Superávit da terceira semana de agosto foi de US$ 864 milhões
A balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 864 milhões, com média diária de US$ 172,8 milhões, nos cinco dias úteis (16 a 22) da terceira semana de agosto de 2010. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) totalizou US$ 8,436 bilhões, com média diária de US$ 1,687 bilhão.
As exportações, no período, foram de US$ 4,650 bilhões, com média diária de US$ 930 milhões, valor 9,2% superior à média de US$ 851,7 milhões acumulada até a segunda semana. O aumento se deve a expansão das vendas de produtos básicos (24,7%), com destaque para petróleo, soja em grão, café em grão, carne de frango e farelo de soja. Nos semimanufaturados, também houve crescimento (8,6%) nas exportações de açúcar em bruto, alumínio em bruto, ferro-ligas e óleo de soja em bruto. As vendas de manufaturados decresceram (-11,2%), por conta, principalmente, de açúcar refinado, óleos combustíveis, óxidos e hidróxidos de alumínio e laminados planos.
As importações, na terceira semana de agosto, chegaram a US$ 3,786 bilhões, com média diária de US$ 757,2 milhões. Houve acréscimo de 5,9%, na comparação da média da terceira semana com a média até a segunda semana de agosto (US$ 714,7 milhões). Os destaques ficaram por conta do aumento dos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, químicos orgânicos e inorgânicos, plásticos e obras.
Mês
No mês, as três semanas de agosto (15 dias úteis) tiveram exportações de US$ 13,167 bilhões (média diária de US$ 877,8 milhões). Na comparação pela média diária, o valor é 9,3% superior à média de US$ 803,3 milhões que foi registrada em julho deste ano. Houve aumento nas vendas de produtos básicos (19,2%) e manufaturados (3,5%), enquanto caíram as exportações de semimanufaturados (-8,3%).
A média também está 33,2% acima da que foi aferida em agosto do ano passado (US$ 659,1 milhões). Neste comparativo, houve aumento nas três categorias de produtos. Nos básicos (48,7%), os destaques ficaram por conta de minério de ferro, milho em grão, carne de frango, suína e bovina, café em grão, petróleo e fumo em folhas. Nos manufaturados (20,9%), os principais produtos vendidos foram óleos combustíveis, açúcar refinado, óxidos e hidróxidos de alumínio, autopeças e automóveis de passageiros. Nos semimanufaturados (20,8%) de couros e peles, açúcar em bruto, celulose, alumínio em bruto e ferro-ligas se destacaram.
As importações, no acumulado mensal, foram de US$ 10,933 bilhões (média diária de US$ 728,9 milhões). Pela média diária, o número é superior em 41,9% ao aferido em agosto de 2009 (US$ 513,7 milhões). Neste comparativo, cresceram os gastos com siderúrgicos (111%), borracha e obras (79,5%), equipamentos eletroeletrônicos (58,7%), veículos automóveis e partes (54,9%), plásticos e obras (51,2%) e combustíveis e lubrificantes (43,7%).
Já na comparação com a média diária de julho de 2010 (US$ 741,6 milhões), houve queda de 1,7% por conta da redução nas compras de adubos e fertilizantes (-30,3%), combustíveis e lubrificantes (-18,6%), instrumentos de ótica e precisão (-10,1%) e equipamentos mecânicos (-2,7%).
A corrente de comércio do mês alcançou US$ 24,1 bilhões (média diária de US$ 1,606 bilhão) e o saldo comercial foi superavitário em US$ 2,234 bilhões (média diária de US$ 148,9 milhões). Pelo resultado médio diário, o saldo da balança comercial cresceu 141,5% na comparação com o mês passado (US$ 61,7 milhões) e aumentou 2,4% em relação a agosto de 2009 (US$ 145,4 milhões).
Ano
No acumulado de janeiro a terceira semana de agosto deste ano (160 dias úteis), as vendas ao exterior somaram US$ 120,027 bilhões (média diária de US$ 750,2 milhões). Na comparação com a média diária do mesmo período de 2009 (US$ 585,6 milhões), as exportações cresceram 28,1%.
As importações, no acumulado do ano, foram de US$ 108,560 bilhões, com média diária de US$ 678,5 milhões. O valor é 45% acima da média registrada no mesmo período de 2009 (US$ 467,8 milhões).
O superávit da balança comercial no ano chegou a US$ 11,467 bilhões, com média diária de US$ 71,7 milhões. Por esse critério, o número ficou 39,2% abaixo da média registrada no mesmo período do ano passado (US$ 117,8 milhões).
A corrente de comércio acumulada no mesmo período totalizou US$ 228,587 bilhões (média diária de US$ 1,428 bilhão). Pela média, o valor foi 35,6% maior que o aferido no mesmo período de 2009 (US$ 1,053 bilhão).
Mais informações para a imprensa:
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André Diniz
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Brasil registra déficit de US$ 4,5 bilhões em transações correntes no mês de julho
Brasília – O Brasil registrou déficit em transações correntes – registro das operações de compra e venda de mercadorias e serviços feitas com o exterior – de US$ 4,499 bilhões, em julho, segundo dados divulgados hoje (23) pelo Banco Central (BC). Esse resultado é maior do que o projetado pelo BC para o período (US$ 3,7 bilhões) e do que o registrado em julho do ano passado (US$ 1,623 bilhão).
Nos sete meses do ano, o déficit em conta-corrente foi de US$ 28,261 bilhões, contra os US$ 8,8 bilhões bilhões registrados de janeiro a julho do ano passado.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante.
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Brasileiros gastaram US$ 8,5 bilhões em viagens ao exterior de janeiro a julho de 2010
Brasília – As despesas de brasileiros em viagem ao exterior somaram US$ 8,586 bilhões no acumulado de sete meses do ano, informou hoje (23) o Banco Central. Esse resultado supera o registrado em igual período de 2009 quando ficou em US$ 5,499 bilhões.
Somente no mês passado, essas despesas ficaram em US$ 1,536 bilhão, contra US$ 1,045 bilhão registrado em julho de 2009.
Os gastos de estrangeiros no Brasil, por sua vez, somaram US$ 3,378 bilhões de janeiro a julho deste ano, contra US$ 3,012 bilhões observados em igual período de 2009. Em julho deste ano, esses gastos ficaram em US$ 438 milhões, contra US$ 445 milhões.
Neste mês, até hoje (23), os gastos de estrangeiros no Brasil ficaram em US$ 325 milhões. Em todo o mês de agosto de 2009, esse valor foi de US$ 456 milhões. Nos dados preliminares deste mês, as despesas de brasileiros no exterior somam US$ 909 milhões e devem superar os US$ 916 milhões observados em todo o mês de agosto do ano passado.
De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, as despesas de brasileiros no exterior “têm crescido em linha com o aumento da renda interna e também o câmbio mais favorecido”, disse Lopes. As despesas de estrangeiros no Brasil, por sua vez, “não tem uma evolução muito forte”. Segundo Lopes, isso ocorre porque a crise externa reduziu a renda de estrangeiros.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.
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Investimento estrangeiro direto acumula US$ 14,7 bilhões nos primeiros sete meses do ano
Brasília – O investimento estrangeiro direto, que vai para o setor produtivo da economia, chegou a US$ 2,643 bilhões, em julho, e acumulou US$ 14,701 bilhões nos sete meses do ano, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (23). A resultado do mês passado ultrapassou a projeção do BC para o período (US$ 2 bilhões).
Em julho de 2009, esse tipo de investimento chegou a US$ 1,287 bilhão e nos sete meses do ano passado ficou em US$ 13,953 bilhões.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.
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NOTA PARA A IMPRENSA – 23.8.2010
Setor Externo
I – Balanço de pagamentos – Julho de 2010
O balanço de pagamentos registrou superávit de US$1,8 bilhão em julho. As transações correntes foram deficitárias em US$4,5 bilhões, acumulando déficit de US$43,8 bilhões nos últimos doze meses, equivalentes a 2,24% do PIB. A conta financeira apresentou ingressos líquidos de US$6,5 bilhões no mês. Destacaram-se os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros em carteira, US$5,8 bilhões, e diretos, US$2,6 bilhões.
A conta de serviços apresentou déficit de US$2,7 bilhões no mês, 85,8% superior ao registrado em julho de 2009. As despesas líquidas com transportes somaram US$525 milhões, com aumento de 24,6% na mesma base de comparação. A conta de viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$1,1 bilhão, ante déficit de US$600 milhões em julho do ano anterior, com aumento de 47,1% nos gastos efetuados por brasileiros no exterior e redução de 1,5% nas despesas de turistas estrangeiros no País. Dentre os demais itens da conta de serviços, no mesmo período comparativo, destacaram-se as elevações nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, 32,7%, computação e informações, 33,4%, e royalties e licenças, 11,6%. Houve declínio nas despesas líquidas com seguros, 57%. Os outros serviços registraram ingresso líquido de US$592 milhões, recuo de 25,7% na comparação com o ocorrido em julho de 2009.
As remessas líquidas de renda para o exterior totalizaram US$3,3 bilhões no mês, com redução de 2,2% em relação a julho do ano anterior. As saídas líquidas de renda de investimento direto somaram US$1,6 bilhão, resultado equivalente ao do período comparativo. As remessas líquidas de renda de investimentos em carteira atingiram US$1,5 bilhão, ante US$1,3 bilhão em julho de 2009. No mês, a despesa líquida de renda de outros investimentos somou US$314 milhões, com redução de 42,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. As despesas líquidas totais de lucros e dividendos atingiram US$1,8 bilhão, com crescimento de 4,5% no período comparativo, enquanto aquelas relacionadas a juros somaram US$1,5 bilhão, com redução de 9,5%.
As transferências unilaterais acumularam ingressos líquidos de US$197 milhões, com recuo de 39,3% na comparação com julho de 2009.
Os investimentos brasileiros diretos no exterior registraram retornos líquidos de US$505 milhões, compreendendo US$2,5 bilhões em aplicações líquidas em participação no capital, e US$3 bilhões de retornos líquidos de empréstimos intercompanhias concedidos ao exterior.
Os investimentos estrangeiros diretos somaram ingressos líquidos de US$2,6 bilhões. Os ingressos líquidos em participação no capital de empresas no País, incluídas as conversões em investimentos, atingiram US$2,6 bilhões, enquanto aqueles referentes aos empréstimos intercompanhias totalizaram US$70 milhões.
Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram ingressos líquidos de US$5,8 bilhões no mês. Os investimentos em títulos de renda fixa negociados no País e em ações negociadas no País e no exterior registraram ingressos líquidos de US$3,1 bilhões, montante equivalente ao de junho de 2010. Os bônus negociados no exterior totalizaram remessas líquidas de US$344 milhões, decorrentes de amortizações de US$305 milhões e ágios de US$39 milhões. Os investimentos em notes e commercial papers apresentaram ingressos líquidos de US$1,3 bilhão no mês, com captações de US$1,7 bilhão e amortizações de US$403 milhões. Os ingressos líquidos em títulos de curto prazo somaram US$1,7 bilhão em julho, comparados a US$715 milhões no mês anterior.
Os outros investimentos brasileiros no exterior resultaram em aplicações líquidas de US$6,1 bilhões em julho, compreendendo concessão líquida de empréstimos de curto prazo, US$6,4 bilhões, elevação de depósitos de bancos brasileiros no exterior, US$371 milhões, e redução de depósitos de demais setores, US$609 milhões.
Os outros investimentos estrangeiros no País registraram ingressos líquidos de US$3,5 bilhões em julho. O crédito comercial de fornecedores registrou desembolsos líquidos de US$2,1 bilhões, constituídos por ingressos líquidos nas operações de curto prazo, US$2,2 bilhões, e amortizações líquidas nos créditos comerciais de longo prazo, US$20 milhões. Os empréstimos aos demais setores apresentaram ingressos líquidos de US$1,3 bilhão, compostos por desembolsos líquidos de compradores, US$719 milhões, e organismos, US$41 milhões; e amortizações líquidas de empréstimos diretos, US$90 milhões, e de agências, US$53 milhões. Os empréstimos de curto prazo somaram ingressos líquidos de US$686 milhões.
II – Reservas internacionais
As reservas internacionais somaram US$257,3 bilhões em julho, US$4,2 bilhões superiores em relação ao estoque do mês anterior.
No mesmo período, a autoridade monetária comprou liquidamente US$1,5 bilhão no mercado de câmbio à vista. A remuneração das reservas gerou receitas de US$328 milhões, enquanto as demais operações externas, que incluem principalmente as variações de preços e de paridades, elevaram o estoque em US$2,4 bilhões.
III – Dívida externa
A dívida externa total estimada para julho somou US$235 bilhões, com elevação de US$10,2 bilhões em relação à posição estimada para o mês anterior. No mesmo período, a dívida de longo prazo totalizou US$185,7 bilhões, com aumento de US$2,7 bilhões, e a de curto prazo atingiu US$49,6 bilhões, com ampliação de US$7,5 bilhões.
Os principais fluxos que afetaram o estoque da dívida externa de longo prazo foram ingressos líquidos de títulos, US$970 milhões, e de buyers, US$719 milhões. Houve, ainda, incremento de US$1,1 bilhão derivado de variação por paridade.
Quanto à dívida externa de curto prazo, o acréscimo observado deveu-se ao aumento de US$5,1 bilhões nas obrigações em moedas estrangeiras dos bancos comerciais e à elevação de US$2,4 bilhões no saldo dos empréstimos diretos em moeda.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPEXT