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Por 13:36 Sem categoria

Em pleno dia de negociação, a ação sindical mostra a urgência do fim do assédio moral; confira o que aconteceu em Curitiba

Banco do Brasil: agência bancária é fechada após denúncias de assédio moral

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região fechou ontem, 24 de agosto, a agência Hugo Lange do Banco do Brasil, localizada no bairro do mesmo nome na capital paranaense. O ato começou pela manhã e se estendeu até o começo da tarde. O fechamento ocorreu após uma série de denúncias vindas de funcionários da agência a respeito do desmando do gerente Antonio Pacholoki.

No começo deste ano, o antigo gerente, Trento, foi descomissionado dentro da Superintendência. “Logo que Pacholoki assumiu a gerência da agência, os trabalhadores passaram a conviver com a política do terror. Sua ideia é como Maquiavel dizia: melhor ser temido que respeitado”, diz Pablo Diaz, dirigente sindical e funcionário do BB.

Desde então, com a porção de denúncias recebidas, o Sindicato entrou em contato com os superiores do BB, que se comprometeram a reorientar Antonio Pacholoki. Mesmo após as advertências, a postura do gerente não mudou.

O Sindicato buscou levantar quais eram as insatisfações dos trabalhadores. Entre as reclamações, estão as reuniões fora de horário. “É a quebra do ponto-eletrônico, que assim é considerado uma farsa”, argumenta Pablo Diaz. Além disso, os bancários estão sendo humilhados, ameaçados, perseguidos e assediados moralmente. A gota d’água foi uma mensagem recebida de um funcionário, que preferiu não se identificar, que implorava por ajuda, afirmando que a situação se tornou insustentável.

A postura do gerente enquanto acontecia o ato de fechamento da agência demonstrou seu descaso com a questão. “Ele afirma que nós temos nossa versão e ele a dele. Mesmo com todas as reclamações e acusações, ele ainda se porta com superioridade”, conta o dirigente sindical. “Não acreditamos que ele esteja agindo desta forma sem as vistas grossas de seus comandantes”, destaca.

A agência Hugo Lange foi aberta somente às 13 horas, após muita conversa com o administrador da superintendência, Paulo Segatto.

“Ouvimos dos bancários que o terror é tanto, que quando chega domingo depois do almoço, eles já entram em desespero, suam frio, só ao pensar que na segunda precisam voltar ao trabalho”, conta Pablo Diaz. O Sindicato continuará atento aos problemas que acontecem e não compactuará com atitudes como a do gerente Antonio Pacholoki.

Por: Flávia Silveira.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.

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