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Por 20:49 Sem categoria

Professores aprovam greve por tempo indeterminado e calendário de mobilizações contra o arrocho e o desmonte do ensino em São Paulo

Reunidos em assembleia na Praça da República na sexta-feira (5), mais de 10 mil professores aprovaram greve por tempo indeterminado, a partir desta segunda-feira (8).

As principais reivindicações da categoria são: reajuste salarial imediato de 34,3%; incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados; plano de carreira justo; garantia de emprego; contra as avaliações excludentes (provão dos ACTs/avaliação de mérito); revogação das leis 1093, 1097, 1041 (lei das faltas); concurso público de caráter classificatório; contra a municipalização do ensino, contra qualquer reforma que prejudique a educação, em todos os níveis. Da assembleia também participaram representantes dos diretores de escola e supervisores de ensino, que decidiram, em suas instâncias, entrar em greve em conjunto com os professores.

O Magistério paulista, com esta decisão, deu um BASTA aos desmandos do governo Serra.

Os professores aprovaram ainda o calendário de mobilizações (abaixo), com a realização de uma nova assembleia na sexta-feira (12), no vão livre do Masp, na avenida Paulista. As subsedes devem realizar, na quinta (11), assembleias regionais.

Governo afronta categoria praticamente às vésperas da assembleia, o governo do Estado anunciou, com estardalhaço, a incorporação da Gratificação por Atividade de Magistério (GAM) em três parcelas, a serem pagas em 2010, 2011 e 2012. A proposta é uma afronta e um desrespeito.

Para se ter uma ideia, , até 2012 o salário-base do PEB II em jornada de 24 horas, terá um acréscimo salarial de apenas R$ 6,47. Não queremos esmolas!

Queremos reajuste salarial e a real valorização do Magistério. Sem contar que inúmeros professores aposentados já ganharam na Justiça, em ação movida pela APEOESP, o direito de incorporação total da GAM.

Este governo gasta milhões em propagandas no rádio e na TV para apresentar mentiras à população. Onde estão as escolas com dois professores? Onde estão os laboratórios de informática abertos nos finais de semana com monitores? Temos de dar uma resposta à altura, chamando os pais dos alunos para conhecer nossas escolas, para que possam comparar com a “escola de mentirinha” que Serra mostra na televisão.

Matéria paga

As entidades do Magistério veicularão matéria paga na Rede Bandeirantes, no intervalo do “Brasil Urgente” – entre 17h30 e 18h50 – na próxima quarta-feira (10).

Calendário de mobilização

Dia 8 de março: conversa com a comunidade escolar
Dias 9 e 10: visita às escolas
Dia 11: assembleias regionais
Dia 12: assembléia estadual no vão livre do Masp, na avenida Paulista, às 15 horas

Por Apeoesp.

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Presidente da CUT-SP afirma que estado precisa de um novo modelo de desenvolvimento

Quando 2009 começou, à beira de uma profunda crise econômica mundial, o panorama indicava que mais uma vez os trabalhadores brasileiros “pagariam a conta”. Mas estes não se intimidaram e reagiram com protestos, manifestações e ações propositivas para um novo modelo de estado, indica Adi Santos Lima, presidente da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP). “Durante o congresso da CUT-SP, foi apontada a necessidade urgente de um novo modelo de desenvolvimento”, conta Lima.

Lima afirma que as sucessivas administrações tucanas no estado estão reduzindo o tamanho e o desenvolvimento de São Paulo. “Estamos perdendo receita, patrimônio e investimentos.”

CUT-SP

No estado de São Paulo, 286 sindicatos são filiados à CUT e representam 946 mil trabalhadores

Em entrevista à Rede Brasil Atual, o ativista condenou a “indústria de pedágios”, a privatização de empresas públicas e a precarização dos serviços de saúde e educação. “Só na [rodovia] Marechal Rondon há 15 pedágios. Nossa proposta é debater os pedágios com a população”, anuncia.

“Há 18 empresas estatais numa lista de privatizações, além das diversas já vendidas para a iniciativa privada.” E reforça, criticando a atual política educacional: “não podemos mais conviver com uma escola pública em que as crianças são aprovadas sem saber ler e escrever.”

A administração estadual durante a crise econômica também deixou a desejar, apesar do “peso de São Paulo”, classifica o sindicalista. “Enquanto o governo federal interveio e agiu para reduzir o impacto da crise, o estadual se comportou de forma irresponsável. Ficou inerte”, condena.

Sem negociação

A política de recursos humanos do governador José Serra (PSDB) é outro motivo de críticas do sindicalista. “Este governo simplesmente não dialoga com os trabalhadores”, dispara. “A qualidade do ensino, por exemplo, está vinculado ao tratamento, à valorização dos professores. Assim ocorre em todas as outras áreas do funcionalismo”, complementa. Entretanto, o governador prefere manter-se fechado ao diálogo, cita Lima.

Para o dirigente sindical, durante as eleições de 2010, a população tem a oportunidade de “inverter a lógica neoliberal” do atual governo paulista. “Essa é nossa oportunidade de escolher pessoas com visão para o fortalecimento do estado”, analisa.

“Precisamos interromper o modelo de terceirização implantado aqui. Nossa concepção é colocar o Estado em função das pessoas e da vida. Não o contrário”, afirma.

Por Suzana Vier – Rede Brasil Atual.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.cut.org.br.

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