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Por 11:26 Sem categoria

Plano de Cargos e Salários, fim das demissões e do assédio moral no centro da luta dos trabalhadores bancários no banco Itaú Unibanco

Os bancários do Itaú Unibanco conseguiram avanços na PLR na campanha salarial do ano passado e querem também um plano de cargos e salários e o fim das demissões e do assédio moral

A luta principal dos bancários do Itaú Unibanco tem sido contra as demissões em massa: mais de cinco mil em todo o país, desde o início da fusão. Na cidade do Rio de Janeiro, foram mais de 300, apenas no primeiro semestre. Por isso, uma das principais reivindicações é a garantia no emprego.

Outra exigência é a abertura de negociações para a implantação de um plano de cargos e salários (PCS). “A idéia é garantir a mesma oportunidade de ascensão a todos os funcionários do grupo”, explica a diretora do Coletivo do Itaú Unibanco do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro Adriana Nalesso. Lembra que o banco criou o Plano de Oportunidades e Carreira (POC), que se resume a um espaço no portal do grupo em que os bancários se inscrevem e aguardam a resposta sobre pedidos de promoção. “Mas isto não é sério. Não há qualquer transparência, não sabemos quais são os critérios para o atendimento ou a recusa do pedido. O correto seria termos um PCS, com critérios claros de ascensão”, explica Adriana. Ela lembra que o banco até agora tem se negado a negociar o tema.

Assédio moral

Outro grave problema que vem sendo debatido em todas as negociações é o assédio moral, resultante da imposição de metas abusivas. O assédio atinge todos e é institucionalizado.

Mesmo tendo conquistado o aumento do número de bolsas auxilio-educação para 2.500 para o Itaú Unibanco e mais 500 para as demais empresas do grupo, o banco ainda não divulgou os contemplados. “Estamos cobrando, mas até agora nada”, lamentou Adriana. Explicou que também está sendo reivindicado que os bancários do BBA, pertencente ao grupo Itaú Unibanco, tenham direito ao auxílio-educação como os demais funcionários. “Mantê-los de fora seria concordar com a discriminação”, afirmou a dirigente.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosrio.org.br.

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