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Dilma telefonou para cumprimentar Marina e disse que vai pedir seu apoio no segundo turno

Brasília – A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje (4) que telefonou para Marina Silva para cumprimentá-la por seu bom desempenho no primeiro turno da eleição. Dilma, no entanto, informou que não chegou a pedir o apoio de Marina. “Liguei para cumprimentá-la pois considero que ela fez uma campanha limpa, jamais tendo uma atitude de baixar o nível”, disse a candidata que considerou que o pedido de apoio deve ser feito nos próximos dias. “Em um segundo momento, vamos conversar de fato com ela a respeito disso. A gente espera ser correspondido”, disse Dilma.

Hoje, aliados políticos da candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), foram unânimes ao apontar o surpreendente desempenho da candidata do PV, Marina Silva, como um dos fatores que levaram a eleição para o segundo turno. Para a senadora eleita pelo PT de São Paulo, Marta Suplicy, o partido terá que saber ler a mensagem que sai das urnas para poder estruturar a estratégia para ao segundo turno. “Com esse segundo turno, a população disse: Nós queremos conversar mais um pouco com você, Dilma”, avaliou Marta, que acredita que os votos dados a Marina se revertam para a petista.

“Temos que entender que a população não deixou de votar em Dilma para votar no Serra”, disse a senadora eleita, que defendeu a aproximação com o PV. “Marina é uma pessoa do bem”, afirmou, antes de entrar na reunião de petistas e aliados para definir estratégias de campanha. A reunião ocorre hoje (4) em Brasília.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que o “recado das urnas” é uma escolha pela “continuidade” de Dilma e pela “mudança” de Marina. Nesse sentido, o senador que foi reeleito ontem (3), defendeu mudanças programáticas na proposta petista para atrair os eleitores de Marina.

“O governo tem que entender que se quer a continuidade de Dilma e a mudança de Marina. Para isso, Marina tem que ser ouvida e ela só virá se houver concessões programáticas”, avaliou Cristovam, que disse ter conversado com Marina hoje, pela manhã. “Não me senti a vontade para saber se ela vai ficar com Serra ou com Dilma. Não falamos sobre isso. Ela demonstrou estar feliz e com o sentimento de dever cumprido”.

Por Luciana Lima e Carolina Pimentel – Repórteres da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.

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Marina ainda não sabe se apoiará algum candidato no segundo turno, mas discutirá assunto com PV

São Paulo – Terceira colocada no primeiro turno das eleições presidenciais, a senadora Marina Silva (PV) disse hoje (4) que já foi procurada pelos dois candidatos que continuam na disputa: a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra. Marina afirmou que não sabe se apoiará algum dos dois no segundo turno. A senadora adiantou que antes de qualquer decisão pretende discutir com a coordenação nacional do PV e os diferentes setores da sociedade que apoiaram sua candidatura.

Marina ressaltou que ela e o partido têm “consciência” de que a força conseguida pela sua candidatura “é muito maior” do que o PV. Por isso, acrescentou, é importante o diálogo com a população. A convenção do PV para tratar do assunto deverá ocorrer em no máximo 15 dias, de acordo com Marina. “A convenção prevê o direito de manifestação da minoria que discordar da posição majoritária.”

A base para uma eventual negociação de apoio a um dos candidatos que disputam o segundo turno será a plataforma eleitoral do partido. Caso essas conversas venham a acontecer, o PV terá que definir “prioridades estruturais” para apresentar nas negociações, destacou Marina.

De acordo com Marina, Dilma e Serra a parabenizaram pela consistência de suas propostas e manifestaram a disposição para abertura de diálogo sobre um eventual apoio para a próxima etapa da disputa. “Recebi os cumprimentos e também os parabenizei por terem ido para o segundo turno. E disse que todos nós tivemos uma segunda chance de debater o Brasil. Agora, com o sinal dado pelos quase 20 milhões de brasileiros que mobilizaram a sua ação por aqueles que fazem política de opinião, como nós fizemos.”

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.

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Coligação de Dilma se reúne para afinar discurso para segundo turno e fala em aproximação com o PV

Brasília – O PT e os partidos aliados, além de governadores, senadores e deputados reeleitos estão reunidos neste momento em Brasília, discutindo como será a atuação nos estados até 31 de outubro, data do segundo turno das eleições.

Muitas vozes dissonantes tentaram explicar o bom desempenho da candidata do partido verde, Marina Silva e o desempenho aquém das expectativas da candidata petista Dilma Rousseff.

Para o senador Delcídio Amaral, reeleito pelo PT em Mato Grosso do Sul, os votos de Dilma migraram para Marina quando a campanha da petista entrou no “embate” proposto pelo tucano José Serra. “A campanha perdeu um pouco as propostas e ficou nos embates. A população não gostou e optou pela terceira via [Marina]”.

O senador disse ainda que não acredita em um bom resultado para a campanha de Dilma, se o PT insistir em enfatizar as diferenças entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Fernando Henrique Cardoso. “Agora é futuro. É o que cada um vai fazer para o Brasil daqui para frente”.

Já o líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro, reeleito por Pernambuco, acredita que a comparação entre o governo tucano e o de Lula deve ser aprofundada. “Se eles não tiraram FHC do armário nós vamos abrir a porta do armário. Temos que ir para o confronto entre os dois governos”.

Ferro disse que integrantes do PV e do P-SOL já o procuraram para conversar, após o resultados das urnas. Ele defende a aproximação com o PV e acredita que o PT “fará pontes” utilizando seus deputados e senadores.

De acordo com Fernando Ferro, Gilberto Gil, que ocupou a pasta da Cultura nos dois mandatos do governo Lula, e o deputado Zequinha Sarney, lideranças do PV com bom diálogo com o PT, devem servir a essa aproximação. Além disso, o PT buscará diálogos com segmentos da sociedade ligados ao PV e a questão ambiental.

“Marina poderá manter a neutralidade por conveniência política, mas isso não impede o PT de buscar esses diálogos”, disse Ferro. “Se observarmos as propostas de Marina, vamos perceber que está muito mais próxima do PT que do PSDB.

Por Luciana Lima e Carolina Pimentel – Repórteres da Agência Brasil Edição: Rivadavia Severo.

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