Rio de Janeiro – A Petrobras ainda não definiu a data da capitalização, mas confirmou que a operação sera feita em setembro. A informação foi dada hoje (18), pelo gerente de Relações com Investidores da Petrobras, Alexandre Quintão. “Não tem data pré-definida, só que sera em setembro”, afirmou durante reunião com Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (Apimec).
A estatal vai aumentar seu capital para dar conta dos compromissos assumidos com a União pela exploração de áreas no pré-sal, em regime de cessão onerosa. O valor da capitalização dependera da definição do preço a ser pago pelo barril de petróleo extraído do pré-sal. Duas certificadoras especializadas estudam o valor.
Durante a reunião com a Apimec, a Petrobras também informou que apenas 2,5% das obras de construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) foram concluídas até hoje. De acordo com a empresa, chuvas foram responsáveis pelo atraso nas obras que, apesar disso, estão dentro do cronograma. Iniciado em 2006, o Comperj está em fase de terraplanagem e montagem de unidades de produção.
Por Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Vinicius Doria.
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ANP vai receber hoje relatório sobre preço do barril de petróleo da área do pré-sal
Brasília – A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou agora há pouco que receberá hoje (19) o relatório preliminar da empresa Gaffney Cline sobre a certificação dos reservatórios de Franco, que serão utilizados no processo de capitalização da Petrobras.
O relatório final será entregue à agência no final do mês. A ANP informou também que vai repassar todo o material ao governo federal.
No início desta semana, o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse que o governo irá divulgar, até o dia 23, o valor final para o barril, que será calculado em conjunto com a Petrobras. Ele não quis adiantar qual seria o preço adequado para o barril do pré-sal, mas lembrou que, para exploração em águas profundas, o preço do barril utilizado no mundo todo tem sido entre US$ 5 e US$ 10.
Por Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.
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Produção de equipamentos de exploração do pré-sal manterá participação nacional, diz Gabrielli
Brasília – O presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, afirmou hoje (18) que não está em discussão a redução da participação da indústria nacional na produção de equipamentos para exploração do petróleo da camada pré-sal. A média de participação atualmente é de 65%.
Gabrielli participou de reunião com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Paulo Bernardo, de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e representantes do setor industrial. Segundo ele, o que existe é um estudo de políticas para enfrentar “gargalos”, desafios que possam surgir na exploração de petróleo do pré-sal.
Os representantes da indústria querem desoneração da produção para tornar os produtos nacionais mais baratos do que os estrangeiros. “Não se pode exigir que a Petrobras compre da indústria nacional sendo [o produto] mais caro do que [o produto da] a estrangeira”, afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, que também participou da reunião. Segundo ele, produtos chineses podem ser de 20% a 40% mais baratos do que os brasileiros.
Barbato disse que o setor industrial vai apresentar propostas ao governo sobre tributação. Uma das medidas defendidas é a desoneração da folha de pagamento. Ele acrescentou que a ideia do setor é que a participação nacional seja observada em cada tipo de produto, em vez de ser medida somente pela média. Isso porque há segmentos com participação nacional de 20%. De acordo com o presidente da Abinee, na etapa específica de desenvolvimento de projetos, pode haver uma redução da participação nacional.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lana Cristina.
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Exploração do pré-sal deve beneficiar sociedade, defende ministro
Brasília – O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse hoje (18) que até 2014 o Brasil deverá investir US$ 224 bilhões na exploração do petróleo na camada pré-sal. Segundo ele, toda a sociedade vai se beneficiar desse investimento. A previsão é de produzir 5 milhões de barris por mês.
Ele ressaltou, durante o 1º Seminário Brasileiro do Pré-Sal, que o marco regulatório vai definir os papéis dos órgãos envolvidos na exploração do pré-sal. O chefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Beto Vasconcelos, acredita que depois das eleições será aprovado o projeto que falta para compor o marco regulatório. Falta apenas o que define o modelo de partilha e prevê o Fundo Social.
Segundo ele, é necessário o marco por conta da mudança do modo de exploração gerado com a descoberta do pré-sal. “Antes tínhamos o modelo de alto risco e baixo rendimento. No pré-sal será o contrário. Por isso é necessário regras para que a sociedade possa se apropriar da renda gerada por esse modelo. Isso é fundamental para reverter à sociedade os benefícios.”
O 1º Seminário Brasileiro do Pré-Sal é uma iniciativa conjunta do Ministério de Minas e Energia, da Escola da Advocacia-Geral da União, Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e da Universidade de Brasília.
Por Jorge Wamburg – Repórter da Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante.
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