Banco do Brasil: PCCS e plano odontológico
Funcionários do BB realizam protesto no prédio do Sedan em defesa do PCCS e do plano odontológico
Entre os itens que constarão da minuta específica dos funcionários do Banco do Brasil estão a implantação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) e do plano odontológico, constituição dos comitês de ética e instituição de uma nova PLR. Apesar de prevista em acordo, a implementação dos três primeiros não aconteceu.
A proposta de PCCS, pelo acordo específico em vigor desde o ano passado, deveria ter sido apresentada pela empresa até 30 de junho último. Já o plano odontológico, pelo acordo de 2008, deveria entrar em funcionamento a partir de 30 de junho de 2009. Para o representante do Rio de Janeiro na Comissão de Empresa dos Funcionários, Carlos de Souza, este desrespeito é mais um indicativo de que as negociações serão duras. “O comportamento do banco, que vem desrespeitando seguidos acordos, reforça a certeza de que só com muita mobilização vamos garantir na mesa de negociação, por exemplo, a nossa visão de um PCCS que seja de fato justo e democrático”, afirmou.
Assédio continua
Outro item que será cobrado é a constituição dos comitês de ética por estado, cuja função é combater o assédio moral no BB e que está previsto no acordo assinado ano passado. “Esperamos que, quando passarem a funcionar, sejam efetivamente espaços de investigação séria das denúncias de assédio moral, inibidores desta prática que ainda hoje persiste no banco”, afirmou o diretor da Secretaria de Bancos Públicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro Murilo da Silva.
Outra questão é a instituição de uma nova PLR que reflita o lucro do BB, que, em 2009, foi de R$ 10,148 bilhões, um crescimento de 15,2% em relação aos R$ 8,02 bilhões do ano anterior. Além desta reivindicação será negociado a isonomia de direitos entre novos e antigos.
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Na Caixa, luta pela isonomia e melhorias no PFG
A pauta de reivindicações específicas, aprovada no 26º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (26º Conecef), foi entregue no dia 16 de julho à diretoria da empresa. Entre os itens mais importantes estão isonomia, jornada de trabalho e carreira.
Uma das principais lutas do funcionalismo é a isonomia de direitos entre novos e antigos, como a extensão da licença-prêmio, anuênio, vantagem pessoal, além da normatização dos pontos já conquistados no acordo coletivo, e APIP com pagamento retroativo aos que ingressaram na Caixa antes de setembro de 2003. Outra importante reivindicação histórica é a jornada de trabalho de seis horas para todos, inclusive os de nível gerencial, sem redução salarial.
PFG traz insatisfação
A implantação do Plano de Funções Gratificadas (PFG) feita de forma unilateral trouxe insatisfação geral, principalmente a segmentos como gerentes, analista e outras funções com jornada de 8 horas, pessoal da área de informática, gerentes de retaguarda, além de prejuízos e discriminações. Por isso, será reivindicado, entre outros, o fim da exigência do saldamento do Reg/Replan e da quitação de ações judiciais para migração para a nova estrutura salarial, e a jornada de seis horas para todos os empregados, sem redução salarial. “Pelo PFG, os que têm jornada de oito horas para migrar serão obrigados a reduzi-la para seis, porém, com redução salarial, o que é um absurdo”, afirmou o diretor do Sindicato dos Bancários do Rio Paulo Matileti. Serão reivindicadas, ainda, a progressão horizontal em cada cargo/função, por tempo de exercício, e a eliminação da possibilidade de nomeação pelo gestor, utilizando-se, sempre, do Processo Seletivo Interno (PSI). Até hoje a Caixa não respondeu à reivindicação de garantia de pelo menos um delta por mérito.
Reestuturação, saúde e segurança
Outro assunto tratado será o dos prejuízos causados ao funcionalismo pela reestruturação imposta pelas costas da categoria. Entre os demais itens da pauta estão: unificação dos planos de benefícios e implantação dos Comitês Regionais de Mediação de Conflitos no Ambiente de Trabalho, como forma de combate ao assédio moral (previsto no acordo específico em vigor desde o ano passado, mas não implementado pela empresa). Além disso, questões ligadas à segurança bancária.
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