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Por 21:10 Sem categoria

Com bom humor e alto astral, CUT pressiona parlamentares na chegada ao aeroporto de Brasília; DIEESE mostra que a redução da jornada de trabalho aumenta a produtividade

Mobilização em defesa das 40 horas

A mobilização que a CUT fez na manhã desta terça (2) no Aeroporto de Brasília foi marcada pelo bom humor e pelo alto astral. Das oito às 10 horas, deputados e senadores que desembarcavam eram recebidos por dezenas de dirigentes sindicais, aos brados de “Reduz pra 40 que o Brasil aumenta e o empresariado aguenta” e outras palavras de ordem como “Primeiro o pré-sal, o Carnaval e depois as 40 horas”.

O objetivo da mobilização era cobrar dos parlamentares a inclusão, entre as prioridades do primeiro trimestre deste ano, do projeto que reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas.

Apesar de dirigido preferencialmente aos parlamentares, o ato e a panfletagem envolveram todos os passageiros e passageiras que desembarcavam no Juscelino Kubitscheck.

“40 horas semanais dão mais tempo para o lazer, para a família, para namorar. E ainda vão criar mais de 2 milhões de empregos”, dizia Artur Henrique, presidente da CUT, ao megafone. E avisava: “Deputado, deputada, senador, senadora, este ano tem eleição…”

No Congresso – Encerrada a mobilização no aeroporto, os dirigentes se dirigiram ao Congresso, para panfletagem gabinete por gabinete. Está prevista também a presença da ministra da Casa Civil e candidata à Presidência da República Dilma Rousseff, que fará a abertura do ano legislativo.

“Tudo isso que estamos fazendo hoje é muito importante para manter a militância aguerrida e mostrar para o Congresso que nós não vamos desistir das nossas bandeiras só porque é ano eleitoral. Ao contrário”, disse o secretário geral da CUT, Quintino Severo.

Por Isaías Dalle, de Brasília.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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Redução da jornada de trabalho aumenta produtividade, diz Dieese, mas empresas temem custo

Brasília – Sindicalistas começaram o trabalho de corpo a corpo com parlamentares para a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais e aumenta dos atuais 50% para 75% a remuneração da hora-extra no aeroporto de Brasília nesta manhã (2).

A mobilização continuou na tarde no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Segundo o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves Juruna, a intenção é fazer uma vigília, “e até dormir no Congresso se preciso”, para conseguir que a PEC entre na agenda de votação neste semestre. A proposta foi aprovada em comissão especial da Câmara em junho do ano passado.

De acordo com Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), “reduções de jornada vêm acompanhadas de aumento de produtividade”. Além disso, a redução de 4 horas da jornada semanal pode gerar 2 milhões de empregos, estima o diretor.

Carlos Alberto Santos, diretor de Administração e Finanças do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), reconhece que se houver aumento de produtividade o aumento de gastos com horas extras ou com o número de empregados será compensado.

Ele pondera, no entanto, que “essa linha de argumentação só é verdadeira para a produção física e tangível. Para o comércio e serviços fica muito complicado. Nesses setores a presença do empregado é um dado muito importante. Com a redução, as lojas vão fechar mais cedo ou vão pagar hora-extra?”. O diretor do Sebrae acha difícil que o consumidor aceite o repasse do aumento de custos ou mude seus horários de compra.

O diretor-tesoureiro da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Laércio Oliveira, é mais crítico. “Isso é uma proposta política e eleitoreira, e vai de encontro ao crescimento no país. Vai aumentar o desemprego e a informalidade”, disse Oliveira que considera a proposta “um retrocesso” e o momento de discussão “impróprio”.

Clemente Ganz Lúcio, do Dieese, discorda e aponta o atual cenário de crescimento econômico como ideal para que a proposta seja absorvida economicamente. Além disso, “as empresas passaram nos últimos anos por processos de reestruturação produtiva e estão ajustadas”.

O diretor técnico do departamento sindical, avalia que a redução da jornada é justa porque “tem efeito distributivo dos ganhos de produtividade de 1988, quando a jornada de trabalho semanal caiu de 48 horas para 44 horas”.

Ao efeito redistributivo, Ganz Lúcio acrescenta que desde quando houve a redução da jornada, os trabalhadores passaram a gastar mais tempo para se deslocar até o trabalho e que a atual necessidade de reciclagem permanente para o trabalho exige que os assalariados tenham maior disponibilidade de tempo para fazer novos cursos de formação e atualização.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a jornada de trabalho semanal no Brasil poderia ser de 37 horas. A eventual redução da jornada alcançará, no entanto, apenas a metade da mão-de-obra empregada, que tem carteira assinada e vínculo formal.

Por Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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