Sexta-feira, 24 de dezembro de 2010 às 14:38
Nunca antes: investir em inclusão digital para promover a inclusão social
Num mundo em que acesso à tecnologia praticamente se tornou sinônimo de participação efetiva na sociedade, a inclusão digital ganhou destaque nas políticas públicas brasileiras, como forma de promover o enriquecimento cultural e educacional da população, além de facilitar o acesso das pessoas ao mercado de trabalho. A inclusão, mais do que digital, é social — como mostraremo neste quinto post da série especial “Nunca antes”.
Tratar de inclusão digital em um país como o Brasil, em que o desenvolvimento das tecnologias da informação ocorreu de forma tardia e sua difusão foi lenta e desigual, demandou um esforço intersetorial do governo. A partir de discussões entre vários ministérios, coordenados diretamente pela Presidência da República, foi estabelecido o Programa Brasileiro de Inclusão Digital, com a meta de reduzir o hiato digital, diminuir o número de excluídos, promover a alfabetização digital e a capacitação de alunos e de comunidades. Três frentes foram estabelecidas: ampliar o acesso comunitário gratuito, facilitar a aquisição domiciliar de microcomputadores e universalizar a conexão à internet.
O primeiro passo foi levar a tecnologia para mais perto da população, dando prioridade às crianças e jovens de escolas públicas. Hoje temos mais de 50 milhões de alunos diretamente beneficiados pelo Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo), que instalou 104.373 laboratórios de informática em 64.629 escolas públicas urbanas e rurais e pelo Programa Banda Larga nas Escolas, que disponibilizou conexão à internet em banda larga para 46.826 estabelecimentos educacionais.
O passo seguinte foi estender o acesso aos professores e às famílias dos alunos. Foi lançado então o programa Um Computador por Aluno (Prouca), que está distribuindo 150 mil laptops para jovens de 300 escolas públicas. Dentro do Procuca, seis municípios serão atendidos como UCA Total, onde todas as escolas serão atendidas pelo projeto e será implantada rede wi-fi na cidade. Em continuidade, há ainda o Projeto Cidadão Conectado – Um Computador para Todos, dirigido aos professores do ensino continuado das instituições credenciadas no Ministério da Educação. São mais computadores portáteis a um custo abaixo do praticado no mercado.
O segundo grupo selecionado foi a periferia das cidades e a zona rural. Para chegar até eles, foram criados os telecentros comunitários, que atingiram 5,4 mil municípios, correspondendo a 97,05% de cobertura territorial brasileira. Aliado aos telecentros, surgiu, em 2006, o projeto Computadores para Inclusão. O programa se transformou numa rede nacional de reaproveitamento de equipamentos de informática que, após recuperados, são doados aos telecentros comunitários, escolas públicas e bibliotecas, em uma prova de que o que iria para ser lixo também pode ser transformado em ferramenta de inclusão. Até agora, foram implantados sete centros de recondicionamento de computadores, distribuídos pelas cinco regiões do país, nos quais mais de 1,8 mil jovens de baixa renda foram formados no processo de recuperação de equipamentos usados.
Dentro dessa nova forma de se pensar inclusão, e a partir da premissa de que o acesso à tecnologia não pode ser um privilégio das classes sociais mais favorecidas, foi lançado, em 2005, o programa Computador para Todos. Com um aporte federal de R$ 348,6 milhões, o programa financiou a compra de desktops e notebooks à população carente. Com tantos recursos injetados no setor, houve uma redução de 60% do preço do equipamento nas lojas, popularizando as vendas e disseminando o uso do software livre.
A partir da expansão da aquisição de microcomputadores, foi crescente a necessidade do instrumento necessário para efetivar a inclusão digital – o acesso à rede, que ainda é escasso e ausente em muitos municípios brasileiros. Para cobrir essa lacuna, foi desenhado o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), com o objetivo de ampliar o acesso à internet rápida no País. A prioridade é atender as pequenas cidades e a zona rural. Até o final de 2011, 1,6 mil cidades serão atendidas e, até 2014, 4.278 municípios deixarão para trás o tempo em que ter acesso a internet de qualidade era considerado um luxo de poucos.
Ainda há um longo caminho a trilhar rumo à democratização do acesso às tecnologias da informação, mas os primeiros passos foram dados. A cada dia, mais cidadãos brasileiros são apresentados a essa nova linguagem, vista como um suporte para melhorar as condições de vida dos mais pobres. “Nunca antes” inclusão significou mais educação, mais qualificação profissional, mais geração de empregos, lazer e cultura. “Nunca antes” inclusão digital foi tão estratégica para a promoção da inclusão social.
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Quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 às 15:02
Nunca antes: energia de sobra para crescer e se desenvolver
Um País, a exemplo das pessoas, precisa de muita energia para crescer. É com ela que podemos ter o desenvolvimento da indústria, aumento na geração de empregos, promoção da inclusão social, melhoria de vida das pessoas mais pobres e crescimento de regiões que sempre foram colocadas em segundo plano, como o Nordeste. Uma coisa puxa a outra: com o crescimento do País, mais investimentos são direcionados à área de infraestrutura, o que implica necessariamente mais recursos para obras do setor energético – construção de hidrelétricas, termelétricas, gasodutos e desenvolvimento de novas tecnologias (biocombustíveis, por exemplo). E o melhor de tudo: com o menor impacto possível ao meio ambiente.
Nunca antes na histórica essa combinação energia/desenvolvimento/meio ambiente funcionou tão bem. O resultado são as altas taxas de crescimento do País, o ciclo virtuoso de desenvolvimento que todas as regiões brasileira experimentam nos últimos anos e uma proteção ambiental invejada e replicada pelos quatro cantos do planeta. O quarto post da nossa série especial “Nunca Antes…” explica detalhes de como isso foi planejado e executado.
Conheça as páginas especiais do Ministério de Minas e Energia (MME) sobre Energia Elétrica, Planejamento e Desenvolvimento Energético e Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, que trazem mais informações sobre os respectivos assuntos.
A grande mudança no setor energético brasileiro foi resultado de uma revolução conceitual. Não se pensa mais em expansão da produco sem antes ampliar investimentos em qualificação de mão de obra. Não se investe em novas fontes sem antes incentivar o consumo consciente. Temos que produzir mais com menos energia. E a geração dessa energia tem que ser mais limpa. O caminho vem sendo trilhado. Em 2002, as fontes renováveis representavam 41,5% de nossa matriz energética – hoje atingem 45,8%. Isso reduz a emissão de gases do efeito estufa – que agrava o aquecimento global – e coloca o Brasil na vanguarda da defesa ambiental. Para se ter uma ideia, a média de fontes renováveis na matriz energética mundial era de 13% em 2008. Nos países desenvolvidos, apenas 7%. Ou seja: estamos caminhando rumo ao desenvolvimento com muito mais respeito ao meio ambiente do que os mais desenvolvidos jamais tiveram.
Nossa matriz energética é mais verde do que a dos outros por ter forte presença da energia hidráulica. O Brasil é privilegiado pela quantidade de rios que tem e temvem mostrando competência para usar esse recurso natural em benefício de seu povo. Atualmente, as três maiores hidrelétricas em construção no mundo estão no Brasil – Jirau, Santo Antônio e Belo Monte -, o que deve aumentar em 16% a produção de energia no País. Juntas, representam ainda a abertura de quase 50 mil novos empregos diretos e investimentos de mais de R$ 40 bilhões.
Mas o País também tem desenvolvido pesquisas para produzir energia por meio de outras fontes renováveis, como o bagaço da cana e o etanol, o biodiesel e a geração eólica. A produção de etanol, por exemplo, cresceu 138% entre de 2002 e 2010. A geração eólica, que de 2002 a 2004 ficou em 61 GWh por ano, deve se aproximar de 2 mil GWh em 2010. Já a produção de biodiesel, que teve início em 2005, com o montante de 69 mil m³; deve chegar a 2,4 milhões m³ em 2010, já representando cerca de 5% da mistura com diesel de petróleo. Hoje, possuímos 55 usinas de biodiesel instaladas, com capacidade produtiva de 5,2 bilhões de litros/ano, e nos tornamos o terceiro maior produtor no mercado mundial de biodiesel, atrás somente da Alemanha e França. Com isso, o Brasil já deixou de importar mais de 5 bilhões de litros de diesel, o que equivale a um ganho na balança comercial da ordem de US$ 3 bilhões – sem falar na redução de emissões de gases do efeito estufa.
Outra fonte que vem ganhando destaque na matriz energética brasileira é o gás natural, que hoje conta com uma lei específica (ver aqui). Para garantir o seu melhor uso, o governo investiu pesado na infraestrutura necessária para o seu transporte pelo País. A expansão dos gasodutos brasileiros chegou a 62%, totalizando mais de 9 mil quilômetros até o final de 2010. Com isso, será possível substituir as usinas termelétricas a óleo pelas de gás natural, que são mais eficientes e menos poluidoras. Somente no mês passado, o presidente Lula inaugurou, simultaneamente, três usinas desse tipo em Manaus (AM) e já estão em construção as usinas termelétricas de Porto do Pecém (CE), do Atlântico (RJ) e de Candiota III (RS).
Com toda esta energia, o Brasil projeta-se para as próximas décadas como sendo o país que mais se expandiu num dos setores mais dinâmicos da economia mundial. Colocando na ponta do lápis, nossa energia atingiu patamares “nunca antes” vistos. Nos últimos oito anos, o Brasil teve uma expansão da oferta de energia elétrica da ordem de 293 mil megawatts instalados, representados por 12,5 gigawatts (GW) de usinas hidrelétricas, 13,57 GW de usinas termoelétricas, 2,4 GW de pequenas centrais hidrelétricas e 840 MW de usinas eólicas. O sistema de transporte de energia elétrica alcançou a extensão de 98.306 km. Entre 2003 e novembro de 2010, foram construídos no Brasil 22.679 km de linhas de transmissão, com incremento de aproximadamente 30% sobre o sistema já existente. Resultado: saltamos de uma produção anual de 385.826 Gwh, em 2002, para 501.930 Gwh, em 2010.
Como se vê, o Brasil tem energia de sobra para crescer e se desenvolver como precisa e quer.
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Quarta-feira, 8 de dezembro de 2010 às 14:00
Nunca antes: cultura é direito fundamental e chega a mais brasileiros
Se pedirmos para você apontar as grandes marcas do governo Lula, provavelmente o Bolsa Família, a geração recorde de empregos ou o PAC estarão entre as suas principais opções. Mas se olharmos em retrospectiva para os últimos oito anos, seria uma injustiça deixar de fora uma outra área, tão importante quanto às já citadas e que nunca antes na história do Brasil teve tanto prestígio como agora: a cultura.
O tema Cultura tem razões de sobra para ser o terceiro post da série Nunca Antes… que o Blog do Planalto está publicando este mês para resumir as principais ações governamentais levadas a cabo nesses últimos oito anos (clique no selinho para ler os posts anteriores da série). Houve uma grande mudança promovida da gestão cultural no País, capitaneada pelo Ministério da Cultura, tratando o assunto como política pública — discutida com a sociedade civil e implementada pelo governo. O espaço para participação e debate sobre a política cultural que o País quer — e precisa — foi ampliado e reforçado. Com isso, buscou-se a universalização do acesso aos bens e serviços culturais, e estruturou-se uma política de fomento atenta à multiplicidade de expressões e manifestações presentes em todo o território nacional.
Cultura é uma necessidade básica e direito fundamental de cada brasileiro, como atesta o programa Mais Cultura lançado em 2007. É tão importante quando o direito à alimentação, à saúde, à moradia, à educação e ao voto. Por isso, foi incorporada à Agenda Social brasileira, como vetor importante para o desenvolvimento do País, fazendo parte da política estratégica de estado para reduzir a pobreza e a desigualdade social. Uma grande conquista do Ministério da Cultura e dos brasileiros, que nunca antes na história tiveram um programa tão amplo pautado na integração e inclusão de todos os segmentos sociais, na valorização da diversidade e do diálogo com a sociedade. As ações foram articuladas em parceria com outros ministérios, bancos públicos, organismos internacionais, sociedade civil e governos estaduais e municipais, para gerar ainda mais riqueza da imensa riqueza cultural brasileira.
O governo sempre considerou importante desenvolver a cultura por meio de políticas públicas para refletir a imensa riqueza do País e dar mais espaço a setores da sociedade que eram antes marginalizados: comunidades indígenas, movimento hip hop, capoeira, povos ciganos, cultura digital, movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), quilombolas e ribeirinhos, juventude rural e os sem-terra.
Para trazer todos esses ‘novos’ atores para o centro do palco, foi preciso fazer muito investimento, e isso só foi possível porque a área cultural teve, pela primeira vez na história, recursos como manda o figurino: mais de 1% da receita federal de impostos — mais precisamente 1,3%, cerca de R$ 2,3 bilhões. Com tanto dinheiro garantido, foi preciso fazer um inédito mapeamento das carências e potencialidades culturais do País. Quais equipamentos culturais faltam em quais cidades? Quais cidades têm potencial para receber quais equipamentos culturais?
Uma vez feito esse mapeamento, ficou mais fácil e eficiente investir. Os resultados já aparecem: segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de municípios com teatros e salas de espetáculo cresceu de 18,8% do total em 2001 para 21,1% em 2009. As orquestras passaram a estar em presentes em 13,5% das cidades brasileiras, contra apenas 5,6% em 2001. As salas de cinema estava em 9,1% das cidades em 2009, contra 7,5% em 2001.
Há também um grande esforço do goveno para despertar na população o hábito de frequentar museus e bibliotecas. Para tal foi instituída a primeira Política Nacional do Livro, que gerou o Plano Nacional do Livro e Leitura, lançado em 2006 pelos ministérios da Cultura e Educação. Só este ano foram investidos R$ 21 milhões para o envio de dois mil livros, mobiliário e equipamentos eletrônicos (TVs, DVDs e computadores) para todas as 420 prefeituras do País que não tinham uma biblioteca.
No caso dos museus, o problema não é a falta dessas instituições — o Brasil tem a sexta maior rede de museus do mundo, 2.900 unidades — mas a baixa visitação por parte da população. A média em 2003 era de apenas 22 mil visitantes, subindo para 27 mil em 2009, depois de ações empreendidas para tornar os museus brasileiros mais atraentes e representativos da diversidade cultural, étnica e social do País. Além de criar também uma política nacional de museus, o Ministério da Cultura estabeleceu uma política cultural para a área, por meio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), e fez parceria com o Ministério do Turismo para integrar os museus aos roteiros turísticos.
Tudo isso é o que podemos chamar de ‘macro cultura’. Mas a exemplo do que ocorreu na economia brasileira, a cultura também tem se apoiado nas ‘micro’ iniciativas para se fortalecer e ganhar sustentabilidade a médio e longo prazos. Por meio do Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania (Cultura Viva), criado em 2004, uma ampla rede de criação e gestão cultural foi articulada por todo o Brasil, tendo como base os Pontos de Cultura selecionados por meio de editais públicos.
Os Pontos de Cultura são iniciativas que envolvem comunidades em atividades de arte, cultura, educação, cidadania e economia solidária. Essas organizações, depois de selecionadas, recebem R$ 185 mil reais do governo, em cinco parcelas semestrais, para tocar seus projetos. Foi juntar a fome de cultura com a vontade de comer: hoje já são quase quatro mil Pontos de Cultura em 1.222 municípios brasileiros, que segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), já tinha alcançado em abril de 2010 8,4 milhões de pessoas, entre participantes diretos e indiretos das atividades.
Todas essas conquistas estão asseguradas pelos próximos dez anos graças ao Plano Nacional de Cultura sancionado pelo presidente Lula durante entrega da Ordem do Mérito Cultural 2010 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em que reconheceu publicamente o esforço e o bom trabalho do ministro Juca Ferreira e de seu antecessor Gilberto Gil na condução dos trabalhos no Ministério da Cultura. Agora, é deixar o plano germinar boas ideias e práticas pelo Brasil, guiando políticas e investimentos para a área cultural até 2020, como nunca antes…
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Quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 às 12:04
Nunca antes: atenção especial e bons resultados para o meio ambiente
Nosso segundo post da série Nunca antes… é sobre um dos assuntos mais sensíveis e importantes da atualidade: o meio ambiente. São inúmeras as ações de sucesso do governo na área, garantindo meios efetivos para a preservação ambiental no País. Os bons resultados vem ganhando destaque mundialmente, como por exemplo a redução histórica no desmatamento da floresta amazônica – hoje, foi anunciado que o índice caiu para 14% (entre outubro deste ano e outubro de 2009), como nunca antes… Não à toa o Brasil tem sido destaque em fóruns internacionais como a Conferência da ONU para Mudanças Climáticas (COP), por apresentar metas ousadas de redução das emissões de gases do efeito estufa – e melhor, estar cumprindo todas elas – em seu Plano Nacional sobre Mudança no Clima, apresentado na COP 15, em Copenhague. Lá, o Brasil fez bonito e foi considerado um exemplo para demais países – até desenvolvidos.
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No caso da meta de redução de 80% no desmatamento na Amazônia até 2020, por exemplo, ela não só vai ser cumprida como antecipada em pelo menos quatro anos, de acordo com os dados acumulados apresentados pelo governo. E reduzindo o desmatamento, o Brasil reduz também suas emissões de gases do efeito estufa, já que a derrubada da floresta é a principal fonte brasileira dessa emissão.
Historicamente, a forma de se combater o desmatamento na Amazônia – e em outros biomas – sempre foi baseada em duas ações: proibição e punição. Não funcionava. Agora, o governo acrescentou também ingrediente fundamental: a adoção de políticas públicas e incentivos para conquistar a adesão dos principais interessados: moradores locais, prefeitos, madeireiros e empresários. Esses são os principais aliados e interessados na preservação ambiental.
Programas como o Arco Verde Terra Legal, do Ministério do Meio Ambiente, estabeleceram importantes parcerias com governos estaduais e municipais, além de moradores das regiões afetadas, para a prevenção e controle do desmatamento, além atacar um problema antigo na Amazônia, a regularização de terras. Confira aqui mais detalhes do programa Arco Verde Terra Legal.
E entrou em vigor esta semana, após amplo debate e consulta pública na internet, o Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal (MacroZEE), que marca a transição do padrão econômico atual para um modelo de desenvolvimento sustentável na região, algo que sempre se pensou em fazer mas nunca antes…
Os resultados alcançados estão sendo possíveis graças às ações integradas, muito investimento e fortalecimento de órgãos de controle ambiental. Os programas e seus resultados serão apresentados na Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP 16) que começou no último dia 29 de novembro em Cancún, no México.
A exemplo do que ocorreu na edição anterior em Copenhague (Dinamarca), o Brasil está na vanguarda da proteção ambiental e tem muitos bons números para apresentar à comunidade internacional. Além da redução histórica no desmatamento na Amazônia e as políticas públicas, o Brasil tem a apresentar o Fundo Clima regulamentado e R$ 226 milhões de orçamento inicial para 2011; os primeiros cinco planos setoriais da Política do Clima para redução das emissões e adaptações elaborados, incluindo as políticas de incentivo à agricultura de baixo carbono e o fortalecimento de uma matriz energética limpa e renovável; a redução sistemática do desmatamento da Amazônia; a entrega da Segunda Comunicação Nacional do País à Convenção do Clima (ver aqui, aqui, aqui e aqui), que inclui o Segundo Inventário de Emissões do Brasil e oferece um quadro detalhado das emissões brasileiras para ajudar a tornar o monitoramento mais eficiente.
Resumindo: nunca antes da história deste País se fez tanto pelo meio ambiente – e com resultados!
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Quarta-feira, 1 de dezembro de 2010 às 9:30
Nunca antes a educação foi tão inclusiva e acessível
De hoje até o dia 31 de dezembro publicaremos aqui no Blog do Planalto a série “Nunca antes…” com as principais realizações do governo do presidente Lula nas mais diversas áreas — educação, habitação, inclusão social, economia, cultura. Se você quiser nos enviar alguma sugestão de programa ou área de atuação do governo que deva ter o merecido destaque aqui, use nosso canal no twitter (@blogplanalto) ou por email (blogdoplanalto@planalto.gov.br) para fazer a indicação.
O nosso primeiro texto da série será sobre uma das áreas que mais ganharam atenção do governo nos últimos oitos anos: a educação. Nunca antes na história deste País, como bem diria o presidente, o jovem brasileiro teve tanto acesso ao ensino superior. Uma rede de programas foi instituída para garantir que todo jovem brasileiro — principalmente os de baixa renda — tenha a oportunidade de cursar uma universidade ou uma escola técnica. Há bolsas de estudos, financiamentos e mais vagas e cursos universitários/técnicos nas capitais e interior do País.
Confira nossos infográficos especiais sobre escolas técnicas (http://blog.planalto.gov.br/escolas-tecnicas-no-brasil-1909-2009/) e expansão universitária (http://blog.planalto.gov.br/expansao-universitaria-no-brasil/).
Só o Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede bolsas de estudo para estudantes de baixa renda de todo o País, fez ingressar nas universidades brasileiras cerca de 750 mil jovens — metade deles afrodescendentes. Entre 2003 e 2009, as matrículas em universidades de todo o País aumentaram de 3,94 milhões para 5,95 milhões.
O Programa de Financiamento Estudantil (Fies) também ficou mais inclusivo e acessível. Lei sancionada pelo presidente Lula no dia 20 de outubro passado dispensou a figura do fiador, um dos maiores entraves para os estudantes aderirem ao programa. Na prática, como explica o ministro da Educação, Fernando Haddad, significa que mais estudantes terão acesso a um financiamento menos burocrático e com maior facilidade para reembolso.
Para se ter uma ideia da dimensão do programa, somente em 2010 mais de 60 mil brasileiros estão estudando com a ajuda do Fies. Sem os cerca de R$ 2 bilhões que o governo disponibiliza para o financiamento, o acesso à universidade não seria uma realidade para esses jovens de todo o País. As irmãs Caroline e Débora Mendes, moradoras de Anápolis (GO) e beneficiárias do programa, ilustram bem essa realidade. Em conversa com o Blog do Planalto, as jovens explicaram que somente depois de aderirem ao financiamento estudantil foi possível realizar o sonho de cursar Medicina. As duas são de família de classe média sem condições de arcar com os custos de R$ 2 mil por mês para cada uma.
“O meu sonho aos poucos está se concretizando”, diz Débora. “E na minha turma há muitos colegas que também só estão conseguindo estudar graças ao Fies. Há ainda vários outros beneficiários do ProUni, que em pouco tempo estarão nos hospitais contribuindo para a melhoria do sistema de saúde público”, afirma. Caroline se forma em dezembro de 2010 e já está se preparando para a residência da área de pediatria. Já a irmã caçula, Débora, cursa o 5º período de Medicina e pretende se especializar em neurocirurgia.
Com as novas regras do Fies, elas terão terão um ano e meio de carência após o término do curso para iniciar o pagamento e um prazo de até 19 anos — três vezes o período do financiamento mais um ano — para quitar o empréstimo. A taxa de juros é inferior à inflação e, se optarem por trabalhar na rede pública, no programa Saúde da Família por exemplo, Débora e Caroline podem ganhar abatimento no saldo devedor, dependendo do total de anos dedicados à saúde pública.
Em seus discursos, o presidente Lula faz questão de dizer que uma de suas grandes alegrias é saber que jovens pobres estão se tornando “doutores” médicos, advogados, engenheiros, professores, e poderão sair por aí replicando conhecimento e ajudando o Brasil a se desenvolver. “Nós queremos dizer em alto e bom som que nós estamos caminhando para, neste país, não ter um único ser vivo que diga: ‘Eu não estudei porque não tinha dinheiro’, disse ele.
A ampliação do acesso às universidades públicas federais também foi uma conquista dos brasileiros. Por meio do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), o número de vagas mais que dobrou, passando de 109,2 mil em 2003 para 222,4 em 2010. Até 2012, a expectativa é de que as vagas anuais ultrapassem a marca de 240 mil.
A inauguração recorde de 14 universidades no País nos últimos oito anos ganha ainda mais relevância quando se nota que 10 delas são voltadas para o interior do País. Some-se a isso à criação de 126 novos campi universitários, e constatamos que o ensino superior não é mais exclusividade das grandes capitais. Hoje, as universidades federais estão presentes em 230 municípios nas 27 unidades federativas.
Os jovens brasileiros têm ainda, como alternativa, fazer cursos profissionalizantes, que também passa por um momento único. A expansão da rede de educação profissional, científica e tecnológica (as chamadas escolas técnicas) no País é de motivo de orgulho para o presidente Lula, que não cansa de lembrar que criou, em menos de oito anos, praticamente uma vez e meia o número de unidades inauguradas em quase um século — de 1909 a 2002, foram criadas 140 escolas técnicas, enquanto que de 2003 até hoje foram 240. Assim, o número de estudantes passou de 140 mil em 2003 para 348 mil este ano.
ARTIGOS COLHIDOS NO SÍTIO http://blog.planalto.gov.br/categoria/destaques/nunca-antes/