Trabalhadores cobram prevenção do banco
Sindicato leva especialista em assédio moral para negociação com instituição financeira sobre assédio moral
São Paulo – O combate ao assédio moral nas agências e concentrações foi o principal tema da negociação dos representantes dos trabalhadores com a direção do Bradesco ocorrida na quinta 8.
Na última reunião sobre o assunto, ficou acordado que os representantes dos bancários e do banco levariam especialistas para discutir mais profundamente o tema.
O Sindicato levou para o debate a psicóloga Lis Andréa Soboll, doutora em Medicina Preventiva pela USP, mestre em Administração e especialização em Psicologia do Trabalho pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), além de autora de tese de doutorado sobre a saúde mental dos bancários. A especialista fez uma exposição sobre o que é assédio moral e em quais circunstâncias ele se dá. Os representantes do Bradesco não levaram especialista para a reunião, mas se comprometeram em trazê-lo na próxima negociação com data a ser definida. O objetivo em trazer estudiosos sobre o tema na negociação é desenhar um diagnóstico real de como o assédio moral acomete a categoria.
Segundo a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, o combate ao assédio moral é extremamente relevante não só para os funcionários do Bradesco, mas para toda a categoria. “A partir desse conceito único, podemos traçar política clara e direta de prevenção e de combate a esse mal, apontado como reivindicação prioritária na campanha nacional por 68% dos trabalhadores ouvidos na consulta feita com os bancários de São Paulo, Osasco e região”, afirma a dirigente.
Carreiras – Durante a negociação, o Sindicato questionou o Bradesco sobre rumores de que o banco acabaria com a carreira fechada. Os representantes da instituição financeira desmentiram o boato e afirmaram que manterão essa política no banco. Também participaram da reunião representantes da Contraf-CUT, Fetec-CUT/SP e outros sindicatos de bancários.
Por Jair Rosa e Elisângela Cordeiro – 12/07/2010.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.
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Contraf debate criação de programa de combate ao assédio moral com Bradesco
A Contraf-CUT realizou na última quinta-feira, 8, nova rodada de negociação permanente com o Bradesco. A reunião deu continuidade aos debates sobre a a construção de um programa de combate ao assédio moral.
Segundo decisão do último encontro, as partes iniciaram um debate conceitual a respeito do tema. Assim, os trabalhadores contaram com a participação de Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT, e da doutora em medicina preventiva pela USP e especialista em psicologia do trabalho pela UFPR, Lis Andréa Soboll, que fez exposição sobre o tema.
Segundo a pesquisadora, o assédio moral é a mais discutidas entre as diversas práticas de violência psicológica no trabalho que ocorrem hoje em dia, por conta do modelo de organização das empresas. Trata-se de uma “expressão extrema e grave da violência psicológica no trabalho, caracterizada como um processo repetitivo e prolongado de hostilização”, afirma a especialista no artigo “Organização do trabalhão e a prática do assédio moral: um estudo sobre o trabalho bancário”, publicado no livro Saúde Mental e Trabalho (Ed. Roca). “Esta forma de violência geralmente é acompanhada de agravos na saúde mental e física das pessoas envolvidas, com destaque para as descompensações de ordem psíquicas”, completa.
Os negociadores do banco concordaram com os conceitos apresentados pelos bancários. Na próxima reunião, em data ainda a ser definida, a empresa deverá levar seus especialistas para prosseguir com o debate.
“O assédio moral é um tema importante para os bancários no atual contexto, principalmente por conta do modo de organização do trabalho, com metas abusivas e pressão”, afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT. “A discussão com o Bradesco é fundamental para que possamos chegar a um programa de combate a essa prática nociva, como já conseguimos com o Banco do Brasil e a Caixa. Além disso, estamos debatendo a questão na mesa Temática de Saúde do Trabalhador, buscando uma proteção para os bancários de todas as empresas”, completa.
A coordenadora da Comissão de organização dos Empregados (COE) do Brasdesco, Elaine Cutis, destaca a importância dos debates desenvolvidos na mesa de negociação. “Colocamos o ponto de vista dos trabalhadores sobre o tema de forma clara e agora vamos continuar trabalhando para construir um programa que combate efetivamente a prática do assédio”, diz.
Fonte: Contraf-CUT.
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