fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 12:40 Sem categoria

A favor do direito de defesa

Em apoio a João Vaccari

Tancredo Neves morreu na transição da ditadura para a democracia.

Por mais de 20 anos os militares mandaram e desmandaram no Brasil.

Muitos que apoiaram o Golpe de 64, depois mudaram de posição e passaram a exigir a normalidade democrática, somando esforços com os que nunca apoiaram qualquer medida de força contra à Democracia e à Liberdade! Muitos foram perseguidos, censurados, demitidos, presos, torturados, assassinados e exilados porque defendiam a democracia e a liberdade de informação.

As campanhas pela Anistia, Diretas Já e Constituinte tinham como objetivo restabelecer a Democracia e a Constitucionalidade. O respeito aos direitos individuais e às instituições. As regras precisavam ser para todos, com todos, de todos e com eleições diretas. Esta é a democracia universal conquistada com a Revolução Francesa e com a Independência Americana.

O Brasil se redemocratizou, fez a Anistia, a Constituinte, as Eleições Diretas.

O Brasil voltou a crescer econômica, política e socialmente.

Hoje o Brasil é respeitado mundialmente. Mas precisamos melhorar nossa democracia. A violência está presente a cada dia e cada vez mais perto de nós. Seqüestros, roubos, assassinatos, corrupção e mentiras fazem parte do nosso quotidiano…

Um tipo de violência cada vez mais comum é a prática da difamação.

Os políticos, os jornalistas, os promotores, os advogados e os sindicalistas falam o que querem de outras pessoas, a imprensa dá ampla divulgação, e o acusado que prove que é inocente, mesmo depois de já destruído pela imprensa. Mentir, manipular fatos e faltar com a verdade deveria ser punido severamente. Para isto vivemos numa democracia.

Neste ano temos eleições gerais e a difamação, a manipulação, e a mentira já estão presentes. Dilma cresceu nas pesquisas e os apoiadores de Serra já estão usando de todos os artifícios para impedir que ela seja a primeira mulher eleita presidenta do Brasil. E, como ainda não acharam nada contra Dilma, resolveram pegar o tesoureiro do PT para Cristo.

Nunca assinei a Veja, mas sempre respeitei o direito de ela ser conservadora. Faz parte das liberdades democráticas. Sempre fui a favor da legalização de todos os partidos políticos, desde os fascistas até os comunistas. O povo, pelo voto, é quem deve escolher qual partido deve governar o país. Mas os apoiadores de Serra estão passando dos limites. O povo sabe que o Brasil com Lula nunca esteve tão bem! Vamos disputar as eleições democraticamente! Fomos irmãos na luta contra a ditadura e não devemos virar inimigos na democracia! Devemos ter diferenças, não ódio. Devemos comemorar os milhões de pobres que melhoraram de vida. Lula nunca quis acabar com os ricos, Lula sempre quis acabar com a pobreza.

Conheço João Vaccari há mais de 30 anos.

Foi o melhor tesoureiro do Sindicato dos Bancários de São Paulo, foi o melhor tesoureiro da CUT Nacional, tem tudo para ser o melhor tesoureiro do PT.

A nosso pedido, licenciou-se da presidência do Sindicato dos Bancários para assumir a presidência da Bancoop com a responsabilidade de fazer uma auditoria geral e colocar toda documentação em ordem e acertar a situação perante os milhares de cooperados. Com a morte do ex-presidente da Bancoop, os problemas administrativos e financeiros apareceram, principalmente porque Vaccari assumiu a administração, contratou dezenas de contadores e auditores para passar a Bancoop a limpo e prestar conta aos cooperados e à sociedade.

Este promotor está agindo de má fé, a Veja está agindo de má fé. Estão manipulando informações. Conclamo que as instituições e a imprensa garantam espaço para que os advogados, auditores e gestores da Bancoop apresentem as informações, garantindo a pluralidade das posições, para que a população tenha instrumentos comparativos para saber os prós e os contras de cada lado.

Se os interlocutores da nossa sociedade, como os juízes, parlamentares, jornalistas, advogados, sindicalistas, e demais instituições não investirem numa relação respeitosa, onde quem roubou vai preso, mas quem for honesto não pode ser difamado, estaremos estimulando a generalização da violência.

Como companheiro de vida de João Vaccari, faço aqui meu depoimento público e conclamo que passemos o Brasil a limpo, que aperfeiçoemos nossas instituições, mantendo o respeito às pessoas, à vida e ao Brasil.

São Paulo, 10 de março de 2010.

Gilmar Carneiro, 50 anos lutando pelas liberdades democráticas, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e ex-Secretário Geral da CUT.

TEXTO COLHIDO NO SÍTIO www.pt.org.br.

================================================

Contra Dilma, Veja apela para bandidos

A Casa Millenium, que reúne a lama da direita midiática nativa, deveria instituir um prêmio para os seus freqüentadores mais sádicos. A revista Veja já é uma forte concorrente. Logo após o seu convescote, ela já produziu duas capas espalhafatosas contra a campanha de Dilma Rousseff. Na primeira, utilizou como “fonte primária” o promotor José Carlos Blat, que foi desautorizado pela Justiça de chofre. Já nesta semana, ela acionou Lúcio Bolonha Funaro, famoso doleiro do rentista Naji Nahas e “sócio” do ex-governador José Roberto Arruda, que permanece preso em Brasília.

As denúncias requentadas do promotor não duraram uma semana. O juiz Carlos Eduardo Franco negou o pedido de Blat de bloqueio das contas da Cooperativa Habitacional dos Bancários e até recusou a quebra do sigilo bancário do ex-presidente da Bancoop, João Vaccari. No despacho, o juiz argumenta que as denúncias de Blat não podem ser “contaminadas” pelo ambiente eleitoral e nem servir à manipulação da sociedade. A revista Veja, que já havia arquivado a sua reportagem de fevereiro de 2005 com relatos dos podres de Blat, preferiu agora ocultar a bronca do juiz.

A ficha suja de Funaro

Mas a famíglia Civita não dará sossego a Dilma Rousseff e seguirá a estratégia traçada nas orgias da Casa Millenium. Para isto, usará os expedientes mais torpes, como ouvir notórios bandidos. A “fonte primária” da Veja desta semana, Lúcio Funaro, tem vastíssima ficha policial. No passado, esteve metido no escândalo do Banestado. Já na Operação Satiagraha, a Polícia Federal o acusou de ser doleiro de Naji Nahas, responsável por remessas ilegais de dinheiro ao exterior. Só não foi preso porque Gilmar Mendes, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, deu-lhe habeas corpus.

Lúcio Funaro também se lambuzou no escândalo do “mensalão do DEM” de Brasília. Em duas investigações assumidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, ele é citado como pivô da remessa de altas somas para contas de firmas de fachada. A Operação Tucunaré revelou que sacolas de dinheiro eram distribuídas em hotéis do Distrito Federal. A empresa Royster Serviços, de Lúcio Funaro, seria uma das beneficiadas no esquema de corrupção do ex-governador demo José Roberto Arruda – o badalado “vice-careca” do tucano José Serra.

Ligações do doleiro com Serra

Apesar da sua ficha suja, a Veja requentou as denúncias de Funaro contra a Bancoop. Temendo a prisão, ele as apresentou em 2005, mas elas foram rejeitadas pela Justiça. Segundo João Vaccari, que novamente não foi ouvido pela Veja, “passados cinco anos, nunca fui chamado para prestar esclarecimentos no Ministério Público Federal, que não propôs ação contra mim”. Para ele, a nova “reporcagem” é mais um ataque “sem fundamentos ou provas”, que visaria influenciar a eleição presidencial deste ano – conforme a tática traçada no convescote da Casa Millenium.

Mas o desespero da famíglia Civita pode respingar no seu próprio candidato. A “fonte primária” da Veja pode reabrir antigas feridas de José Serra, que teria repassado informações privilegiadas ao doleiro Naji Nahas na venda de ações da empresa paulista de energia. Na ocasião, uma escuta telefônica da Polícia Federal ouviu o doleiro se jactando de que poderia ganhar “80 paus” (R$ 80 milhões) com a venda de ações. Sem papa na língua, ele revelou que “soube pelo próprio Serra a confirmação de que a Cesp seria privatizada”. Será que a Veja irá atrás desta história?

Por Altamiro Borges.

ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO http://altamiroborges.blogspot.com

Close