Brasília – Os gastos de brasileiros em viagem ao exterior continuam a crescer, segundo dados de outubro, divulgados hoje (23) pelo Banco Central (BC). Com o estímulo da queda do dólar e aumento da renda, no mês passado, essas despesas chegaram a US$ 1,692 bilhão e acumularam US$ 13,160 bilhões nos dez meses do ano. Esses resultados são maiores do que os observados nos mesmos períodos de 2009, US$ 1,236 bilhão e US$ 8,703 bilhões, respectivamente.
Segundo o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, as despesas de brasileiros ao exterior são as maiores da série histórica iniciada em 1947. “Os brasileiros estão com poder aquisitivo mais elevado”, disse.
No acumulado dos dez meses deste ano, as despesas de viagem ao exterior superam todo o resultado do ano passado – US$ 10,898 bilhões.
As despesas de estrangeiros no Brasil estão em US$ 4,757 bilhões, em dez meses, contra US$ 4,320 bilhões de igual período de 2009. Somente em outubro, esses gastos ficaram em US$ 436 milhões, contra US$ 451 milhões do mesmo mês do ano passado.
Com o resultado dos gastos de brasileiros no exterior e de estrangeiros no Brasil, a conta de viagens registra saldo negativo de US$ 1,256 bilhão, em outubro, e de US$ 8,402 bilhões, nos dez meses deste ano.
Os dados preliminares deste mês, até hoje, mostram que os brasileiros gastaram US$ 1,074 bilhão em outros países e os estrangeiros tiveram despesas no Brasil de US$ 369 milhões.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Juliana Andrade // A matéria foi ampliada.
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Contas externas registram resultado negativo de US$ 3,7 bi em outubro
Brasília – O déficit em transações correntes, registro das operações de compra e venda de mercadorias e serviços com o exterior, ficou em US$ 3,7 bilhões, em outubro, contra US$ 3,018 bilhões registrados em igual período de 2009, informou hoje (23) o Banco Central (BC). O resultado ficou abaixo do projetado pelo BC para o período (US$ 3,8 bilhões).
No mês passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,853 bilhão, ante US$ 1,320 bilhão registrado em outubro do ano passado. A conta de serviços e renda (remessas de lucros e dividendos, pagamentos de juros, viagens internacionais e outros) ficou negativa em US$ 5,650 bilhões, contra US$ 4,562 bilhões observados em igual período de 2009.
Nos dez meses do ano, o déficit em conta-corrente está em US$ 38,763 bilhões, ante US$ 15,079 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
De janeiro a outubro, a balança comercial registrou superávit de US$ 14,626 bilhões, enquanto nos dez meses de 2009 o saldo foi de US$ 22,503 bilhões. A conta de serviços e rendas apresentou déficit de US$ 55,750 bilhões, ante US$ 40,394 bilhões registrados em igual período do ano passado.
As transferências unilaterais correntes registram ingresso líquido (descontada a saída) de US$ 97 milhões, em outubro, e US$ 2,360 bilhões nos dez meses deste ano.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Juliana Andrade.
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NOTA PARA A IMPRENSA – 23.11.2010
Setor Externo
I – Balanço de pagamentos – Outubro de 2010
O balanço de pagamentos registrou superávit de US$8,8 bilhões em outubro. As transações correntes foram deficitárias em US$3,7 bilhões, acumulando saldo negativo de US$38,8 bilhões no ano e de US$48 bilhões, nos últimos doze meses, equivalente a 2,43% do PIB. A conta financeira apresentou ingressos líquidos de US$12 bilhões no mês. Destacaram-se os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros em ações, US$14,5 bilhões, e de investimentos estrangeiros diretos, US$6,8 bilhões.
A conta de serviços apresentou déficit de US$3 bilhões em outubro, 44,3% acima do registrado no mesmo mês de 2009. As despesas líquidas com transportes somaram US$561 milhões, com aumento de 88,6% na mesma base de comparação. A conta de viagens internacionais registrou déficit de US$1,3 bilhão, ampliação de 60,1% no período comparativo, como resultado do crescimento de 36,9% nos gastos efetuados por brasileiros no exterior e do recuo de 3,5% nas despesas de turistas estrangeiros no País. Dentre os demais itens da conta de serviços, na mesma base de comparação, destacaram-se as elevações nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, 23,4%, computação e informações, 47,1%, e royalties e licenças, 6,5%. Houve recuo nas despesas líquidas com seguros, 4,9%. Os outros serviços registraram ingresso líquido de US$822 milhões, 35% acima do ocorrido em outubro de 2009.
As remessas líquidas de renda para o exterior somaram US$2,7 bilhões em outubro, acréscimo de 6,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As despesas líquidas de renda de investimento direto totalizaram US$1,9 bilhão, valor equivalente ao de outubro de 2009. As remessas líquidas de renda de investimentos em carteira atingiram US$336 milhões, ante US$324 milhões no mesmo período comparativo. A despesa líquida de renda de outros investimentos somou US$411 milhões, elevação de 23,7% em relação a outubro de 2009. As despesas líquidas totais de lucros e dividendos e de juros atingiram, na ordem, US$2,2 bilhões e US$511 milhões, com elevação de 14,7% e recuo de 19,2%, respectivamente.
As transferências unilaterais acumularam ingressos líquidos de US$97 milhões, com decréscimo de 56,7% na comparação com outubro de 2009.
Os investimentos brasileiros diretos no exterior apresentaram aplicações líquidas de US$2 bilhões no mês, compreendendo US$2,8 bilhões em aplicações líquidas em participação no capital de empresas no exterior e US$796 milhões de retornos líquidos de empréstimos intercompanhias concedidos ao exterior.
Os investimentos estrangeiros diretos somaram ingressos líquidos de US$6,8 bilhões em outubro. Os ingressos líquidos em participação no capital de empresas no País, incluídas as conversões em investimentos, atingiram US$4,1 bilhões, enquanto aqueles referentes aos empréstimos intercompanhias totalizaram US$2,7 bilhões.
Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram ingressos líquidos de US$16,8 bilhões em outubro. Os investimentos estrangeiros em ações totalizaram US$14,5 bilhões no mês, comparativamente a US$4,4 bilhões em setembro, sendo US$4,9 bilhões em ações negociadas no país e US$9,6 bilhões em ADRs. Os investimentos em títulos de renda fixa negociados no País registraram ingressos líquidos de US$1,7 bilhão, comparados a US$1 bilhão observados no mês anterior. Os bônus negociados no exterior totalizaram amortizações líquidas de US$706 milhões, decorrentes dos ingressos referentes à reabertura do Global BRL28, US$655 milhões; amortizações de US$1,2 bilhão e ágios de US$168 milhões. Os investimentos em notes e commercial papers apresentaram ingressos líquidos de US$1,6 bilhão no mês. As amortizações líquidas de títulos de curto prazo somaram US$424 bilhões, em outubro, comparadas a ingressos líquidos de US$2 bilhões no mês anterior.
Os outros investimentos brasileiros no exterior resultaram em aplicações líquidas de US$15,1 bilhões em outubro, compreendendo concessão líquida de empréstimos de curto prazo, US$3,7 bilhões; e elevações de depósitos no exterior, tanto de bancos, US$9 bilhões, quanto dos demais setores, US$2,3 bilhões.
Os outros investimentos estrangeiros no País registraram ingressos líquidos de US$4,1 bilhões. O crédito comercial de fornecedores registrou ingressos líquidos de US$560 milhões. Os empréstimos aos demais setores apresentaram ingressos líquidos de US$3,5 bilhões, compostos por desembolsos líquidos de empréstimos diretos, US$998 milhões; de agências, US$271 milhões; de organismos, US$198 milhões; e de compradores, US$62 milhões. Os empréstimos de curto prazo somaram ingressos líquidos de US$2 bilhões.
II – Reservas internacionais
Em novembro, as reservas internacionais cresceram US$9,7 bilhões em relação ao estoque apurado no mês anterior, somando US$284,9 bilhões.
Ainda no mesmo período, a autoridade monetária comprou liquidamente US$7,6 bilhões no mercado doméstico de câmbio à vista. Ocorreram, ainda, ingresso de US$655 milhões da reabertura do bônus Global BRL28 e receita de US$404 milhões com a remuneração das reservas. As demais operações externas, relativas principalmente a variações de preços e de paridades, contribuíram em US$1,1 bilhão para a elevação do estoque.
III – Dívida externa
A dívida externa total, estimada para outubro de 2010, somou US$254,1 bilhões, aumento de US$5 bilhões em relação à posição estimada para o mês anterior. No referido período, a dívida de longo prazo totalizou US$194,2 bilhões, expansão de US$3,4 bilhões, enquanto a de curto prazo, que somou US$59,9 bilhões, cresceu US$1,7 bilhão.
Ainda no mesmo período, os principais fluxos que afetaram o estoque da dívida externa de longo prazo foram os ingressos líquidos de notes, US$1,6 bilhão; empréstimos diretos, US$1 bilhão; organismos internacionais e agências governamentais, US$469 milhões; e buyers e suppliers, US$222 milhões; além das amortizações líquidas de US$539 milhões em bônus, incluindo US$655 milhões da reabertura do bônus em reais BRL28; amortizações de US$807 milhões com a liquidação do Global 10N e de US$388 milhões com as recompras de títulos pelo Tesouro Nacional. Houve, ainda, incremento de US$591 milhões derivado da variação estimada por paridade.
Quanto à dívida externa de curto prazo, o acréscimo observado deveu-se à elevação do saldo dos empréstimos diretos em moeda.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPEXT