Após a Conferência Nacional dos trabalhadores bancários, que será realizada no Rio de Janeiro entre os dias 23 e 25 de julho, a Campanha Salarial deste ano será efetivamente iniciada perante os trabalhadores. E desde muito antes os dirigentes sindicais do Paraná estão preparando estratégias de mobilização, sempre com o apoio dos trabalhadores, pois sem participação não há avanço nas negociações com os banqueiros.
Para o Secretário Geral do Sindicato dos Bancários de Umuarama, Assis Chateaubriand e Região, Edilson José Gabriel, ao comentar a mobilização na base, “a expectativa para a campanha em 2010 é que nós continuemos tendo resultados positivos, com aumento real e novos avanços na negociação”.
O sindicato de Umuarama e Assis é responsável pelo maior percentual de retorno na consulta aos bancários, com 60% de participação da base de trabalhadores. As principais prioridades definidas pelos trabalhadores da região são aumento real, combate ao assédio moral e combate às metas abusivas. Na base existem 500 trabalhadores bancários, distribuídos por 29 municípios.
Edilson comenta que uma característica da região noroeste do Estado é a preocupação com a segurança, sendo uma região vulnerável, com muitos municípios e poucos habitantes (o sindicato abrange grande extensão territorial). A entidade já tem uma estratégia de mobilização pronta: expor as reivindicações aos trabalhadores das 70 agências da base. “Os trabalhadores estão prontos para a campanha salarial que vai chegar e aderir à mobilização”.
Já na base do Sindicato dos Bancários de Guarapuava e Região, para o coordenador da entidade, Eloi Myszka, a maior preocupação é com o apoio popular, que não é favorável ao movimento. “Quando realizamos paralisações nas agências dos 23 municípios, por ser uma região conservadora, existe resistência da sociedade em apoiar e entender a luta dos trabalhadores. Entre os trabalhadores já existe a consciência que sem greve não há avanço”.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão e Região, Luis Marcelo Legnani, a mobilização vai depender do calor do momento. De acordo com resultados da consulta aos bancários, os trabalhadores estão dispostos a aderir à mobilização, “se não houver boa vontade dos banqueiros na negociação”, garante Marcelo. “Eu estou otimista pelo bom momento no país”, comenta, após tomar conhecimento de avaliação feita pelo DIEESE sobre a conjuntura econômica do país.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Apucarana e Região, Damião Antonio Rodrigues, o outro lado da campanha, independente das estratégias de mobilização, é a aceitação popular. “Na campanha salarial não podemos nos preocupar só com os ganhos, mas temos que ter condições de atender melhor a população”, define.
Por Paula Padilha, jornalista.
FETEC-CUT-PR.