Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu hoje (18) demonstração de que não deve se afastar da política quando deixar a Presidência da República. Em discurso na inauguração do Centro de Referência do Trabalhador Leonel Brizola, em Brasília, Lula disse que pretende trabalhar para unir a esquerda quando seu governo acabar.
“Pode ter certeza que quando eu deixar a Presidência terei virado um homem com muito mais experiência e pode ficar certo que eu trabalharei muito para que a gente construa uma força mais homogênea que represente a esquerda brasileira”, afirmou o presidente.
No discurso, Lula lembrou de vários momentos seus com Brizola e disse que “ele nunca errou tentando tirar proveito em causa própria”.
O presidente falou também que 15 milhões de empregos foram gerados em seu governo e que os salários cresceram.
Segundo Lula, ao contrário do que ocorria no passado, agora os sindicatos conseguem negociar para alcançar ganhos reais de salários e não apenas a reposição da inflação. “Faz oito anos que 90% dos sindicatos de trabalhadores desse país conseguem fazer acordos com ganhos reais de salário”.
Lula vai hoje para o Rio de Janeiro, onde deve participar do lançamento de um navio no Estaleiro Mauá, na Ilha do Governador, amanhã. O presidente passará o fim de semana em São Bernardo do Campo (SP).
Por Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.
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Dilma diz que desafio na área social será ampliar “herança bendita” de Lula
Brasília – A presidente eleita Dilma Rousseff ouviu hoje (18) especialistas sobre as possibilidades de erradicação da pobreza no Brasil e disse que o principal desafio da área social nos próximos anos será ampliar a aperfeiçoar a “herança bendita” que será deixada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O governo Dilma terá um fórum permanente para a área social, com especialistas e representantes de pastas do governo.
Segundo interlocutores que estavam na reunião, Dilma se referiu à política social do governo Lula como uma “herança bendita”, que deverá ser ampliada.
A ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, disse que na reunião de hoje a presidenta reafirmou o projeto – apresentado durante a campanha – de incluir cerca de 750 mil famílias sem filhos entre os beneficiários do Bolsa Família nos próximos anos e dar escala a programas sociais específicos para população de rua e comunidades indígenas e quilombolas.
A ministra disse que o valor do reajuste do Bolsa Família ainda não está definido e que “vários cenários” serão apresentados à presidenta eleita nos próximos dias. “O reajuste acontecerá. Temos vários estudos, vários cenários que serão apresentados a ela, e ela tomará a decisão”, disse.
O economista da Fundação Getulio Vargas, Marcelo Neri, afirmou que Dilma sinalizou que deverá priorizar a erradicação da pobreza entre as crianças, com investimentos em creches e no atendimento à primeira infância.
O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmnann, que também participou da reunião, disse que é possível antecipar a meta de erradicar a miséria no Brasil de 2016 para 2014 e que o caminho é “aperfeiçoar e sofisticar” a atual política social. “Essa possibilidade cabe no Orçamento e não pode ser função exclusiva do governo federal, deve ser articulada, integrada com diferentes esferas de governo”.
Após a reunião, a presidenta eleita recebeu a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, no Centrto Cultural Banco do Brasil, onde está instalada a equipe de transição.
Por Luana Lourenço – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.
FONTE: www.agenciabrasil.gov.br.