Ações de governos do G-20 salvou 21 milhões de postos de trabalho. Abandono prematuro dessas medidas pode significar perdas de postos de trabalho
São Paulo – A Organização Internacional do Trabalho (OIT) defende que os governantes dos 20 países mais desenvolvidos do mundo não abandonem prematuramente as medidas de estímulo à economia adotadas desde 2008. A partir da crise econômica internacional, as políticas adotadas foram responsáveis pela manutenção ou criação de 21 milhões de empregos em 2009 e 2010.
O estudo foi realizado para um encontro de ministros do trabalho e emprego dos países, previsto para esta terça e quarta-feira (20 e 21). A OIT reconhece, no entanto, que existe um apelo para o fim dos incentivos tributários e outras ações anticíclicas, relacionado à consolidação fiscal.
“O crescimento (econômico) permanece frágil e a demanda do setor privado segue fraca em muitos países”, registra a OIT. “Medidas que deem suporte à proteção social e ao emprego devem ser mantidas até que o crescimento do emprego ganhe um fôlego mais significativo”, prossegue o comunicado sobre o estudo.
Condições fracas no mercado de trabalho que acumularam desde a segunda metade de 2008 permanecem elevadas no primeiro trimestre de 2010, apesar do início da recuperação econômica.
Por: Redação da Rede Brasil Atual. Publicado em 19/04/2010, 16:01. Última atualização às 16:01. Com informações da Reuters.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.redebrasilatual.com.br.
=====================================
Os países emergentes saíram mais rapidamente da crise, avalia presidente Lula
O presidente Lula fez um balanço das cúpulas realizadas no Brasil, com os países do IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) e dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia e China), em seu programa Café com o Presidente. Na sua avaliação, receber líderes de tantos países, demonstra que o país está conseguindo aplicar uma política de diversificação comercial com outras nações. O presidente Lula também avaliou os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na semana passada, que registrou a criação de 266.415 empregos formais no mês de março.
Apresentador: Olá, você, em todo o Brasil. Eu sou Luciano Seixas, e começa agora o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Olá, presidente, como vai? Tudo bem?
Presidente: Tudo bem, Luciano.
Apresentador: Presidente, na última semana o Brasil recebeu chefes de estado da China, Índia, Rússia e África do Sul para a realização das cúpulas do IBAS e BRICs. Qual o significado para o Brasil de receber representantes desses países todos?
Presidente: É importante lembrar, Luciano, que todos esses dirigentes estiveram junto comigo em Washington atendendo a uma convocação do presidente Obama, para discutir a questão nuclear. Por que é que eu acho extremamente importante a reunião feita no Brasil? Primeiro a dos BRICS e depois do IBAS? Porque o IBAS significa três grandes democracias: Brasil, África do Sul e Índia, em três continentes diferentes, temos trabalhos conjuntos no Haiti, temos trabalhos conjuntos em outros países africanos. Estamos construindo satélites, sabe, IBAS, para colocar no ar, para pesquisar agricultura, para pesquisar outras coisas e ajudar outros países mais pobres, e os BRICS, que são as grandes economias emergentes do mundo: Rússia, China, Brasil e Índia. Nós temos muita similaridade, e a reunião, ela é extremamente importante quando ela permite que a gente aprimore a nossa relação estratégica. Nós estamos querendo cada vez mais desenvolver as nossas economias, cada vez mais gerar empregos, cada vez mais distribuir renda. E isso é muito importante. Portanto, eu, sinceramente, eu disse a semana passada ao ministro Celso Amorim, que se nós não tivéssemos assinado nenhum documento, que se nós não tivéssemos feito nenhum acordo, ainda assim, você ter na mesma semana no Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul, é um feito extremamente importante. E ainda tivemos o ministro das Relações Exteriores da Turquia, que veio aqui discutir junto conosco a questão do Irã. Então, foi um acontecimento muito importante, eu tenho a convicção de que os frutos disso virão nos próximos meses e nos próximos anos, porque a política internacional é assim. Você planta e demora para você começar a colher. Nós já temos uma boa relação comercial com a Índia, com a Rússia, com a África do Sul, a China já é o nosso maior parceiro comercial hoje no mundo, e portanto, foi um acontecimento extraordinário para o Brasil, e eu diria para eles também. No próximo mês eu estarei viajando para a Rússia também, sabe, com muitos empresários, porque o Brasil provou que é correta a política de diversificação da nossa relação comercial. Quanto mais parceiros você tiver, quanto mais você estiver espraiado pelo mundo afora, vendendo e comprando, menos dependência você tem e mais chance de você sair bem na crise como nós saímos, é uma coisa extraordinária. Portanto, eu acho que foi uma semana exitosa para o Brasil.
Apresentador: E de um modo geral, presidente, os resultados foram satisfatórios, então?
Presidente: Eu acho que os resultados foram extraordinários. Veja, primeiro, porque nós assinamos muitos documentos com a Rússia, assinamos documentos com a China, assinamos documentos com a Índia e assinamos documentos com a África do Sul. Segundo, porque nós definimos um plano de atuação estratégica no G-20, porque todos esses países também fazem parte do G-20 político, do G-20 econômico, e isso é muito importante, porque nós vamos ter em junho uma reunião do G-20 no Canadá, e nós queremos discutir o FMI, queremos discutir o Banco Mundial, queremos discutir o financiamento, queremos discutir o crédito, queremos discutir os paraísos fiscais, sabe? E se você chega em uma reunião com um pensamento único: China, Índia, Brasil, Rússia e África do Sul, você tem meio caminho andado para você convencer outros países que se colocam do nosso lado, como a França, como a Argentina, como o México. Portanto, há uma boa possibilidade de a gente fazer um grande avanço para o Brasil na área internacional.
Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Presidente, agora mudando um pouco a pauta. O Brasil registrou no mês de março recorde na geração de empregos. A que se deve esse resultado?
Presidente: Olha, o resultado, Luciano, se deve ao êxito da economia brasileira. Nós dizíamos, ano passado, que o Brasil tinha sido o último país a entrar na crise e o primeiro a sair. Nós saímos da crise muito forte, a economia mundial tem saído mais lentamente, mas os países emergentes saíram mais rapidamente. É só ver o que aconteceu na economia da China, o que está acontecendo na economia da Índia, o que está acontecendo na economia do Brasil. Ou seja, nós geramos 266 mil novos empregos no mês de março. É a maior quantidade de empregos gerada no mês de março desde que foi criado o CAGED, e isso me deixa otimista, porque nós poderemos terminar o ano com 2 milhões de empregos criados ou até um pouco mais. Por que é importante isso? Porque significa que mais brasileiros e brasileiras estão conquistando cidadania, mais gente está levando comida para a casa com o suor do seu trabalho, mais gente está conseguindo independência econômica, a Previdência vai deixando de ser deficitária, e a vida das pessoas melhorando. Aquele negócio da roda gigante funcionar, ou seja, na medida em que o povo consome, o comércio vende e a indústria é obrigada a produzir e todo mundo é obrigado a contratar mais trabalhadores. É tudo isso que eu quero que aconteça no Brasil. Eu passei a minha vida inteira dizendo que não tem nada mais sagrado para um ser humano do que o emprego. E é tudo o que nós queremos.
Apresentador: Muito obrigado, presidente, e até a próxima semana.
Presidente: Obrigado a você, Luciano, e até a próxima semana.
Apresentador: Você pode acessar este programa em www.cafe.ebc.com.br. O Café com o Presidente volta na próxima segunda-feira. Até lá.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://cafe.ebc.com.br.