Brasília – Com mais dinheiro no bolso, em função do aumento da renda salarial e do pagamento do décimo terceiro salário, o brasileiro aproveitou para quitar suas dívidas, no mês passado, antes de ir às compras de final de ano. Com isso a inadimplência caiu 4,98% em relação a novembro, como informou hoje o presidente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Roberto Alfeu Pena Gomes.
Ele disse que a recuperação econômica do país, com a criação de empregos e as contratações temporárias de final de ano, “teve influência direta para o cenário positivo que vivemos”, uma vez que os recursos daí decorrentes abasteceram grande parte das famílias e elas puderam honrar seus compromissos financeiros.
Alfeu acrescentou que a inadimplência foi 3,02% menor em relação a dezembro de 2008, no auge da crise financeira internacional. Com a recuperação gradativa da economia, principalmente de maio em diante, o SPC Brasil (maior banco de dados da América Latina) registrou queda acumulada de 14,09% da inadimplência em 2009.
De acordo com levantamento de mercado, feito em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a tendência é de expansão cada vez mais robusta do consumo interno. Isso, somado à evolução do crédito, desemboca em um cenário positivo para que “a inadimplência tenha queda significativa também ao longo deste ano”, afirmou o presidente do SPC Brasil.
“A expectativa para o crescimento do país é das mais positivas”, segundo Alfeu. Ele acredita que o Brasil terá o terceiro maior crescimento do mundo em 2010. Pelos cálculos do Indicador CNDL/SPC Brasil de Vendas e Inadimplência, o Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país, deve crescer 6,1%, enquanto as previsões para China e Índia são de 9,4% e 8,6%, respectivamente.
Esse cenário positivo, segundo Alfeu, será resultante do crescimento da demanda interna, proveniente da expansão do crédito, do aumento dos salários acima da taxa de inflação, dos investimentos em infraestrutura para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e para a Copa do Mundo de Futebol de 2014. Além disso, também se espera o aumento do poder de compra das classes sociais menos favorecidas.
Por Stênio Ribeiro – Repórter da Agência Brasil. Edição: Tereza Barbosa.
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Crédito continuará balizando consumo, afirma dirigente lojista
Brasília – Em 2010, o crédito para pessoas físicas deverá ter uma expansão de 17%, motivado pela redução de juros reais, incremento da massa salarial e redução do nível de inadimplência das famílias. Nesse cenário, a expectativa é de que as vendas do varejo aumentem em 8,5%. A previsão é do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas ( CNDL ), Roque Pellizzaro Junior.
Segundo ele, o crédito continuará sendo muito influente e balizador das relações de consumo, com reflexos diretos principalmente na vendas de bens duráveis, como automóveis, materiais de construção e eletroeletrônicos. Em nota, Pellizzaro diz que no Brasil o comércio representa cerca de 13% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). O país já é o oitavo mercado consumidor do mundo.
“O Brasil superou grandes desafios em 2009 e pôde passar de forma segura pelas turbulências que se anteviam para o período”, destaca Pellizzaro. De acordo com ele, isso foi possível graças à solidez do sistema financeiro, à inflação sob controle e a programas sociais que possibilitaram significativa transferência de renda e maior participação no consumo das classes C e D.
A nota ressalta que, com isso, houve um bom movimento econômico no final do ano, o que permite uma projeção otimista para o país em 2010.
Entre 2003 e 2008, afirma Pellizzaro, 25,9 milhões de pessoas entraram na classe média. “Também podemos visualizar, além da atenção às classes C e D, a desconcentração regional das redes de lojas, a internacionalização do varejo, o varejo eletrônico, as mídias sociais e a atenção ao portfólio de produtos como integrantes obrigatórios.”
Segundo ele, o cliente tem valorizado a qualidade e adquirido produtos de maior valor agregado, “substituindo as marcas premium por marcas próprias ou produtos mais baratos”.
Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco.
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