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A remuneração e a previdência em destaques nas reivindicações dos trabalhadores bancários

Aumentar remuneração é desafio dos bancários para a Campanha Nacional 2010

Apesar dos dados apresentarem indícios favoráveis quanto à geração de novos empregos, o grande desafio hoje é fazer a remuneração crescer. A informação é do economista Sérgio Mendonça, técnico do Dieese que elabora a Pesquisa de Emprego e Desemprego em São Paulo.

O economista foi um dos palestrantes do painel de Remuneração e Previdência da 12ª Conferência Nacional dos Bancários, que acontece entre os dias 23, 24 e 25 de julho, no Rio de Janeiro.

Para acessar a apresentação feita pelo economista do Dieese, entre no endereço eletrônico http://www.contrafcut.org.br/download/Arquivo/10723211756.ppt

Segundo Sérgio Mendonça há muita rotatividade no setor bancário e os novos contratados estão ocupando os cargos com salários cerca de 40% inferiores em relação aos trabalhadores que saem. “Um dos grandes desafios dos bancários é aumentar o valor dos salários. Embora esteja ocorrendo um crescimento no número de postos de trabalho na categoria, a elevação da renda média do trabalhador bancário está crescendo muito lentamente”.

Sobre a campanha nacional unificada deste ano, Mendonça enfatizou que “os bancários são referência para todos os trabalhadores brasileiros porque as outras categorias esperam seus resultados para depois fazerem suas próprias negociações”.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Juvandia Moreira, que coordenou o painel destacou a importância de se ampliar o poder de compra dos trabalhadores “Nossa proposta é assegurar na convenção coletiva nacional a remuneração total dos bancários e não apenas a parte salarial. O ganho dos bancários cresce menos do que os lucros dos bancos, e isso tem de mudar. Reivindicamos aumento real de salários, pisos e PLR maiores. Queremos discutir PCCS e verbas indiretas no conjunto da remuneração”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato.

Por Evando Peixoto, Jair Rosa e Lucia Estrela – Rede de Comunicação dos Bancários.

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Conferência debate queda na remuneração dos bancários após aposentadoria

Durante o debate sobre Remuneração e Previdência, os bancários procuraram identificar os fatores que levam à expressiva queda no poder aquisitivo do trabalhador na aposentadoria. As inúmeras formas de rendimentos não-previdenciários estão na base do problema.

A discussão contou com colaborações de José Carlos Alonso, diretor de Benefícios da Funcef eleito pelos participantes, de Murilo Barella, secretário de Políticas de Previdência Complementar (SPPC), órgão do Ministério da Previdência Social, e de Sérgio Mendonça, economista do Dieese.

José Alonso demonstrou que na remuneração total de um trabalhador bancário no patamar de R$ 1.900 o salário contratado é de cerca de R$ 1.074, o que significa que 44% representam parcela sobre a qual não há recolhimento previdenciário. Ou seja, quando a pessoa se aposenta o valor do benefício a que tem direito corresponde a apenas 56% de sua remuneração total da ativa.

Além desse brutal rebaixamento na remuneração, o trabalhador sofrerá ainda com os efeitos do Fator Previdenciário no cálculo do seu vencimento como aposentado. O fator impacta diretamente no cálculo do benefício da aposentadoria, pois leva em consideração a expectativa de vida da população brasileira. Esse artifício, na maioria dos casos, acaba reduzindo o valor a ser pago em cerca de 40% para as mulheres e em 30% para os homens. Assim, o bancário sofre uma dupla redução em relação a seu salário na ativa, a primeira quando perde os rendimentos isentos de tributação previdenciária (cerca de 44% da remuneração total), a segunda quando ocorre a incidência do Fator Previdenciário para o cálculo final do benefício.

Luta – O fim do Fator Previdenciário é apontado por José Alonso como um objetivo imediato dos trabalhadores. Ele defendeu ainda o estabelecimento de uma política de aumentos reais para as aposentadorias e a penalidade para as empresas que praticam alta rotatividade de mão-de-obra e, com isso, impedem seus empregados de se aposentarem. No caso das instituições financeiras, apenas 2,4% dos bancários conseguem se aposentar. “Nos bancos privados, por exemplo, aposentaria é só para quem é da cúpula. A ampla maioria dos aposentos são dos bancos públicos”, ressaltou o dirigente.

Sobre suposta dicotomia entre a luta pelo fortalecimento e universalização da Previdência Social e a defesa da Previdência Complementar, Alonso afirmou que ambas devem encampadas pelo movimento sindical, porque não são questões excludentes.

Por Evando Peixoto, Jair Rosa e Lucia Estrela – Rede de Comunicação dos Bancários.

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Bancários reivindicam PLR de três salários mais R$ 4 mil. Índice vai para plenário

Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil e o valor de um salário mínimo para o tíquete-refeição, a cesta-alimentação, a 13ª cesta-alimentação e a auxílio-creche/babá foram algumas das propostas aprovadas pelo Grupo que discutiu Remuneração e Previdência durante a 12ª Conferência Nacional dos Bancários, que acontece entre os dias 23 e 25 de julho, no Rio de Janeiro.

Os temas serão apresentados ao plenário neste domingo 25, mas já constarão na pauta de reivindicações que será entregue à federação dos bancos (Fenaban).

“As discussões do grupo refletem os resultados das consultas realizadas pelos sindicatos em todo o país e da pesquisa nacional contratada pela Contraf-CUT, mostrando que estamos afinados com o pensamento da categoria”, ressalta Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Os delegados que integraram o grupo também debateram a contratação da remuneração variável na Convenção Coletiva Nacional, a valorização dos pisos de ingresso e a criação de previdência complementar para os funcionários das instituições financeiras privadas. Estas questões serão encaminhadas para deliberação a plenária final, juntamente com o índice de reajuste a ser reivindicado na campanha nacional unificada.

Alterações – Os delegados também aprovaram alterações na redação atual da convenção coletiva para a cesta-alimentação e para a PLR. Pela nova proposta de redação da PLR, os empregados dispensados sem justa causa ou que pedirem demissão terão direito a 1/12 do salário por mês trabalhado ou a fração superior a 15 dias. Na cesta-alimentação, o novo texto assegurará o crédito por todo o período de afastamento do bancário.

O grupo foi coordenado pela secretária-geral do Sindicato de São Paulo, Raquel Kacelnikas. “A unidade da categoria é fortalecida com esses debates. A partir dessas discussões e superadas as divergências é que construímos campanhas nacionais vitoriosas”, afirma a dirigente.

Por Evando Peixoto, Jair Rosa e Lucia Estrela – Rede de Comunicação dos Bancários.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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