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Por 09:53 Sem categoria

Sindicatos do Paraná, filiados à CUT, discutem com o banco Itaú Unibanco as condições de trabalho no Estado

Os Sindicatos filiados à FETEC-CUT-PR estiveram reunidos na última segunda-feira (23/08), em Curitiba, com representantes da Área de Relações Sindicais do banco Itaú Unibanco. Na ocasião, o banco apresentou a nova estrutura da Área de Pessoas (RH), na qual os serviços e atendimentos aos funcionários foram centralizados em São Paulo, mantendo-se no Estado apenas o atendimento da Área de Relações Sindicais.

“Expusemos a grande insatisfação que esta centralização tem gerado, pois os funcionários que trabalham aqui no Paraná não estão sendo atendidos com a mesma qualidade de antes, quando os serviços eram prestados em Curitiba”, relata Wanderley Crivellari, presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina e Região. De acordo com ele, o telefone 0800 não tem dado vazão às necessidades dos funcionários. “A linha está congestionada e o atendimento prestado tem se mostrado incorreto em alguns casos”, denuncia Wanderley.

O banco se comprometeu a buscar soluções para estas questões, visto que a impressão atual é de que o Itaú Unibanco conseguiu piorar uma coisa que estava funcionando. Sobre o quadro de funcionários que trabalhava no setor em Curitiba, a informação é de que todos foram realocados.

Falta de segurança nas agências bancárias

Na discussão sobre segurança bancária, os Sindicatos insistiram na cobrança da instalação de portas com detector de metais nas agências que ainda não possuem este equipamento. Na mudança de bandeira, as agências do Unibanco tiveram as portas instaladas, mas ainda existem na base dos Sindicatos da Fetec cerca de 23 agências sem este importante mecanismo de segurança.

“São agências localizadas em municípios de pequeno porte, onde se faz necessária a presença da porta de segurança para garantir a proteção dos funcionários, clientes e usuários”, ressalta Damião Rodrigues, presidente do Sindicato dos Bancários de Apucarana e Região. Ele lembra que quase todas estas agências já foram alvo de assaltos, expondo a vida das pessoas. “A necessidade da instalação da porta de segurança já está mais do que comprovada”, argumenta Damião.

Os representantes do banco presentes na reunião encaminharão esta reivindicação para a área de segurança, que tem se mostrado indiferente em relação a este grave problema existente nas agências do Itaú no Paraná. Também foi apresentado o novo programa de segurança do banco, denominado “segurança em camadas”, cuja característica que chama a atenção é a retirada de portas com detector de metais. Cerca de 200 agências no país adotarão este novo programa, que será discutido em breve com a Contraf-CUT.

Outro problema levantado na reunião com representantes do Itaú Unibanco e que se mantém no Estado é o funcionamento de agências no interior com apenas um funcionário. “Temos cobrado isto do banco há tempos, mas o Itaú não tem se preocupado com as condições inadequadas às quais estes funcionários estão submetidos”, afirma Cesar Caldana, diretor do Sindicato de Londrina.

Segundo ele, a proposta do movimento sindical é que o quadro mínimo para que uma agência possa funcionar seja de dois funcionários fixos, efetivando os chamados feristas e contratando mais trabalhadores. Os representantes do banco ficaram de dar resposta sobre esta reivindicação.

Sobre os reflexos da fusão no Estado, os representantes do Itaú Unibanco reafirmaram o compromisso de não fechamento de agências. Porém, os sindicalistas denunciaram o fechamento de três agências, sendo uma em Palotina (base de Toledo e Região) e duas em Curitiba. O banco irá verificar estas situações.

Também foi afirmado que não há nenhuma política de demissão, apesar dos representantes do banco terem reconhecido a existência de demissões pontuais, devido à alegação de produtividade do trabalhador.

Fruto da falta de funcionários, a concessão de férias também foi discutida na reunião. Os funcionários não podem mais tirar férias de 30 dias, ou de 20 dias. É permitido apenas o fracionamento de 10 dias, no período que o banco estipular e, o pior, tem gestor marcando o início das férias dos seus funcionários para começar na terça-feira, numa clara demonstração de desrespeito que evidencia a falta de funcionários nas agências.

Metas abusivas saturam trabalhadores bancários

A cobrança de metas foi um item de grande importância na reunião, visto que os funcionários estão saturados com as exigências impostas pelo banco. “A chamada meta-desafio, que corresponde a 150% da meta inicial, virou rotina. Os funcionários já não podem cumprir `apenas´ os 100%. Essa é uma prática absurda que denunciamos na reunião e esperamos que o Itaú Unibanco re-oriente os seus gestores no Estado”, adverte Hércules Biglia Júnior, presidente do Sindicato dos Bancários de Arapoti e Região.

O pagamento dos Programas Próprios, efetuado no dia 17 de agosto também foi pauta da reunião. “Deixamos claro o descontentamento gerado pela falta de transparência do banco, pois os funcionários, tanto do Itaú, quanto do Unibanco, não entenderam a composição dos valores pagos, bem como se mostraram insatisfeitos com esse pagamento feito apenas para alguns e não para todos”, destaca Dirceu Casagrande Junior, presidente do Sindicato dos Bancários de Cornélio Procópio e Região.

De acordo com ele, houve um claro problema no processo de unificação dos modelos existentes no Itaú e no Unibanco. Prova disso é que o banco vai pagar as diferenças no próximo dia 27 de agosto. “Os funcionários precisam ficar atentos e, se permanecer dúvida ou qualquer distorção no pagamento, devem procurar os Sindicatos para que possamos tomar as providências devidas”, afirma Wanderley Crivellari.

“Foi uma reunião importante, que contou com a participação dos 10 Sindicatos cutistas do Estado, além da presença do presidente da FETEC-CUT-PR, Elias Jordão. O Itaú Unibanco também se fez representar pelos seus profissionais da Área de Relações Sindicais, de São Paulo e Curitiba. As demandas existentes no Paraná, muitas delas similares às existentes no Brasil, outras com características mais regionais, foram expostas e debatidas. Aguardamos agora uma série de encaminhamentos e soluções por parte do banco”, finaliza Wanderley.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.vidabancaria.com.br. ADAPTADA.

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