fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 22:44 Sem categoria

Bancos têm recuperação recorde de crédito

Em meio à expansão de mais de 20% no mercado de crédito este ano, os bancos resolveram reforçar as áreas de cobrança e estão registrando níveis recordes de recuperação de calotes. Alguns bancos, além do reforço interno com a contratação de novos executivos, aumentaram a ofensiva e ampliaram a contratação de empresas terceirizadas especializadas na recuperação de dívidas.

O Itaú Unibanco foi o banco, entre as grandes instituições financeiras, que mais recuperou crédito este ano. As operações somaram R$ 2,95 bilhões de janeiro a setembro, expansão de 104,6% ante igual período do ano passado. No Bradesco, os empréstimos recuperados cresceram 81% e somaram R$ 1,95 bilhão. O Banco do Brasil cresceu menos que seus concorrentes privados, mas ainda apresentou taxa elevada de expansão, de 35%, e R$ 2,44 bilhão em créditos recuperados.

A Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito (Aserc) estima que o mercado de recuperação de crédito movimente R$ 8 bilhões por ano no Brasil. São mais de 15 mil empresas de cobrança, que prestam serviços aos bancos e financeiras, e empregam 300 mil pessoas. Em geral, o primeiro contato com o devedor é feito por telefone, quando se pode fazer uma proposta de renegociação do empréstimo. Caso o contato telefônico são tenha efeito, a empresa ou banco enviam os funcionários de cobrança diretamente na casa do tomador de recursos. O último caso é acionar a Justiça para cobrança.

Os especialistas destacam que o cenário atual é muito positivo para o crédito. Com o aquecimento da economia, pessoas que tinham perdido o emprego ano passado, por causa da crise financeira mundial, conseguem novos postos de trabalho e saldam dívidas antigas. A queda das taxas de desemprego e o aumento da renda contribuem para a redução dos calotes. A taxa de inadimplência dos bancos está voltando para níveis de 2008 e algumas instituições apostam que o indicador deve cair ainda mais, embora em menor ritmo que nos trimestre anteriores.

Além de reforçar a área de cobrança, o diretor corporativo de Controladoria e de Relações com Investidores do Itaú, Rogério Calderón, destaca que o banco tem procurado se expandir no crédito para pessoas físicas em carteiras de menor risco, como o empréstimo consignado e o financiamento imobiliários. No consignado, como as parcelas são descontadas em folha de pagamento, o risco de calote é muito baixo. No financiamento habitacional, o próprio imóvel é dado como garantia, reduzindo a perda.

Em queda

O resultado desse movimento é que as taxas de inadimplência caíram no terceiro trimestre para o menor nível desde dezembro de 2008. A perspectiva é que devem continuar caindo, principalmente na pessoa física. “É um mix melhor da carteira do que tínhamos no período pré-crise.”

No Bradesco, o vice-presidente executivo do banco, Domingos Ferreira de Abreu, destaca que a ofensiva na área de cobrança, além de aumentar os níveis de empréstimos recuperados, ajudou a melhorar as despesas de provisões para devedores duvidosos. No acumulado do ano, essas despesas caíram 27% e o banco optou por não fazer provisões extras para calotes.

O executivo do Bradesco prevê que as taxas de inadimplência para pessoa física devem ter mais uma pequena queda até o final do ano. O indicador, considerando os atrasos acima de 90 dias, terminou o terceiro trimestre em 3,8% e a previsão é que termine o ano em 3,7%: “Não vemos razões pra imaginar que a inadimplência voltará a subir.”

O Banco do Brasil, que também reforçou a área de cobrança, teve movimento semelhante aos bancos privados, com expansão dos empréstimos em carteiras de menor risco. No caso do financiamento imobiliário, por exemplo, o banco vai crescer mais que o previsto este ano. A meta era dobrar a carteira no ano, mas logo no início deste mês o objetivo já foi alcançado.

Por AGÊNCIA ESTADO.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.paranaonline.com.br.

================================

NOTA PARA A IMPRENSA – 23.12.2010

Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro

I – Evolução dos agregados monetários

A média dos saldos diários da base monetária alcançou R$177,8 bilhões em novembro, assinalando crescimentos de 0,5% no mês e de 19,6% em doze meses, resultantes de aumento mensal de 0,7% no saldo médio do papel-moeda emitido e de queda de 0,2% nas reservas bancárias.

Entre os fluxos mensais dos fatores de emissão monetária, as compras líquidas de divisas pelo Banco Central no mercado interbancário de câmbio totalizaram R$4,2 bilhões. As operações com títulos públicos federais, que incluem a atuação do Banco Central no ajuste de liquidez do mercado monetário, provocaram expansão de R$8,3 bilhões, traduzindo compras líquidas de R$15,5 bilhões no mercado secundário e colocações líquidas de R$7,2 bilhões no mercado primário. Em contrapartida, as operações do Tesouro Nacional foram contracionistas em R$6,3 bilhões, assim como o fluxo de recolhimentos compulsórios incluídos nos depósitos de instituições financeiras, que somou R$5,8 bilhões.

O saldo médio dos meios de pagamento restritos (M1) situou-se em R$253,2 bilhões em novembro, a partir de elevações de 0,9% no mês e de 17,8% em doze meses. As médias dos saldos diários do papel-moeda em poder do público e dos depósitos à vista apresentaram incrementos respectivos de 0,8% e 1% no mês e de 17,3% e 18,1%, em relação a novembro de 2009.

Os meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1 mais depósitos para investimentos, depósitos de poupança e títulos privados, registraram variação positiva de 2,7% no período, totalizando R$1,3 trilhão. O saldo dos títulos privados atingiu R$668 bilhões, ao crescer 2,9% em novembro, refletindo captações líquidas de R$18,8 bilhões. Os depósitos de poupança avançaram 1,3%, atingindo saldo de R$370,5 bilhões, com captações líquidas de R$4 bilhões.

O conceito M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, cresceu 1,1% no mês, atingindo R$2,5 trilhões, com acréscimo de 0,5% no saldo das quotas de fundos de renda fixa e declínio de 13,1% nas operações compromissadas com títulos federais. O M4, conceito que compreende o M3 e os títulos públicos de detentores não financeiros, registrou elevações de 1,2% no mês e de 17,2% nos últimos doze meses, totalizando R$3 trilhões.

II – Operações de crédito do sistema financeiro

As operações de crédito do sistema financeiro mantiveram-se em trajetória de expansão, em novembro, permanecendo como importante fator de sustentação da demanda agregada. Esse comportamento evidencia o dinamismo dos empréstimos destinados ao consumo, compatível com o aumento da renda disponível e da ocupação, conjugada com a demanda mais intensa por operações de capital de giro, em face da formação de estoques para as vendas de fim de ano e do pagamento do décimo terceiro salário aos trabalhadores.

Nessa conjuntura, o estoque de empréstimos e financiamentos, computadas as operações com recursos livres e direcionados, alcançou R$1.678 bilhões em novembro, crescendo 2% no mês e 20,8% em doze meses. Em decorrência, a relação crédito/PIB passou a representar 46,3%, ante 45,9% em outubro último e 44,4% em novembro de 2009.

A oferta de crédito por controle de capital das instituições financeiras demonstrou que os bancos públicos, traduzindo maior demanda por crédito habitacional e por parte da indústria, elevaram sua representatividade no total da carteira do sistema financeiro em 0,1 p.p., ao atingir 42%, correspondendo a 19,7% do PIB. A participação relativa das instituições privadas nacionais manteve-se em 40,6%, ao passo que a referente aos bancos estrangeiros declinou 0,1 p.p., para 17,4%.

O saldo das operações concedidas com recursos livres, representatividade de 65,6% no total da carteira do sistema financeiro, atingiu R$1.101 bilhões, com aumentos de 2% no mês e de 16,5% em relação a novembro do ano anterior. Por segmento, considerados os mesmos períodos, os financiamentos a pessoas físicas totalizaram R$549 bilhões, com incrementos respectivos de 2,1% e de 18%, enquanto as contratações de pessoas jurídicas, sustentadas pelas operações domésticas, registraram variações de 1,8% e de 15%, atingindo R$552,4 bilhões.

Os créditos fundamentados em recursos direcionados alcançaram R$576,3 bilhões em novembro, elevando-se 2% no mês e 30,2% em doze meses. A demanda por essas operações segue condicionada pelo desempenho das carteiras do BNDES, volume de R$352,1 bilhões e expansão mensal de 1,7%, e dos financiamentos destinados ao setor habitacional, estoque de R$126,6 bilhões e aumento de 3,4% no mês. Considerado o período de doze meses, esses financiamentos registraram crescimentos respectivos de 31,3% e de 53,6%.

II.1 – Distribuição setorial do crédito

A evolução do crédito por segmento da atividade econômica refletiu o estímulo sazonal das atividades mercantis relacionadas com as vendas de fim de ano, assinalando-se o desempenho das operações destinadas à indústria, ao comércio e ao setor de serviços, cujos volumes somaram, em novembro, R$359,5 bilhões, R$168,7 bilhões e R$287,8 bilhões, respectivamente. Como resultado, as variações dos créditos para esses setores alcançaram 1,5%, 2,7% e 2% no mês, passando a acumular taxas em doze meses de 18,7%, 26% e 21,2%, na mesma ordem.

Os créditos à habitação, computados os recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), totalizaram R$133,5 bilhões em novembro, com expansões de 3,4% no mês e de 53,9% em relação a igual período de 2009. Os financiamentos destinados à atividade rural, condicionados pela demanda adicional para custeio e investimento agrícolas da safra 2010/2011, somaram R$122,5 bilhões, denotando acréscimos de 0,8% no mês e de 8,8% em doze meses.

O saldo dos recursos bancários contratados com o setor público atingiu R$67 bilhões em novembro, com elevação mensal de 1%. Esse desempenho foi determinado pelo acréscimo de 3,1% no estoque de crédito dos governos estaduais e municipais, que totalizou R$31,8 bilhões, tendo em vista que a dívida bancária da esfera federal recuou 0,9% no mês, ao atingir R$35,2 bilhões.

II.2 – Operações com recursos livres – Crédito referencial para taxas de juros

No segmento de crédito livre a pessoas físicas, a modalidade de aquisição de veículos, saldo de R$136,3 bilhões, permaneceu com o desempenho mais expressivo, registrando aumentos de 4,7% no mês e de 48,4% em doze meses. As concessões desses financiamentos, influenciadas pela continuidade das condições vantajosas em termos de prazos e taxas de juros e pelos elevados índices de confiança do consumidor, intensificaram o ritmo de crescimento nos dois últimos meses. Como consequência, a média diária das concessões atingiu, em novembro, R$561 milhões, valor mais elevado da série histórica iniciada em junho de 2000, com acréscimos de 14,8% no mês e de 84,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A carteira de crédito pessoal apresentou expansões de 1,9% no mês e de 24,8% em doze meses, com o volume atingindo R$204 bilhões. Os empréstimos consignados totalizaram R$136,4 bilhões, registrando aumentos de 2,1% no mês e de 28,1% em relação a novembro de 2009. A representatividade das operações com consignação no estoque de crédito pessoal alcançou 60,6% em novembro, ante 60,4% no mês anterior.

As operações com pessoas jurídicas permanecem condicionadas, principalmente, por aspectos sazonais relacionados à intensificação dos negócios nesse período do ano e à maior necessidade de recursos das empresas para custear pagamentos de funcionários. Nesse contexto, cabe enfatizar o incremento mensal de 2,6% na carteira de capital de giro, acompanhado dos aumentos de 2,2% e de 5%, respectivamente, nas modalidades de conta garantida e aquisição de bens. O desempenho dos financiamentos vinculados a recursos externos refletiu o crescimento das contratações dos adiantamentos sobre contratos de câmbio (ACC), compensado pela redução na carteira de financiamentos à importação e outros. Nesse sentido, o volume das modalidades referenciadas em moeda estrangeira totalizou R$52,3 bilhões, com variação de 0,2% no mês, permanecendo, entretanto, a redução de 9,1% em relação a novembro do ano anterior.

A taxa média de juros das modalidades que compõem o crédito referencial registrou retração pelo quarto mês consecutivo, atingindo 34,8% em novembro, resultado 0,6 p.p. inferior ao observado no mês anterior. No período de doze meses, no entanto, essa queda situou-se em 0,1 p.p. Os resultados relativos ao custo médio mostraram-se condizentes com a evolução do spread bancário, o qual decresceu 0,8 p.p. no mês e 1,5 p.p. em doze meses.

Nas operações com pessoas físicas, a taxa média atingiu 39,1%, apresentando reduções de 1,3 p.p. no mês e de 3,9 p.p. em doze meses, influenciadas, principalmente, pelo comportamento das taxas de crédito pessoal e aquisição de veículos. O custo médio referente aos créditos para pessoas jurídicas alcançou 28,6%, revelando decréscimo de 0,1 p.p. no mês, enquanto que, no período de doze meses, verificou-se incremento de 2,6 p.p.

A inadimplência do crédito referencial, consideradas as operações com atrasos superiores a noventa dias, manteve-se no patamar de 4,7% pelo terceiro mês consecutivo, verificando-se redução de 1,1 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado mensal refletiu o decréscimo de 0,1 p.p. nos atrasos relativos às operações com pessoas físicas, compensado pela elevação de 0,1 p.p. no indicador relacionado às operações com pessoas jurídicas.

III – Ativos e passivos internacionais do sistema bancário

Os ativos e passivos internacionais do sistema bancário, correspondentes a operações com residentes, em moeda estrangeira, e com não residentes, em qualquer moeda, expandiram-se no terceiro trimestre de 2010, consolidando a recuperação iniciada no primeiro trimestre deste ano, reflexo da conjuntura mais favorável no mercado interbancário internacional.

Nesse contexto, os ativos internacionais do sistema bancário totalizaram R$182,9 bilhões em setembro, resultado de expansões trimestrais de 7,9%, em reais, e de 14,8%, em dólares, explicadas, principalmente, por operações de câmbio contratado. O grau de internacionalização do sistema, contudo, manteve-se estável, permanecendo em 4,9%. Observou-se o aumento da parcela de ativos correspondente aos bancos estrangeiros, que passou de 36,6% em junho para 39,2% em setembro, com consequente redução da participação dos bancos nacionais, tanto públicos quanto privados. Com relação às contrapartes, destacou-se o crescimento registrado nas operações com residentes, cuja participação elevou-se de 34,6% para 41,5%. Por outro lado, houve redução nas parcelas correspondentes aos centros offshore e aos Estados Unidos, que passaram, respectivamente, de 32,3% e 12,4%, em junho, para 29,8% e 8%, em setembro.

Os passivos internacionais apresentaram expansão trimestral de 15,5% em reais e de 22,8% em dólares, ao atingirem R$231,8 bilhões em setembro. Esse resultado foi determinado, principalmente, por operações contratadas de câmbio e captações externas em títulos e empréstimos. Em decorrência, a participação dos passivos internacionais no total de passivos exigíveis do sistema bancário passou de 6,3% em junho para 6,8% em setembro. Ocorreu aumento na parcela correspondente aos bancos privados nacionais, que passou de 41,9% para 43,4% no período, com consequente diminuição na participação dos bancos estrangeiros. Com relação às contrapartes, a parcela das operações com residentes alcançou 25,4%, ante 21,6% em junho, enquanto a participação das operações com os Estados Unidos reduziu-se de 25,4% para 22,2% no trimestre.

Os ativos internacionais consolidados do sistema bancário, que incluem somente posições com não residentes, apresentaram saldo de R$101,6 bilhões em setembro, segundo o conceito de risco inicial, registrando crescimento trimestral de 7,2% em reais e de 14% em dólares. No conceito de risco final, que incorpora ao ativo inicial o resultado das transferências de risco entre países, o saldo alcançou R$98 bilhões.

Estatísticas complementares às divulgadas nesta nota podem ser obtidas na página do Banco Central, na internet:

* Economia e Finanças – Séries Temporais (http://www.bcb.gov.br/?SERIESTEMP);

* Sistema Financeiro Nacional – Informações sobre operações bancárias – Taxas de operações de crédito – Dados Consolidados (mensal) (http://www.bcb.gov.br/?TXCREDMES).

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPOM

Close