fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 01:26 Sem categoria

Olhando para o mundo inteiro, contingente de jovens desempregados nunca foi tão grande

Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado por ocasião de ano comemorativo revela que cerca de um em cada oito jovens de todo o mundo não tinha emprego em 2009. E o pior: situação vai se agravar em 2010

O desemprego entre jovens de todo o mundo atingiu, em 2009, o mais alto dos patamares já registrados. E pior: vai aumentar até o final de 2010. É este o cenário apresentado pelo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta quarta-feira (11), por ocasião do Dia Internacional da Juventude (12 de agosto) e do lançamento do Ano Internacional da Juventude das Organizações das Nações Unidas (ONU).

Dos 620 milhões de jovens economicamente ativos com idade entre 15 e 24 anos, 81 milhões estavam desempregados no final de 2009. A OIT jamais registrara nível tão alto anteriormente: aproximadamente um em cada oito jovens sem trabalho. Foram contabilizados 7,8 milhões de pessoas em início de carreira estavam sem emprego a mais do que a quantidade registrada dois anos antes. Em 2007, a taxa de desemprego dos jovens era de 11,9%. Em 2009, a porcentagem saltou para 13%.

Projeções do estudo Tendências Globais de Emprego para a Juventude – 2010 mostram que a taxa de desemprego global de juventude deve continuar crescendo em 2010. No final deste ano, a parcela deve chegar a 13,1%. Para 2011, espera-se um declínio moderado para 12,7%.

Segundo o órgão das Nações Unidas, o desemprego entre jovens revelou-se mais sensível à crise financeira e econômica dos últimos anos do que as taxas de adultos de faixas etárias mais avançadas. O legado desta tendência, alerta a OIT, poderá resultar numa “geração perdida”, que seria “composta de jovens que abandonaram o mercado de trabalho, tendo perdido toda a esperança de serem capazes de trabalhar para uma vida decente”.

Cerca de 90% dos jovens nesta faixa de idade (dos 15 aos 24 anos) vivem nos países em desenvolvimento. O relatório assinala que os jovens dessas nações são mais vulneráveis ao subemprego e à pobreza. Estima-se que, em 2008, 152 milhões de jovens (28% do contingente total em nível mundial) estavam empregados, mas sobreviviam em situação de extrema pobreza, em famílias com menos de US$ 1,25 por pessoa por dia.

Na América Latina, o número de trabalhadores por conta própria aumentou 1,7% e o número de trabalhadores familiares subiu 3,8% entre 2008 e 2009. A região também experimentou um aumento na proporção de adolescentes envolvidos em emprego no setor informal durante a crise.

“As consequências da crise econômica e financeira ameaçam agravar os pré-existentes déficits de trabalho decente entre os jovens. O resultado é que o número de jovens em trabalhos precários cresce e este ciclo pode persistir por pelo menos mais uma geração”, comentou o diretor-geral da OIT, Juan Somavia. O custo da ociosidade entre os jovens é amplo: desde investimentos em educação que são perdidos até a redução das contribuições para os sistemas públicos de segurança e assistência social e o consequente aumento de gastos com serviços de reparação.

Mulheres jovens, completa o estudo, têm mais dificuldade do que homens jovens para encontrar trabalho. A taxa de desemprego das mulheres jovens em 2009 foi de 13,2% em comparação com a taxa masculina de 12,%.

Por Repórter Brasil.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.reporterbrasil.org.br.

====================================

Brasil ultrapassa a marca de 42 milhões de trabalhadores formais

Relação Anual de Informações Sociais mostra crescimento do emprego no país com a criação de 1,7 milhão de novos postos em 2009. Desde 2003 foram gerados 14 milhões de empregos no Brasil. Salário tem crescimento real de 18,25% em 7 anos

Brasília, 05/08/2010 – Em 2009 foram gerados no Brasil 1,766 milhão de novos empregos formais, crescimento de 4,48% em relação a 2008, segundo números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Desde total, 1,423 milhão (4,52%) de novos empregos são com carteira assinada (celetistas) e 343,1 mil (4,31%) são servidores públicos (estatutários).

Confira os dados completos da Rais 2009, acessando endereço eletrônico http://www.mte.gov.br/rais/2009/default.asp

Com 13,9 milhões de novos empregos formais gerados entre 2003 e 2010, o Brasil chega à marca histórica de 42,6 milhões de trabalhadores com emprego formal em todo o país, somando-se os 41,2 milhões contabilizados na Rais 2009 aos 1,4 milhão de novos postos de trabalho registrados este ano no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“Com absoluta segurança chegaremos a 15 milhões de empregos formais gerados no Governo Lula até o fim do ano, como prevejo há algum tempo. Vivemos ano passado uma crise econômica mundial, e ainda assim conseguimos criar 1,7 milhão de novos empregos; e o trabalhador conseguiu melhores salários. Estes dados apontam uma expressiva vitória do Brasil no que se refere ao seu mercado de trabalho formal”, avaliou Carlos Lupi.

Os 427,8 mil empregos somados aos 995 mil registrados no Caged de dezembro último se devem à inclusão na Rais de vínculos empregatícios temporários e avulsos, entre outros, e também da inclusão de declarações do Caged entregues fora do prazo.

Rendimento – O rendimento médio dos trabalhadores formais apresentou um aumento real de 2,51% (INPC), ao subir de R$ 1.556,15 em dezembro de 2008 para R$ 1.595,22 em dezembro de 2009. Desde 2003 o salário dos trabalhadores brasileiros apresentou crescimento de 18,25% acima da inflação, com registro de aumento de 19,11% entre as mulheres e de 18,38% entre os homens.

“Somente este ano chegaremos à marca de um milhão de trabalhadores beneficiados em cursos de qualificação proporcionados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, sendo 400 mil deles pelo ProJovem Trabalhador. E quanto mais qualificado o trabalhador, maior o salário pago a ele”, comentou Lupi.

Empresas – Declararam a Rais 2009 7,433 milhões de estabelecimentos. Do total, 3,224 milhões têm empregados e 4,209 milhões não têm empregados. O crescimento do número total de estabelecimentos é de 4,47% em relação a 2008.

Rais – A Relação Anual de Informações Sociais é um Registro Administrativo criado pelo Decreto nº 76.900/75, com declaração anual e obrigatória a todos os estabelecimentos existentes no território nacional. As informações captadas sobre o mercado de trabalho formal referem-se aos empregados Celetistas, Estatutários, Avulsos e Temporários, entre outros, segundo remuneração, grau de instrução, ocupação e nacionalidade, entre outros recortes.

“A Rais é a mais ampla, mais completa e mais exata fotografia do mercado de trabalho brasileiro. Não é pesquisa, é coleta de dados; não é estatística, é matemática”, lembrou o ministro.

Entre os objetivos da Rais constam a identificação dos beneficiários do Abono Salarial; a prestação de subsídios ao FGTS e à Previdência Social; o registro da nacionalização da mão-de-obra; auxílio à definição das políticas de formação de mão-de-obra; a geração de estatísticas sobre o mercado de trabalho formal e a prestação de subsídios ao Cadastro Central de Empresas (Cempre) e às pesquisas domiciliares do IBGE.

Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6537 – acs@mte.gov.br

====================================

Salário médio tem aumento de 18% acima da inflação em sete anos

Em 2009, o rendimento médio dos trabalhadores cresceu em 2,51%, descontada a inflação. Roraima foi o estado com maior crescimento da remuneração média: acima de 12%

Brasília, 05/08/2010 – A remuneração média dos trabalhadores em 2009 teve um aumento real de 2,51%, passando de R$ 1.556,15 em 2008, para R$ 1.595,22 no último ano. Nos últimos sete anos o crescimento foi de 18,25% acima da inflação, resultado da elevação de 19,11% para as mulheres e 18,38% para os homens. Os números foram apresentados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, nesta quinta-feira (05).

Em termos relativos, o Nordeste puxou o aumento dos rendimentos médios, com expansão de 4,78%. No entanto, a região registrou o menor valor na remuneração média, com R$ 1.236,26. Em seguida vem a região Centro-Oeste, com crescimento de 2,91%, registrando o maior salário médio do país, no valor de R$ 2.007,54. O Norte teve crescimento real de 2,45% e o Sudeste de 2,22%. A menor taxa de crescimento foi registrada no Sul, com um aumento de 2,07% e o salário médio chegando ao valor de R$ 1.464,57.

Entre os estados, Roraima liderou o aumento dos rendimentos médio, com crescimento real de 12,48%, alcançando o valor de R$ 1.785,44. Esse crescimento está ligado ao comportamento favorável de subsetores como Serviços Médicos e Odontológicos, Indústria de Papel, Papelão e Gráfica, Serviços de Comércio e Administração de Imóveis e nos Serviços de Alojamento e Alimentação. O maior salário médio foi registrado no Distrito Federal, com valor de R$ 3.445,06.

Somente o Amazonas e Acre foram os únicos estados que registraram queda na remuneração média, com diminuição de 2,40% e 0,16%, respectivamente. A Paraíba, apesar de ter registrado um aumento de 9,01% nos rendimentos médios, tem o o menor valor do salário de admissão, com R$ 1.130,31.

Gênero – No último ano, o ganho real das mulheres ficou em 2,70%, resultado de um aumento de 6,22% no rendimento médio das mulheres com ensino fundamental completo e uma queda de 1,61% na faixa de escolaridade superior incompleto. Entre os homens o aumento foi de 2,52%, resultante de variações que oscilam entre uma 2,13% no grau de instrução superior incompleto a uma elevação de 5,27% para os analfabetos. Os valores registrados foram de R$ 1.422,99 para elas e de R$ 1.717,66 para eles.

Esses dados resultaram do crescimento da participação do rendimento da mulher no mercado de trabalho, que alcançou 82,84% em 2009. A maior diferença de remuneração média está no nível superior completo, onde o estoque e a geração de empregos entre as mulheres superam os entre homens. Nesta faixa de escolaridade a diferença ficou em 58,17%, abaixo do verificado em 2008, de 57,86%.

Estabelecimentos – Os estabelecimentos com menor número de vínculos empregatícios registraram aumento maior na remuneração média dos trabalhadores. As empresas com até quatro vínculos tiveram um aumento real de 4,57% e as com 5 a 9 vínculos crescimento de 4,11%. Essa elevação pode estar relacionada ao ganho real obtido pelo salário mínimo.

Os estabelecimentos com mil ou mais vínculos e os com entre 500 e 999 vínculos empregatícios apresentaram as menores taxas de crescimento no rendimento médio real, da ordem de 0,71% e 1,94%, respectivamente.

Apesar desse comportamento, prevalece ainda um diferencial de 185,4% entre os salários auferidos pelos trabalhadores situados nos estabelecimentos menores, com até 4 vínculos (R$ 788,13), e nos estabelecimentos maiores, com mil ou mais vínculos empregatícios (R$ 2.248,93).

Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6537 – acs@mte.gov.br

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.mte.gov.br.

Close