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Trabalhadores bancários enviam pauta de reivindicações aos patrões banqueiros; ato acontece nesta quarta-feira, 11 de agosto

O Comando Nacional dos Bancários entregará nesta quarta-feira 11 a pauta de reivindicações da Campanha 2010 à Fenaban. O encontro será às 11h30 na sede da Federação dos Bancos, em São Paulo.

“Os bancários estão com grande expectativa em relação às negociações deste ano, uma vez que o país está passando por um período de grande crescimento econômico e a situação dos bancos é melhor ainda, como mostram os balanços. É preciso repartir esses ganhos com a sociedade e com os trabalhadores”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

A pauta de reivindicações foi aprovada pela 12ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada no Rio de Janeiro entre 23 e 25 de julho após um amplo processo democrático de discussão com a categoria. E referendada pelas assembléias dos sindicatos dos bancários de todo o país. Veja as principais reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2010:

Remuneração e Previdência

– Reajuste salarial de 11% (inflação do período mais 5% de aumento real).

– Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil para cada funcionário

– Piso salarial no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88).

– Elevação do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá para o valor de um salário mínimo para cada item

– Previdência Complementar para todos os bancários

Emprego

– Mais contratações

– Ampliar a contratação de mulheres, negros e pessoas com deficiência, garantindo igualdade de oportunidades

– Garantia de emprego

– Reversão das terceirizações

– Qualificação e requalificação profissional

Saúde do Trabalhador

– Fim das metas abusivas

– Combate ao assédio moral

– Prevenção contra os riscos de adoecimentos

– Programa de Reabilitação Profissional em todos os bancos

– Promoção da saúde da mulher

– Assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa

– Manutenção de todos os direitos aos afastados por problemas de saúde

Segurança Bancária

– Assistência médica e psicológica às vítimas de assaltos, sequestros ou extorsões

– Ampliação dos equipamento de prevenção

– Adicional de risco de vida de 30% para agências, postos e tesouraria

– Proibição de transporte de valores e guarda das chaves pelos bancários

– Estabilidade provisória para vitimas de assaltos, sequestros e extorsões

Sistema Financeiro

– Regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal

– Regulamentação da remuneração dos executivos

– Democratização e ampliação do Conselho Monetário Nacional (CMN)

– Regulamentação do papel social dos bancos

– Fim dos correspondentes bancários

– Fortalecimento dos bancos públicos

Fonte: Contraf-CUT.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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Campanha Nacional dos Bancários 2010 está começando. É hora de mobilização!

Conheça aspectos defendidos pela FETEC-CUT-PR em entrevista com o presidente da entidade, Elias Hennemann Jordão

Entre os dias 23 e 25 de julho, 628 bancários delegados de todo o país participaram da 12ª Conferência Nacional da categoria, evento realizado na cidade do Rio de Janeiro, que definiu a minuta com as reivindicações para a Campanha Salarial 2010, que é negociada em âmbito nacional. A delegação do Paraná contou com 33 representantes de todos os 10 sindicatos filiados à FETEC-CUT-PR. A pauta inclui reajuste de 11%, piso salarial de R$ 2.157,88 e PLR de três salários mais R$ 4 mil fixos, além de importantes cláusulas sociais e de saúde e segurança do trabalhador.

Elias Hennemann Jordão, presidente da FETEC-CUT-PR, entende como as principais contribuições do Paraná para a pauta nacional, a importância dada ao tema saúde dos trabalhadores e condições de trabalho, sendo igualmente importante a reposição salarial e ganho real. “Nossa delegação contribuiu com uma defesa ardorosa destes temas pelo bem dos trabalhadores”. Acompanhe a avaliação do presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do estado do Paraná (FETEC-CUT-PR).

Qual sua impressão sobre as discussões no Rio, em âmbito nacional, e qual expectativa para as negociações com a Fenaban?

Elias Hennemann Jordão – O saldo é positivo, pois saímos da Conferência com uma minuta única nacional aprovada por todos os participantes e que será defendida e fortalecida por todos os sindicatos de bancários que participam da mesa da Contraf, trazendo com certeza avanços e conquistas futuras para os trabalhadores. Aqui no Paraná, depois de todos os debates que já fizemos, nos resta agora a organização para participarmos ativamente da campanha salarial como fazemos todos os anos. Tenho certeza que novamente o Paraná dará sua grande contribuição fortalecendo o movimento nacional, respaldando a mesa de negociação.

O que de mais importante foi definido nos debates por eixo temático?

Dentre os temas emprego, remuneração, saúde e segurança, e sistema financeiro, participei do grupo de remuneração. Acredito que o assunto mais importante neste grupo foi a discussão e a definição pela contratação total (remuneração fixa mais a variável). Entendo que devemos contratar todas as verbas dos trabalhadores, inclusive as verbas variáveis, pois não podemos deixar o bancário a mercê do banqueiro que paga a remuneração variável da forma mais perversa possível, utilizando-se de metas absurdas e abusivas, e nós devemos intervir nesta lógica.

E como foi a participação dos trabalhadores nas assembleias regionais?

Já tínhamos a expectativa que as assembleias aprovariam por ampla maioria a minuta a ser entregue para a Fenaban, pois a minuta foi construída passo a passo com a participação de todos os trabalhadores a partir das consultas, pesquisas, conferências regionais, estadual e nacional. É esta minuta que os bancários defenderão com muita garra nesta campanha salarial.

Quais serão os próximos passos desta campanha?

A partir de agora estaremos elaborando um calendário de entrega da minuta, de negociação e também estaremos organizando a mobilização dos trabalhadores para a nossa campanha salarial 2010.

As eleições de 2010 afetam a mobilização da categoria?

As eleições não interferem diretamente na nossa mobilização, pois estaremos dando prioridade à campanha salarial, o que não impede que haja algum travamento nas negociações, afinal o banqueiro estará analisando o quadro eleitoral que lhe seja mais favorável.

Qual a importância da categoria bancária ter definido apoio à candidatura da Dilma? De que maneira ela pode ajudar os trabalhadores?

É preciso lembrar que os banqueiros têm lado. E nós, trabalhadores, também precisamos ter lado. Basta lembrar, que em recente pesquisa os empresários brasileiros responderam que gostam do governo Lula, que ganharam dinheiro com a atual situação sólida da economia brasileira, mas votam no outro candidato. E por quê? Porque é óbvio que com o outro candidato eles conseguirão com mais facilidade flexibilizar e tirar direitos dos trabalhadores, conseguirão travar todas as discussões de ratificações internacionais de interesse dos trabalhadores e conseguirão com mais facilidade privatizar setores essenciais da economia brasileira que não conseguiram privatizar no governo anterior deles. Por isso entendemos que a candidata Dilma é a única que tem condições de fazer o país continuar e avançar nos trilhos da boa gestão econômica, de avanços na área social e de melhorias de condições para os trabalhadores brasileiros.

Por Paula Padilha, jornalista.

FETEC-CUT-PR.

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