São Paulo – Se o Brasil quiser passar da nona para a quinta posição no ranking mundial das maiores economias do mundo, terá de vencer com alguns “gargalos” nos investimentos públicos nas três esferas de governo – municipal, estadual e federal – principalmente nas áreas de educação e cultura. O alerta foi feito hoje (15) pelo economista Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Pochmann fez a avaliação com base nos dados do estudo do Ipea Presença do Estado no Brasil: Federação, Suas Unidades e Municipalidades. A pesquisa, inédita, mostra a estrutura física do Estado brasileiro e a incidência de seus serviços.
Cursos universitários públicos, por exemplo, só estão disponíveis em 157 dos 5.562 municípios brasileiros, o equivalente a 2,8% do total de cidades. A maior parte (46%) concentra-se na Região Sudeste.
O ensino médio ainda não está universalizado. A pesquisa constatou que 46 cidades não têm estabelecimento público de ensino médio, em oito estados, sendo os cinco com maior número de municípios sem esse serviço: Minas Gerais (16), Rio Grande do Sul (12), Alagoas (dez), Tocantins (dois) e Pernambuco (dois).
Quanto aos investimentos culturais, a pesquisa mostra que em 2.953 municípios não há estabelecimentos públicos nesse segmento, quer sejam museus, casas de cultura ou de espetáculos. Desse total, 37% estão no Nordeste.
Apenas 905 cidades têm museus ou salas de espetáculo, o que significa 16,3% do total. O levantamento indica ainda que 44,7% dos brasileiros, em metade do território, não têm nenhum acesso a equipamentos de cultura. Também foi detectada uma baixa oferta de bibliotecas. Na média, existe uma biblioteca a cada 26,7 mil brasileiros.
Para Pochmann, a área do conhecimento é imprescindível para as metas de crescimento econômico do Brasil. Na sua avaliação, a ausência do aprimoramento do ensino pode comprometer a oferta futura de mão de obra qualificada.
Por Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lana Cristina.
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Estudo mostra presença do Estado no Brasil
São Paulo – O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga hoje (15), às 10h, em São Paulo, o estudo Presença do Estado no Brasil: Federação, Suas Unidades e Municipalidades.
A pesquisa, inédita, mostra a estrutura física do Estado brasileiro (União, estados e municípios) e a incidência de seus serviços. O documento abrange nove temas: previdência social, assistência social, saúde, educação, trabalho, bancos públicos, infraestrutura, segurança pública e cultura.
Quase 3 mil municípios não têm agências de bancos públicos federais e cerca de 80 cidades não têm escolas municipais. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento ambulatorial em quase todo o território nacional, com exceção de dois municípios – Paraíso (SP) e Mimoso (GO). O emprego público representa 21% das ocupações formais do país.
Os dados foram agrupados por região. No caso das regiões Nordeste e do Sudeste, todos os municípios foram mapeados.
Por Agência Brasil. Matéria alterada para acrescentar informação / Edição: Graça Adjuto.
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Estudo revela que 1.867 municípios não têm atendimento de urgência do SUS
São Paulo – A população de 1.867 municípios brasileiros (33,5% de um total de 5.562) não conta com estabelecimentos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento de urgência. A Região Sudeste concentra a maioria dessas cidades (31,7%). Em seguida, vêm o Nordeste (29%), o Sul (24,2%), o Centro-Oeste (9,2%) e o Norte (5,9%).
Em 428 municípios do país, não há médicos que atendem pelo SUS. Os dados fazem parte do estudo Presença do Estado no Brasil: Federação, Suas Unidades e Municipalidades, divulgado hoje (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Segundo a pesquisa, até abril deste ano, duas cidades em todo o país não contavam com atendimento ambulatorial do SUS: Paraíso, em São Paulo, e Mimoso, em Goiás. De acordo com o estudo, em 1.875 municípios não há unidades públicas de internação.
Além de saúde, o estudo traz dados sobre indicadores básicos, Previdência Social, educação, assistência social, trabalho, bancos públicos, infraestrutura, segurança pública e cultura.
Por Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Juliana Andrade.
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