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Por 21:07 Sem categoria

Trabalhadores bancários terão nova rodada de negociações com o Banco do Brasil; é a vez do Plano de Carreiras, Cargos e Salários

Contraf-CUT inicia negociação com o BB sobre o PCCS nesta quarta

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) inicia nesta quarta-feira, 3 de fevereiro, as negociações com o Banco do Brasil da mesa temática sobre o Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), uma das principais reivindicações do funcionalismo. É a segunda rodada de discussão das mesas temáticas, iniciada no dia 28 de janeiro, com o debate sobre os problemas pendentes dos trabalhadores dos bancos incorporados pelo BB.

“É importante reiterar que o estabelecimento da agenda de negociações é um passo importante, mas ele por si só não garante conquista de direitos. É preciso que haja mobilização do funcionalismo em todo o país para pressionar o banco a atender nossas reivindicações”, afirma Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

A plenária nacional dos dirigentes sindicais do Banco do Brasil, realizada pela Contraf-CUT no dia 15 de dezembro, em São Paulo, aprovou o calendário de negociações das mesas temáticas e da mesa permanente e as premissas para as discussões sobre o PCCS (veja abaixo). A plenária também definiu a realização de manifestações e atividades pelo PCCS em todo o país nos dias 20 de cada mês (ou na véspera, caso caia no final de semana).

As premissas para o PCCS

* Estabelecer um piso salarial digno (com referência no salário mínimo do Dieese, hoje equivalente a R$ 2.139,06).

* Valorizar o mérito por meio da incorporação do valor das comissões. A cada ano incorporar um percentual da comissão na remuneração do trabalhador.

* Adotar a jornada de 6 horas para todos, sem redução de salários.

* Eliminar a coexistência de várias categorias de funcionários.

* Valorizar a antiguidade e a experiência no cargo e na função (interstício no PCS e no PCC).

* Excluir da alçada dos gestores imediatos a decisão sobre comissionamentos e descomissionamentos.

* Elaborar regras claras de encarreiramento e adotar mecanismos para assegurar o seu cumprimento (regras objetivas para seleções internas).

* Criar regras claras sobre a progressão funcional horizontal (lateral, na mesma função) e vertical, mediante valorização da maturidade e da qualificação profissional.

* Adotar modelos quantitativos para analisar, avaliar e classificar os cargos comissionados, ou seja, definir os fatores de avaliação de cargos comissionados e classificar os cargos em classes com faixas salariais.

* Adotar modelo padrão de descrição de cargos com responsabilidades, pré-requisitos, experiência, formação etc.

* Adotar metodologia quantitativa para estabelecer os VRs.

* Não criar obrigação de migração de planos.

* Criar tabela única de PCS.

* Incorporar anuênio e gratificação semestral.

* Buscar a isonomia.

* Instituir políticas afirmativas nos processos de seleção interna.

* Estabelecer valorização do dirigente sindical no PCCS.

O calendário de negociações

O calendário de negociações das mesas temáticas e da mesa permanente com o BB é o seguinte:

Mesas temáticas

– 28 de janeiro: incorporações (salários, planos de saúde e previdência e outros direitos dos funcionários dos bancos adquiridos pelo BB).

– 3 de fevereiro: PCCS e saúde e condições de trabalho.

– 24 de fevereiro: previdência e terceirização.

Mesa permanente de negociação

– 10 de fevereiro: BB 2.0, Comissão de Conciliação Prévia (CCP) e outras questões.

Fonte: Contraf-CUT.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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Plano odontológico do BB não sai da gaveta

Bancários estão insatisfeitos com demora de proposta e preparam mobilização

São Paulo – O Sindicato, a Contraf-CUT e outras entidades sindicais estudam medidas para pressionar a direção do Banco do Brasil a apresentar aos bancários uma proposta para um plano odontológico.

Na negociação com os representantes dos trabalhadores no dia 20 de janeiro, o BB reafirmou seu compromisso de apresentar proposta até o dia 29 do mesmo mês. “A empresa simplesmente não deu qualquer retorno aos funcionários. Foi um grande desrespeito ao processo de negociação. Nada justifica tal postura”, afirma o diretor do Sindicato Ernesto Izumi.

O dirigente diz ainda que a apresentação do plano odontológico, aguardado há muitos anos pelo funcionalismo, é um compromisso assumido formalmente pelos representantes do Banco do Brasil, por meio de um termo de compromisso firmado em julho de 2009. “Queremos que o assunto seja resolvido na mesa de negociação por meio do diálogo, no entanto, caso o banco não tenha o mesmo entendimento, vamos iniciar um processo de mobilização e estudar outras medidas contra a instituição financeira”, acrescenta Izumi.

Por Jair Rosa – 02/02/2010.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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