou retração de 1,2% e, no acumulado em nove meses, a queda foi de 1,7% frente ao período de janeiro a setembro de 2008.

Rebeca acrescentou que a revisão de dados dos trimestres anteriores, que revelaram quedas ainda mais intensas no PIB do segundo trimestre de 2009 (-1,6% e não -1,2%, como divulgado anteriormente) e no resultado do primeiro trimestre do ano (-2,1% e não –1,8%), contribuíram para que a expansão fosse menor do que a prevista. Ela ressaltou, no entanto, que seria um “exagero” afirmar que a nova leitura seria capaz de mudar o cenário econômico do país.

“O que aconteceu foi que nós revisamos toda a série, mudando [os números] para trás. Nós acabamos botando um pouco para cima o crescimento do terceiro trimestre do ano passado, que era de 6,8% e agora foi para 7,1%, e no quatro trimestre de 2008 acabou sendo o contrário: era de 1,3% e agora ficou em 0,8%. Óbvio que todas essas coisas afetaram o crescimento do terceiro trimestre desse ano. Além disso, quem faz as previsões de crescimento não tinha acesso a esses novos dados ainda”, afirmou.

De acordo com o instituto, essas revisões ocorreram em função da consolidação de resultados relativos a 2007 e a 2008.

Por Thais Leitão – Repórter da Agência Brasil. Edição: Tereza Barbosa.

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