Durante 13 anos, entre 1995 e 2008, o Paraná reduziu em 52,2% a taxa de pobreza absoluta, segundo o Ipea. Essa redução pode ser constatada pela quantidade de aplicações feitas em poupanças da Caixa Econômica Federal (CEF). Segundo o banco, até o dia 31 de maio, foram captados em poupança R$ 4 bilhões, sendo que R$ 1,5 bilhão desse total foi apenas no mês de junho. De acordo com a CEF, 70% desse valor consiste da renda de pessoas que recebem até R$ 500 mensais.
Para Luciano Valério Bello Machado, gerente regional da CEF, essa porcentagem representa o aumento da qualidade de vida das pessoas que ganham até R$ 500. “Assim constatamos essa informação do Ipea. Trata-se de um número muito significativo, pois são cidadãos que passam a se integrar a um grupo de consumo muito significativo para a economia do Estado”, avalia.
A habitação é um exemplo citado por Machado. “Com a redução da pobreza, temos mais investimento e, consequentemente, mais recursos para habitação. A poupança é o acesso para a casa própria”, relaciona. Nos primeiros cinco meses de 2010, foram investidos na Caixa – com recursos de poupança R$ 820 milhões no Paraná. “Isso significa que de fato existe maior acesso e uma fatia crescente da população conseguindo comprar casa própria”, diz.
Realidade
Um dos exemplos que mostra a realidade da pesquisa do Ipea se traduz na mudança de vida de Valdomiro Ferreira, atual presidente da Catamari, cooperativa de catadores de materiais recicláveis de Curitiba, região Metropolitana e Litoral do Estado. Ele diz: “morava na rua, mas atualmente tenho condições de atender os pedidos do meu filho”. Segundo ele, a situação melhorou muito nos últimos anos. “Fazer parte de uma cooperativa de catadores fez minha vida mudar. Agora tenho melhores condições, cheguei a comprar casa própria, eletrodomésticos e celular. Atualmente estou pesquisando um computador para meu filho”, orgulha-se.
Segundo Suelita Röcker, pedagoga do instituto Lixo e Cidadania, ao qual Ferreira está ligado, “muitos deles mudaram de vida e conseguiram comprar suas casas. Essa compra trouxe benefícios para toda a família”, disse.
Por Leonardo Coleto.
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Paraná diminui a pobreza absoluta em 52% em 13 anos
O Brasil eliminará a miséria e reduzirá a pobreza a apenas 4% da população até 2016. É o que projeta estudo divulgado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O trabalho mostra que, entre 1995 e 2008, 12,8 milhões de brasileiros saíram da condição de pobreza absoluta (caracterizada por renda domiciliar mensal per capita de até meio salário mínimo). Já no caso da pobreza extrema (renda per capita de até um quarto do salário mínimo), o contingente que deixou essa condição no mesmo período foi de 12,1 milhões de pessoas.
Os números representaram uma queda de 33,6% na taxa de pobreza absoluta, que ficou em 28,8% da população em 2008. Já a proporção de miseráveis, estimada em 10,5% da população em 2008, reduziu quase 50% em relação a 1995.
A velocidade dessa queda da pobreza desde a estabilidade econômica proporcionada pelo Plano Real e a aceleração desse ritmo identificada pelo Ipea no governo Lula (2003-2008) permitiram aos autores do trabalho projetar a redução a zero da pobreza extrema no País em quatro anos, além de uma queda vertiginosa da chamada pobreza absoluta.
O trabalho “Dimensão, evolução e projeção da pobreza por região e por estado no Brasil” foi publicado no número 58 da publicação Comunicados do Ipea.
O desafio, segundo o Ipea, é fazer com que os estados apresentem ritmos diferenciados de redução da miséria, justamente por apresentarem níveis diferentes de distribuição de renda e de riqueza. Entre 1995 e 2008, as taxas de pobreza extrema entre as unidades da federação foram bem desiguais. Em 1995, Maranhão (53,1%), Piauí (46,8%) e Ceará (43,7%) eram os estados com maior proporção de miseráveis em relação à população. Treze anos depois, Alagoas assumiu o topo do ranking, com a taxa de pobreza extrema de 32,3%. Na outra ponta da lista, Santa Catariana (2,8%), São Paulo (4,6%) e Paraná (5,7%) apresentaram os melhores resultados.
Em relação à pobreza absoluta, entre os estados que tiveram os melhores resultado nesse período estão Santa Catarina, que reduziu a taxa em 61% no período de 13 anos, Paraná (52,2%) e Goiás (47,3%). Já o Amapá (12%), o Distrito Federal (18,2%) e Alagoas (18,3%) tiveram as menores taxas de redução do universo de pessoas nessas condições.
Por Agência Estado e Agência Brasil.
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12/07/2010 11:17
Ipea analisa pobreza e miséria por regiões e estados
Estudo foi lançado nesta terça, no Rio de Janeiro, e traz ainda a evolução do índice de desigualdade de renda
A realidade recente vivenciada pelo País – de crescimento econômico aliado a avanço social – vem reduzindo as taxas nacionais de pobreza absoluta e miséria. A tendência, no entanto, se apresenta de forma distinta nas diferentes regiões e unidades da federação.
Como vem ocorrendo essa evolução nos estados e regiões do Brasil nos últimos 15 anos (período da estabilidade econômica) e a projeção das taxas de pobreza absoluta e de miséria até 2016 são os principais pontos do Comunicado do Ipea nº 58: Dimensão, Evolução e Projeção da Pobreza por Região e por Estado no Brasil, que traz também evolução do índice de desigualdade de renda (Gini) por unidade da federação.
O estudo foi lançado em coletiva de imprensa nesta terça-feira, dia 13, às 14h30, no escritório do Ipea no Rio de Janeiro (Av. Presidente Antônio Carlos, 51, 10º andar), com a presença do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Marcio Pochmann.
Os dados primários utilizados no estudo são da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE e são apresentados por região e por estados.
Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 58, acessando o endereço eletrônico http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/100713_comunicado58.pdf
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