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Lula se prepara em Copenhague para início de negociação decisiva sobre o clima

Copenhague (Dinamarca) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a manhã reunido em Copenhague com os integrantes da delegação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) para acertar a tática que será adotada nas reuniões de alto nível que começam hoje (16).

O Brasil é um dos países que lideram as articulações do G77 – grupo de nações pobres e em desenvolvimento – para tentar fechar um acordo até sexta-feira (18) que prorrogue até 2020 o Protocolo de Quioto. O tratado impõe aos países ricos a responsabilidade pelas emissões históricas de gases de efeito estufa.

Os negociadores brasileiros que saíram da primeira reunião do dia com Lula admitiram que a última e decisiva etapa da conferência começa no mais absoluto impasse. “Nessa noite eu não dormi. Passamos a madrugada trabalhando, mas até o momento tivemos poucos avanços”, lamentou o embaixador Luís Alberto Figueiredo, negociador-chefe do Brasil em Copenhague.

Neste momento, o presidente está reunido com quatro governadores de estados da Região Norte (Acre, Amazonas, Pará e Tocantins), além de José Serra, de São Paulo.

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, reiterou que ainda é preciso avançar muito e destacou a importância de os países ricos flexibilizarem as atuais posições para que se chegue a um entendimento. “Disposição há. O que precisamos saber é se existe vontade política”, afirmou.

Ainda hoje Lula se reúne com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. O pronunciamento do brasileiro na conferência está previsto para amanhã (17) à tarde. Hoje Lula passará o dia em reuniões no hotel onde está hospedado em Copenhague.

Por Roberto Maltchick – Enviado Especial. Edição: Juliana Andrade.

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Lula descarta taxar produtos de países ricos sem metas de redução de gases

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou a ideia de elevar taxas de produtos de países ricos que se recusarem a adotar metas de redução de gás carbônico (CO2) na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorre em Copenhague, na Dinamarca. Ele descartou a proposta ao responder à pergunta de uma leitora na coluna semanal O Presidente Responde, publicada hoje (15).

“Embora os países desenvolvidos estejam resistindo a adotar metas relevantes de redução da emissão de CO2, o Brasil não pode apelar para instrumentos comerciais ilegais. Nosso país deve respeitar os compromissos assumidos na Organização Mundial do Comércio. Elevar a tarifa sobre produtos provenientes somente dos países desenvolvidos consistiria em medida discriminatória”, respondeu Lula à leitora que sugeriu o aumento das taxas pelo governo brasileiro.

Lula, que embarcou na manhã de hoje para Copenhague onde participará da Conferência do Clima, lembrou que o Brasil assumiu o compromisso voluntário de reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 39,8% até 2020. Segundo ele, após o Brasil divulgar a meta os Estados Unidos e a China também apresentaram suas propostas de redução do gás.

Até sexta-feira (18), negociadores de mais de 190 países terão a missão de chegar a um consenso sobre o novo acordo climático para complementar o Protocolo de Quioto depois de 2012.

A delegação brasileira em Copenhague é chefiada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e conta ainda com integrantes dos ministérios das Relações Exteriores, do Meio Ambiente, da Ciência e Tecnologia e da área econômica.

Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante.

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Ajuda financeira aos países pobres pode ficar de fora de acordo sobre clima, diz Ban Ki-moon

Brasília – O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, afirmou que um acordo final na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) pode não incluir a ajuda financeira prometida aos países em desenvolvimento. As informações são da BBC Brasil.

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, Ban Ki-moon disse que o documento poderá ser assinado sem um compromisso firme e de longo prazo das nações desenvolvidas para ajudar os países pobres a combater o aquecimento global.

Ele admitiu não ter certeza de que será possível chegar a um acordo sobre o financiamento de longo prazo e afirmou que o valor da ajuda não deve ser a única discussão, porque há outras questões importantes.

A ajuda financeira dos países ricos aos países em desenvolvimento é vista como um dos elementos essenciais para que seja fechado um acordo em Copenhague (Dinamarca).

Por Agência Brasil. Edição: Juliana Andrade.

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Nova investida de países ricos gera retrocesso na negociação do clima

Copenhague – Novo documento, supostamente produzido por um grupo de países ricos, teve impacto negativo nas negociações para garantir a assinatura de um acordo para combater o aquecimento global. Esta é a segunda vez que um esboço de acordo atribuído principalmente à Dinarmarca aparece em meio às negociações desde o início da conferência, em 7 de dezembro.

O documento foi vazado para negociadores africanos na manhã de segunda-feira (14) e se transformou no principal motivo para os africanos deixarem temporariamente a mesa de negociações.

Em entrevista coletiva, a chefe da delegação brasileira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, admitiu fortes rumores de que uma propota apresentada pela Dinarmarca extraoficialmente teria dificultado ainda mais as negociações. No entanto, ela negou que a delegação brasileira tenha tido acesso ao documento. “Não acredito que haja ma-fé. Espero que haja boa fé. Devemos lembrar que esta conferência necessita de consenso para ter acordo. Não pode haver imposição.”

Segundo representante do G-77, grupo de países pobres e em desenvolvimento do qual o Brasil faz parte, o rascunho, que sequer chegou a entrar na negociação oficial, tinha como premissa a adoção de “compromissos legais” de redução das emissões para os países em desenvolvimento, tais como os exigidos dos países ricos, conforme estabelece o Protocolo de Quioto, assinado em 1997. “Eles querem para nós exatamente o que a conferência e o protocolo exigem deles”, afirmou um dos negociadores brasileiros, que prefere não se identificar.

Oficialmente, os países ricos negam a existência de qualquer documento paralelo que seria apresentado durante as negociações envolvendo os chefes de Estado.

O objetivo da Conferência do Clima é reduzir as emissões globais de gases que provocam o efeito estufa em, pelo menos, 25% até 2020, considerando 1990 como ano base.

Os países da África já voltaram a negociar, no entanto, o principal tema das conversas entre as delegações hoje (15) já não é mais a criação do fundo de longo prazo para frear as emissões de gases que provocam o efeito estufa no mundo pobre e em desenvolvimento ou a adoção de metas mais ousadas pelos países ricos para reduzir as próprias emissões.

As tratativas estão focadas agora no formato de negociação para garantir transparência na última e decisiva etapa da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que inicia amanhã (16), com a chegada de 110 chefes de Estado a Copenhague.

A chefe da delegação brasileira afirmou que a única proposta que será aceita como documento de negociação é a que será elaborada até amanhã (16) pelos grupos de trabalhos que discutem o Protocolo de Quioto e um novo acordo que incluiria metas para redução de gases de efeito estufa pelos Estados Unidos.

A preocupação com a transparência é manifestada repetidamente pela presidente da conferência, a ministra do clima da Dinamarca, Connie Heddegard.

O clima de desconfiança é um dos principais entraves para o avanço das negociações, admitiu o embaixador Sérgio Serra, um dos negociadores brasileiros na COP-15. Ele acredita que as tratativas já deveriam estar menos nebulosas. “É normal que a negociação seja assim. O preocupante é que esteja tão nebuloso a esta altura”, ressaltou.

O encerramento da conferência está previsto para a tarde de sexta-feira (18).

Por Roberto Maltchik – Enviado Especial. Edição: Lílian Beraldo.

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