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Por 11:28 HSBC

Bancos Bradesco, HSBC e Santander na mira dos trabalhadores bancários; muita coisa precisa mudar!

Banco Bradesco: auxílio-educação e PCCS, já

Funcionários protestam contra a direção do Bradesco, único dos grandes bancos que não oferece o auxílio-educação

Em 2009, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) entregou uma pauta com 12 itens específicos ao Bradesco. Embora todas sejam importantes, foram debatidas este ano basicamente três questões: a concessão do auxílio-educação (dos grandes bancos é o único que não garante o benefício), a inclusão dos pais no plano de saúde e o fim do assédio moral e das metas abusivas.

“O Bradesco precisa mudar a sua visão conservadora e atender às nossas reivindicações. É o segundo maior banco privado do país, mesmo assim se recusa a implantar o programa do auxílio-educação e não muito menos discute a remuneração variável. Com isto vários bancários estão migrando para outros bancos”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Almir Aguiar. Para o dirigente, é contraditório o Bradesco exigir que o bancário, para ser admitido, esteja pelo menos cursando o terceiro grau, e negar o auxílio para que o funcionário possa se formar, melhorando a sua qualificação. “É necessário a diretoria do Bradesco valorizar seus funcionários, garantindo, também, acesso dos pais ao plano de saúde, e tendo uma política de combate ao assédio moral, prática responsável pelo adoecimento e afastamento de centenas de bancários”, argumentou Almir.

PCCS e assédio moral

Nas negociações já realizada este ano, o banco se recusou a discutir o PCCS. Alegou já possuir uma política fechada de carreira, em que os funcionários ascendem gradualmente de acordo com o tempo de casa. “Isto é uma balela. Na prática não é isto o que ocorre. Não há critérios transparentes e justos de promoção. Ao contrário, o Bradesco demite os bancários com mais tempo de casa”, critica Almir.

Para tratar do assédio moral, já foram feitas duas reuniões específicas. Na última delas, os sindicatos e a Contraf levaram uma psicóloga especialista no tema para falar sobre o assunto. O banco admitiu a existência do assédio ao dizer que existe um canal interno onde são feitas as denúncias desta prática, sendo marcado um novo encontro para discutir o combate ao assédio.

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Bnaco HSBC: Acordo Marco Global, fim do assédio e condições de trabalho

O bancário do HSBC hoje não está preocupado apenas com a remuneração, mas também com as condições de trabalho, o que inclui o fim das demissões, das metas abusivas e do assédio moral. Em reunião com o presidente do Banco no Brasil, Conrado Engel, no último dia 20 de julho, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, deixou claro estas questões. O dirigente lembrou que as demissões geram a sobrecarga de trabalho, e, juntamente com a exigência do cumprimento de metas abusivas, adoecem os bancários.

Acordo Global

Na reunião em que estiveram presentes, também, outros sindicalistas bancários, foi frisado ao presidente do HSBC a necessidade de o banco implementar uma política de valorização das pessoas, o que inclui clientes e bancários. Defenderam, ainda, a assinatura de um Acordo Marco Global que garanta a todos os trabalhadores do banco no mundo o direito de terem sindicato e o mesmo tratamento dos bancários do país onde está situada a matriz da empresa.

Os representantes dos bancários disseram que a estratégia de crescimento do Banco no Brasil precisa ter uma contrapartida social, com investimentos de fato na valorização dos trabalhadores, como mais emprego, melhores salários e condições de trabalho.

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Banco Santander: Funcionários querem assinatura do Acordo Marco Global

O grupo Santander vai gerar aproximadamente 45% do lucro de 2010 na América Latina, contra 36% em 2009. Os resultados do Brasil representarão 23% do total global do banco espanhol, em 2010, crescendo 20% em relação ao ano anterior. O Santander aumenta seu lucro e compra bancos na Alemanha e Estados Unidos e em quase toda a América.

Mesmo com estes excelentes resultados, o presidente mundial do grupo, Emilio Botin, foi reticente em relação à reivindicação de implantação de um acordo marco global, uma reivindicação importante dos funcionários. No encontro, no dia 29 de junho, em São Paulo, com representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e de sindicatos, afirmou que tinha, por ora, uma política de tratar cada país conforme suas características, embora tenha acrescentado que poderia conversar mais a respeito. Pelo Acordo Marco Global, o Santander adotaria premissas básicas comuns para os trabalhadores dos vários países onde atua.

Demissões, terceirização e assédio

A diretora da Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro Cleyde Magno lembrou que questões importantes para os bancários do Santander são o fim das demissões em massa, das terceirizações e do assédio moral. Os excelentes resultados não impediram o banco de continuar com as dispensas em massa, com o aumento da pressão por metas e do assédio moral. Só na cidade do Rio de Janeiro foram 214 demissões no primeiro semestre deste ano, ficando somente atrás do Itaú Unibanco, que chegou a 309.

O Santander, no entanto, é o único banco privado a ter um acordo específico assinado com os funcionários, o que aconteceu em 2009. O acordo é válido por dois anos. Por isso, nesta campanha, não haverá negociação específica.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.bancariosrio.org.br.

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