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Dilma assume Presidência com equipe que garantirá avanços

Dilma Rousseff assume a Presidência do Brasil no dia 1º de janeiro com uma equipe de governo escolhida para garantir a continuidade dos avanços conquistados no governo Lula e com a disposição de aprofundar as mudanças.

O ministério escolhido contempla o amplo acordo político que se formou para eleger Dilma Rousseff. O Partido dos Trabalhadores ficou com 17 ministérios. O PMDB, com seis, PSB, com dois ministérios. Aos demais partidos (PR, PDT, PCdoB e PP) coube um ministério cada, enquanto oito ministros não tem filiação partidária.

Um dos destaques na formação do ministério é a presença feminina. São nove mulheres entre os 37 ministros. Pela primeira vez há um número tão grande de mulheres indicadas não pelo fato de serem mulheres mas por serem administradoras e dirigentes políticas reconhecidamente competentes e capazes em suas áreas.

Farão parte da equipe ministerial de Dilma dois deputados petistas da atual legislatura e que não foram candidatos a nenhum cargo nas últimas eleições: Antonio Palocci (PT-SP), Casa Civil; e José Eduardo Cardozo (PT-SP), Justiça. Também serão ministros quatro deputados eleitos ou reeleitos em 3 de outubro: Afonso Florence (PT-BA), Desenvolvimento Agrário; Iriny Lopes (PT-ES), Secretaria de Políticas para as Mulheres; Luiz Sérgio (PT-RJ), Relações Institucionais; e Maria do Rosário (PT-RS), Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República.

Confira a seguir um breve perfil da equipe ministerial do governo Dilma:

Advocacia Geral da União – Luís Inácio Lucena Adams

Luís Inácio Lucena Adams nasceu em Porto Alegre (RS), no dia 02 de março de 1965.

Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Sul, especializou-se em Direito, pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Foi Procurador-Geral da Fazenda Nacional de 2006 até ser nomeado Advogado-Geral da União em 23 de outubro de 2009. Em 2004, foi Secretário Executivo Adjunto do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Em 2003, Consultor Jurídico do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Foi responsável pela instalação da Procuradoria-Regional Federal da 4ª Região, vinculada à Procuradoria-Geral Federal da AGU, em 2002. Em 2001, foi nomeado Secretário-Geral de Contencioso do Gabinete do Advogado-Geral da União.

Presidente do Banco Central – Alexandre Tombini

O gaúcho Alexandre Tombini é diretor de normas do Banco Central desde abril de 2006. Formado em economia pela Universidade de Brasília, fez doutorado na Universidade de Illinois, Urbana Champaign, nos Estados Unidos.

Antes, foi diretor de Assuntos Internacionais do BC, entre abril e junho de 2006, e diretor de Estudos Especiais, entre junho de 2005 e abril de 2006.

Como integrante do Conselho de Política Monetária (Copom), tem sido responsável pela elaboração e apresentação dos cenários econômicos, projeções da inflação e simulações da economia. Tombini é especialista em três áreas de atuação: metas de inflação, microeconomia do setor bancário e regulação do setor financeiro com ênfase em risco de mercado.

Serviu no escritório da representação brasileira no Fundo Monetário Internacional (FMI), de julho de 2001 até maio de 2005. Nesse período, ajudou a formular a posição brasileira em inúmeros assuntos, como modalidades de financiamento; monitoramento bilateral e multilateral, condicionalidades de programas.

Atualmente, o cargo de presidente do Banco Central tem status de ministro.

Casa Civil – Antonio Palocci

O médico sanitarista Antonio Palocci, que assumirá a Casa Civil do governo Dilma, foi ministro da Fazenda de janeiro de 2003 a março de 2006. Com mais de 20 anos de vida pública, participou da fundação do PT em 1980 e obteve seu primeiro mandato como vereador em Ribeirão Preto (SP), em 1988.

Palocci foi eleito deputado estadual em São Paulo, em 1990, e prefeito de Ribeirão Preto em 1993. Na prefeitura, recebeu o Prêmio Criança e Paz, em 1995, oferecido pelas Nações Unidas (Unicef). Em 1996, recebeu o Prêmio Juscelino Kubitscheck, do Sebrae-SP, como prefeito do município paulista que mais apoiou as micro e pequenas empresas.

Após presidir o PT no estado de São Paulo de 1997 a 1998, foi eleito deputado federal em 1998 e atuou como 2º vice-presidente da Comissão de Reforma Tributária; titular da Comissão de Seguridade Social e Família e como suplente das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização da Câmara dos Deputados.

Em outubro de 2000, foi novamente eleito prefeito de Ribeirão Preto. Palocci coordenou o Programa de Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha de 2002. Em seguida, coordenou a equipe de transição e foi nomeado ministro da Fazenda.

Controladoria Geral da União – Jorge Hage

Jorge Hage Sobrinho nasceu na Bahia em 1938. Bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1960. É mestre em Administração Pública pela University of Southern California – Los Angeles (1963) e em Direito Público pela Universidade de Brasília – UnB (1998). Jorge Hage foi prefeito de Salvador, deputado estadual, pelo estado da Bahia, e deputado federal, havendo participado da Assembléia Nacional Constituinte. Em âmbito internacional, atuou como consultor internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA), em missões na Argentina e Venezuela, além de ter sido consultor também na Bolívia e Colômbia.

Hage ingressou por concurso público na magistratura do Distrito Federal, em 1991, exercendo-a em Brasília até o ano de 2001, ocasião em que assumiu as funções de coordenador da Assessoria da Presidência do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), até 2003. Neste mesmo ano, assumiu a função de secretário-executivo da Controladoria-Geral da União. É ministro de Estado Chefe da Controladoria-Geral da União desde junho de 2006.

Ministério da Agricultura – Wagner Gonçalves Rossi

Wagner Gonçalves Rossi é ministro da agricultura desde março de 2010. Antes, desde 2007, presidia a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O paulistano mudou-se para Ribeirão Preto (SP) na década de 70, quando iniciou sua trajetória como empresário e produtor rural. Ocupou vários cargos no governo paulista: foi secretário de Transportes, de Infraestrutura Viária, de Educação, de Esportes e de Turismo, além de presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Wagner Rossi é graduado pela faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), graduado em Administração de Empresas pela Universidade de Ribeirão Preto e pós-graduado em Economia Política (USP). É mestre em Educação pela Universidade Estadual de Campinas, Ph.D em Administração e Economia da Educação pela Bowling Geen State University of Ohio (EUA). Fez também o curso de educação popular com o professor Paulo Freire, na University of Michigan (EUA).

Integração Nacional – Fernando Bezerra Coelho

Secretário estadual de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e presidente do porto de Suape, Fernando Bezerra Coelho (PSB) foi prefeito de Petrolina, sua cidade natal, por três mandatos – eleito em 1992, 2000 e 2004. Na iniciativa privada, foi superintendente do Curtume Moderno (Petrolina). Foi deputado estadual por um mandato (1982) e federal por dois (1986 e 1991). Coelho foi secretário da Casa Civil do Governo do Estado (85/86).

Ministério da Ciência e Tecnologia – Aloizio Mercadante

O economista Aloizio Mercadante Oliva participou da elaboração dos programas de governo do PT e foi coordenador nas eleições presidenciais de 1989 e 2002. Foi candidato à vice-presidente da República na chapa de Lula, que concorreu à presidência na campanha de 1994.

Professor licenciado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e na Universidade de Campinas (Unicamp), Mercadante foi vice-presidente nacional e secretário de relações internacionais, além de integrante do Diretório Nacional e da Executiva Nacional. Em 1990, em seu primeiro mandato, foi eleito como o mais votado deputado federal do PT. Na Câmara, destacou-se em duas importantes Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs): do PC Farias e do Orçamento. Em 1996, foi candidato a vice-prefeito de São Paulo.

Em 1999, voltou à Câmara dos Deputados como o terceiro deputado mais votado do país – 241 mil 559 votos. Ao concorrer a uma vaga no Senado, em 2002, Mercadante obteve a maior votação da história do País – 10 milhões 497 mil e 348 votos. No Senado, exerceu a Liderança do Governo, até junho de 2006, quando foi candidato do PT ao governo de São Paulo.

Neste mesmo ano, lançou o livro: “Brasil – Primeiro Tempo”, uma análise comparativa do governo Lula.

Ministério das Cidades – Mário Negromonte

Reeleito com a sexta maior votação da Bahia, Mário Negromonte é deputado Federal desde 1995, quando se elegeu pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Durante o mandato iniciado em 2003, ele foi para o Partido Progressista Brasileiro (PPB), que mais tarde passou a se chamar Partido Progressista (PP). Na segunda gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Negromonte foi líder do PP na Câmara. Antes, foi vice-líder do PSDB (1997-2001), e vice-líder do PP (2005-2006).

Foi deputado estadual na Bahia, pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), de 1991 a 1995, exceto pelo período de 1993 a 1994, quando esteve licenciado para ser secretário de Transportes de Salvador (BA), durante a administração de Lídice da Mata. Advogado, é também empresário da construção civil em Paulo Afonso (BA). Negromonte, 60 anos, nasceu em Recife (PE).

Ministério da Defesa – Nelson Jobim

Ministro da Defesa desde julho de 2007, Nelson Azevedo Jobim foi deputado federal pelo Rio Grande do Sul por duas legislaturas(1987-1995). Foi relator da comissão especial para a denúncia contra o presidente Fernando Collor (1992) e relator da revisão Constitucional (1993-1994).

Nascido em 1946, em Santa Maria (RS), estudou na faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Durante seu período como advogado, de 1969 até 1994, militou na Ordem dos Advogados do Brasil, sendo presidente da subseção em Santa Maria (1977-1978) e vice-presidente da seção do Rio Grande do Sul (1985 – 1986). Também foi membro do Instituto dos Advogados Brasileiros, sediado no Rio de Janeiro.

Ministro da Justiça no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 1997, Jobim saiu ao ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal, na vaga de Francisco Rezek. Em 2003, foi eleito vice-presidente do STF e, em 2004, passou a ser presidente do STF. Em março de 2006, Jobim deixou o tribunal.

Ministério do Desenvolvimento Agrário – Afonso Bandeira Florence

Afonso Bandeira Florence nasceu em 15 de outubro de 1960, em Salvador, Bahia.

Filho de professores da rede pública estadual, estudou história na UFBA, onde iniciou militância pelas causas sociais. Esteve à frente do Centro Acadêmico e presidiu o Diretório Central de Estudantes.

Foi sindicalista e assessor da bancada do PT na Assembléia Legislativa. Mestre em História Social, desenvolveu pesquisas sobre a presença do negro na Bahia, privilegiando instrumentos teóricos da etno-história e história oral. Como Secretário de Desenvolvimento Urbano do governo da Bahia, teve entre suas prioridades as áreas de habitação e saneamento. Coordenou programas para populações de baixa renda como o “Casa da Gente” e o “Água Para Todos”. Filiado ao PT, Afonso Florence é deputado federal recém-eleito pela Bahia.

Ministério das Comunicações – Paulo Bernardo Silva

Paulo Bernardo Silva assumiu como ministro do Planejamento em março 2005. Ele começou sua militância política no movimento estudantil ainda durante a ditadura. Foi expulso por decreto quando cursava o último ano de geologia na Universidade de Brasília (UnB).

Aprovado em concurso para o Banco do Brasil, ele foi morar em São Paulo e, em seguida, transferido para o Paraná, onde se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi eleito delegado sindical e diretor da Federação dos Bancários do Estado.

Paulo Bernardo foi eleito deputado federal pelo PT do Paraná em 1991. Foi reeleito e, no segundo mandato, foi vice-líder do PT e presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Em 1999, assumiu o cargo de Secretário de Fazenda do Estado do Mato Grosso do Sul, onde permaneceu até o fim de 2000. Foi ainda secretário de Fazenda do município de Londrina, de janeiro de 2001 a março de 2002.

Em 2002, foi eleito para o seu terceiro mandato, quando foi, novamente, vice-líder do PT e presidente da Comissão Mista de Planos Orçamentos Públicos e Fiscalização. Licenciou-se para assumir o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Ministério da Cultura – Anna Maria Buarque de Hollanda

Anna Maria Buarque de Hollanda nasceu em 12 de agosto de 1948 em São Paulo. É filha de Maria Amélia e do historiador e sociólogo Sérgio Buarque. Tem seis irmãos, quatro cantores – além dela, Chico Buarque, Miúcha e Cristina. Sua casa era freqüentada por figuras intelectuais e artistas – pessoas como Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira e Oscar Niemeyer.

Anna de Hollanda sempre trabalhou na área artística. Atuou como vocalista em grupos e em gravações de Toquinho, Vinicius de Moraes, Tom Jobim, entre outros. Além de cantora e compositora, trabalhou como atriz em musicais, em artes plásticas, com produção e gerenciando projetos.

Como gestora pública, foi Secretária de Cultura em Osasco, SP. Em 2003 mudou-se para o Rio de janeiro, para assumir o cargo de diretora do Centro de Música da Fundação nacional de Artes (Funarte), onde permaneceu até 2006. Além de coordenar o processo de criação da Câmara Setorial de Músical, foi figura chave na retomada do Projeto Pixinguinha, e em várias ações importantes para a música de concerto, orquestras, bandas e edições da área. Logo depois foi vice-presidente do MIS (Museu da Imagem e do Som), da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – Fernando Pimentel

Economista Fernando Pimentel foi prefeito Belo Horizonte entre 2005 a 2008. Por sua atuação, foi apontado pelo site inglês Worldmayor como o oitavo melhor prefeito do mundo – era o único da América do Sul na lista dos dez melhores. Participou dos movimentos estudantis de 1968 e se engajou na resistência à ditadura militar. Perseguido, foi preso em 1970 e libertado em 1973.

Pimentel foi professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), vice- presidente da Associação de Professores Universitários de Belo Horizonte, presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (1991-1992) e diretor do Sindicato dos Economistas mineiro.

Antes de se eleger prefeito, foi secretário de Governo, da Fazenda, e, em 2001, tomou posse como vice-prefeito. Substituiu o titular, Célio de Castro, licenciado por motivo de saúde, e, em, 2003, assumiu definitivamente o cargo.

Ele deixou a prefeitura com índices de aprovação superiores a 90%. Entre as obras de seu mandato, marcado pelas prioridades definidas por meio de Orçamento Participativo, destaca-se o Vila Viva, o maior programa de urbanização de vilas e favelas do país.

Ministério da Educação – Fernando Haddad

Ministro da Educação desde julho de 2005, o advogado, mestre em economia política e doutor em filosofia, Fernando Haddad, ocupava antes a secretaria executiva do Ministério. Professor de ciência política na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade em São Paulo (USP), ele foi consultor da Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe), e analista de Investimento do Unibanco.

Durante a gestão da então prefeita Marta Suplicy, Haddad chefiou o gabinete da Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura do Município de São Paulo e foi assessor especial do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Nascido em São Paulo, Haddad também é bacharel em Direito pela USP, com especialização em Direito Civil.

Ministério do Esporte – Orlando Silva Jr.

Ministro do Esporte desde 31 de março de 2006, o militante político, advogado e cientista social, Orlando Silva Jr., exerceu antes os cargos de secretário nacional de Esporte, secretário nacional de Esporte Educacional e secretário-executivo do Ministério do Esporte. A vida pública do ministro é marcada pela participação em entidades e organizações de desfesa dos direitos da juventude: de 1995 a 1997, foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE); de 1998 a 2001, presidente da União da Juventude Socialista (UJS); e de 1999 a 2001, representante da Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD), entidade que reúne organizações juvenis de todos os continentes; Atualmente é membro do Conselho Nacional de Juventude (CNJ).

Orlando Silva Jr. Nasceu no dia 27 de maio de 1971, em Salvador (BA), cidade onde estudou direito na Universidade Católica de Salvador (UCSAL). Mais tarde, cursou Ciências Socais na Universidade de São Paulo (USP). O ministro também é membro do Conselho Nacinal de Promoção da Igualdade Racial, do Conselho Ibero-Americano do Esporte (CID), membro do Conselho Sul-Americano do Esporte (Consude), presidente do Conselho Americano do Esporte (Cade), integrou a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti) e foi presidente da Conferência de Ministros de Estado dos Países de Língua Portuguesa.

Ministério do Desenvolvimento Social – Tereza Campelo

Tereza Campello, subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil durante o governo Lula, esteve na coordenação de projetos prioritários, como o Programa Nacional do Biodiesel. No início do Governo Lula fez parte da coordenação do grupo de trabalho que concebeu o Bolsa Família. Depois esteve à frente de projetos prioritários na área de desenvolvimento como os de biodiesel e etanol, o programa de produção sustentável de óleo de palma e a Agenda Clima.

A economista coordenou também o Mutirão Arco Verde, que levou serviços públicos, regularização fundiária e fomentou o desenvolvimento sustentável na Amazônia.

Paulista de Descalvado e formada na Universidade Federal de Uberlândia, ela é fundadora do Partido dos Trabalhadores (PT). Tereza foi professora do Curso de Economia na Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos) na cadeira de Economia do Setor Público.

Trabalha em governos petistas desde a primeira das quatro prefeituras de Porto Alegre, em 1989. De 89 a 93 foi assessora Econômica do Prefeito de Porto Alegre e coordenadora do Gabinete de Planejamento e Orçamento Participativo. Tereza esteve com Olívio Dutra (na prefeitura e no governo) e com os ex-prefeitos Raul Pont e Tarso Genro.

Ministério da Fazenda – Guido Mantega

O economista Guido Mantega assumiu o Ministério da Fazenda em 2006. Antes, no governo do presidente Lula, foi ministro do Planejamento e presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Mantega se classifica como um social-desenvolvimentista, foco que tem sido mantidotanto na carreira acadêmica como na vida pública. Sua gestão na Fazenda tem sido marcada pelas iniciativas em favor do acesso popular ao consumo e do aumento da atividade econômica.

Essa estratégia, reforçada durante a crise financeira de 2008 com a redução de impostos, mostrou-se acertada para manter o consumo e o emprego em alta. É uma das políticas brasileiras apontadas como responsável pelo sucesso do Brasil em superar a crise internacional antes do previsto.

Como consequência, Mantega passou a ser um dos principais negociadores no âmbito do G-20, grupo que se transformou – em grande parte devido à iniciativa do governo brasileiro – de uma reunião de ministros das finanças em um fórum de líderes mundiais e no principal instrumento de governança mundial.

Mantega formulou o conceito e o diagnóstico da atual Guerra Cambial – termo cunhadopor ele para descrever a oscilação brusca das moedas norte-americana e chinesa em 2010. A expressão ganhou o mundo e hoje é usada pelas lideranças do próprio Fundo Monetário Internacional (FMI), que no início a rejeitaram.

No seu período no Planejamento, foi responsável pelo Projeto de Lei das Parcerias Público-Privadas (PPS), que permite investimentos associados entre empresas e governos. Mantega foi assessor econômico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por mais de 10 anos: foi integrante da Coordenação do Programa Econômico do PT nas eleições presidenciais de 1989, 1998 e 2002. Foi ainda assessor do economista Paul Singer na Secretaria Municipal de Planejamento de São Paulo durante a administração da prefeita Luiza Erundina (1989-1992).

Gabinete de Segurança Institucional – José Elito Carvalho Siqueira

O General do Exército José Elito Carvalho Siqueira nasceu em 26/11/1946, em Aracaju-SE. Foi instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras, da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Foi Oficial do Gabinete do Ministro do Exército; Comandante do 28º Batalhão de Caçadores – Aracaju-SE; Comandante Geral da Polícia Militar de Alagoas; Adido do Exército e da Aeronáutica (ADIExAer) na África do Sul; Oficial do Gabinete da Casa Militar da Presidência da República; Comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva – Tefé-AM; Comandante da Aviação do Exército; Diretor de Avaliação e Promoções e Comandante da 6ª Região Militar (Salvador-BA). Após deixar o Comando Militar do Sul, o General Elito assumiu, em dezembro de 2008, o cargo de secretário de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia (Selom), do Ministério da Defesa.

Em maio de 2009 assumiu a chefia do Estado-Maior de Defesa, atual Chefia de Preparo e Emprego. Sua experiência inclui os cargos de comandante da força de estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) e comandante militar da Região Sul do país.

Ministério da Justiça- José Eduardo Cardozo

José Eduardo Cardozo, é advogado e já cumpriu dois mandatos como deputado federal por São Paulo. Foi escolhido como um dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Professor de Direito Administrativo da PUC/SP, tem atuado de forma ativa na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) e na Comissão de Relações Exteriores, na Câmara dos Deputados.

Cardozo iniciou militância política no Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da PUC, quando estudante de direito da instituição. Aos 28 anos, tornou-se secretário de Governo do município de São Paulo (1989 a 1992), na primeira gestão do PT na capital, da então prefeita Luiza Erundina.

Foi depois chefe de gabinete da antiga Secretaria da Administração Federal da Presidência da República (1993). Cardozo é paulistano. Mestre em Direito e procurador do município de São Paulo. Foi vereador de São Paulo por três mandatos e presidiu a Câmara Municipal durante dois anos, onde teve atuação destacada nas apurações da CPI da Máfia dos Fiscais.

Ministério do Meio Ambiente – Izabella Teixeira

A ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, está no cargo desde abril de 2010, quando o então ministro Carlos Minc saiu para concorrer à Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

Nascida em Brasília, a bióloga é mestre em Planejamento Energético e doutora em Planejamento Ambiental pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Especialista em avaliação ambiental estratégica, ela é funcionária de carreira do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ela foi subsecretária do Ambiente do Rio de Janeiro, de 2007 a 2008, e secretária executiva do Ministério do Meio Ambiente (MMA) na gestão de um ano e dez meses do ministro Minc. Izabella lecionou em programas de pós-graduação e de cursos ambientais em diferentes universidades, como a UFRJ e a Escola Politécnica.

Ministério de Minas e Energia – Edison Lobão

Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, é advogado e jornalista e político. Senador da República (licenciado), nasceu em Mirador, estado do Maranhão, a 5 de dezembro de 1936. Foi Deputado Federal pelo Maranhão para o período 1979-83, sendo em seguida reeleito para o período 1983-87. Antes de se eleger, integrou o conselho de administração da antiga estatal Telebrasília, (Telecomunicações de Brasília S/A).

Em 1986, elegeu-se senador. Interrompeu o mandato de oito anos de senador pelo Maranhão, ao ser eleito, em 1990, governador do Estado.

Lobão foi reeleito senador, com a maior votação entre os concorrentes, para o período de 1995 a 2003. Foi vice-presidente dessa Casa e assumiu a presidência do Senado até 20 de setembro de 2001. Nas eleições de outubro de 2002, Edison Lobão foi reeleito para o terceiro mandato de senador. Em fevereiro de 2003, por unanimidade, foi eleito presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania Entre 2008 e 2010, foi ministro de Minas e Energia. Deixou o cargo para se recandidatar ao Senado e foi reeleito.

Ministério da Pesca e Aquicultura – Ideli Salvatti

Formada em física pela Universidade Federal do Paraná, Ideli Salvatti foi a primeira mulher eleita senadora por Santa Catarina em 2002. Ela passou a ser líder da bancada petista no Senado a partir de 2006 e, em 2009, líder do governo no Congresso.

Dos 21 projetos de lei e três emendas à Constituição apresentados, entre 2003 e 2008, Ideli teve seu primeiro projeto transformado em Lei em 2005: a chamada Lei do Parto, que garante às gestantes o direito a escolher um acompanhante para a hora do parto.

Presidente da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas desde 2009, ela é titular nas comissões de Constituição e Justiça e de Infra-Estrutura, e é suplente em mais três: Educação, Assuntos Sociais, e Assuntos Econômicos.

Antes do Senado, cumpriu dois mandatos na Câmara dos Deputados (de 1994-1998 e 1999-2002).

Foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação – SINTE/SC por dois mandatos, em 1989 e em 1992, quando já vivia em Florianópolis. Foi uma das fundadoras da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SC), sendo tesoureira na gestão 1988-1991.

Ministério do Planejamento – Miriam Belchior

Subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República desde junho de 2004, responsável por articular a ação de governo e monitorar os projetos estratégicos.

Em 2007, ocupou a secretaria executiva do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A partir de abril de 2010, com a saída da ministra Dilma Rousseff do governo, tornou-se Coordenadora Geral do PAC.

De janeiro de 2003 a junho de 2004, foi Assessora Especial do Presidente Lula. Integrou ainda a Equipe de Transição do Governo Lula em 2002.

Antes, de 2001 a 2002, foi Secretária de Inclusão Social e Habitação da Prefeitura de Santo André. Coordenou o Programa Santo André Mais Igual, selecionado como uma das 10 melhores práticas públicas do mundo pela ONU, em 2002.

É mestre em Administração Pública e Governo pela Fundação Getúlio Vargas-SP. Miriam Belchior também foi docente da Fundação de Pesquisa e Desenvolvimento de Administração, Contabilidade e Economia (FUNDACE), ligada à FEA/USP Ribeirão Preto, entre 2001 e 2008, e da Universidade São Marcos de 1999 a 2002.

Ministério da Previdência – Garibaldi Alves

Reeleito senador, Garibaldi Alves Filho nasceu em uma das famílias mais influentes na política do Rio Grande do Norte. Seu pai, Garibaldi Alves (PMDB), aos 87 anos, suplente de senador, vai assumir em 2 011 o mandato da senadora Rosalba Ciarlini (DEM), que foi eleita governadora do estado.

Em 1966, assumiu a chefia da Casa Civil da prefeitura Natal, na época governada pelo tio, Agnelo Alves. Em 1970, foi eleito deputado estadual, reelegendo-se por três vezes consecutivas. Foi filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e, com o fim do bipartidarismo em 1979, entrou no PMDB.

Após ser eleito prefeito de Natal em 1985, Garibaldi elegeu-se senador em 1990. Cumpriu o mandato até 1994, pois venceu em primeiro turno as eleições para governador do Rio Grande do Norte, sendo reeleito em 1998.

Voltou ao senado nas eleições de 2002 para poder disputar novamente o cargo de senador.

Ministério das Relações Exteriores – Antônio Patriota

Antonio de Aguiar Patriota sucedeu Samuel Pinheiro Guimarães Neto na Secretaria- Geral do Ministério das Relações Exteriores, em 2009. Formado e posteriormente diplomata formado pelo Institut o Rio Branco teve entre suas posições de destaque o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos de 2007 a 2009; subsecretário-geral de Assuntos Políticos do Ministério das Relações Exteriores e tendo sido também chefe de gabinete e secretário de Planejamento Diplomático do chanceler Celso Amorim.

Primeiro colocado em sua turma do Rio Branco, tem ligação estreita com Celso Amorim desde pelo menos os anos 1990. Foi chefe do setor político na Missão do Brasil junto à ONU, na época em que o chanceler era o titular. Nascido em Touros, Rio Grande do Norte. Patriota mudou-se aos 14 anos para Natal. Dois anos depois, foi para o Rio de Janeiro, onde se formou em jornalismo. Além do mestrado em economia nos Estados Unidos estudou filosofia na Universidade de Genebra.

Ministério da Saúde – Alexandre Padilha

O médico infectologista Alexandre Padilha é ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República desde setembro de 2009. Pós-graduado pela Universidade de São Paulo, Padilha atua na Secretaria desde janeiro de 2007, como Subchefe de Assuntos Federativos.

Ele tem participado da gestão de programas como o de Aceleração do Crescimento (PAC) e os Territórios da Cidadania; e coordenou os comitês binacionais de cooperação Brasil-França e Brasil-Itália.

Como médico, foi supervisor do Núcleo de Extensão em Medicina Tropical do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, entre 2000 e 2004; também coordenou o Fundo de Pesquisa em Doenças Tropicais (TDR) da Organização Mundial de Saúde; e cuidou do protocolo de cooperação Brasil e Suriname para o controle de Malária na fronteira.

Ministério dos Transportes – Alfredo Nascimento

O senador Alfredo Nascimento (PR-AM), voltará ao Ministério dos Transportes, a mesma pasta que comandou por dois períodos durante os mandatos do presidente Lula: de março de 2004 a março de 2006, e de março de 2007 a março deste ano.

Formado em Letras e Matemática pela Universidade Federal do Amazonas, Nascimento fez especialização em Administração de Pessoal, de Materiais e Auditoria em Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas.

Em seu estado, foi Superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e secretário estadual de Fazenda e de Administração (1987-1990). Chegou a assumir a prefeitura de Manaus em 1988, como interventor nomeado pelo governador Amazonino Mendes, durante seis meses.

Em 1994, foi eleito vice-governador na chapa encabeçada por Amazonino. No meio do mandato, em 1996, foi eleito prefeito de Manaus – cargo para o qual foi reeleito em 2000.

Quando havia pouco mais de dez meses para encerrar seu segundo mandato na Prefeitura, em foi convidado a assumir o Ministério dos Transportes.

Ministério do Trabalho e Emprego – Carlos Lupi

Carlos Roberto Lupi assumiu a presidência do Partido Democrático Trabalhista (PDT) após a morte do líder e fundador da legenda, Leonel Brizola, em 2004. Ele se licenciou da presidência do partido após se torna r ministro do Trabalho, em 2007.

Formado em Administração, Economia e Contabilidade, Lupi é casado com a jornalista Angela Rocha e pai de três filhos. Seu primeiro cargo na administração pública, em 1983, foi na coordenação das Regiões Administrativas da Cidade do Rio de Janeiro.

Lupi foi eleito deputado federal em 1990, sendo considerado deputado nota 10 peloDepartamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). Em 1992, deixou o Congresso para assumir a Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro.

Em 1999, foi secretário de Governo do Estado do Rio. Durante sua gestão no Ministério, o Brasil passou a viver a maior geração de empregos com carteira assinada da história. Promovendo o constante diálogo entre trabalhadores e empregadores, o MTE sob sua gestão regulamentou o trabalho aos domingos, o funcionamento das centrais sindicais e ampliou os cursos gratuitos no Sistema S.

Ministério do Turismo – Pedro Novais Lima

Deputado federal por cinco legislaturas, Pedro Novais Lima, do Maranhão, assumiu também o cargo um período como suplente entre setembro de 1983 a janeiro de 1984. Foi filiado ao PDC, 1989-1993; PMDB, 1980-1989; PMDB, 1994-; PPR, 1993-1994; Arena, 1977-1979.

Auditor fiscal do Tesouro Nacional, Lima foi secretário da Fazenda do Maranhão entre 1975 e 1978, e entre 1988 e 1990. Formado em Direito pela Federal do Espírito Santo (UFES), fez especialização em Direito Financeiro, pelo Conselho Britânico; e em Planejamento Tributário em Washington, EUA.

O deputado foi vice-Líder do PDC, 1993; vice-líder do PMDB e do PTN, entre 1995-2001; vice-líder do Bloco PMDB-PRONA, entre 1996-1999; vice-líder do PMDB, 1999-2003 e 2005; vice-líder do Bloco PMDB, PTB, PSC, PTC, em 2007; e vice-líder do PMDB, PTB, PSC, PTC, em 2009.

Assuntos Estratégicos da Presidência da República – Moreira Franco

Nascido em Teresina, Piauí, o sociólogo Moreira Franco fez carreira política e acadêmica no Rio de Janeiro, onde foi eleito governador em 1987. Moreira Franco é membro do Diretório Nacional do PMDB desde 1987, tendo assumido a presidência da Fundação Ulysses Guimarães em 2001. Em 2004, foi Vice-Líder do PMDB na Câmara dos Deputados e, em 2005, Presidente da Comissão de Finanças e Tributação.

Começou sua militância no movimento estudantil, como dirigente estadual da Ação Popular, a AP, e participou dos Congressos da UNE. Moreira conheceu a repressão, tendo sido preso. Em 1969, concluiu o curso de sociologia, na Pontifícia Universidade Católica – PUC-RJ. Durante o curso universitário, foi pesquisador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Brasil e da Escola Interamericana de Administração Pública (EIAP) da Fundação Getúlio Vargas. Fez cursos de pós- graduação no IUPERJ e de doutoramento na École Pratique des Hautes Études (Sorbonne), na Foudation Nacionale de Sciences Politiques e na Universidade de Vincennes.

Ao retornar ao Brasil, em 1972, iniciou a carreira do magistério superior na cadeirade Sociologia da Faculdade de Economia e Administração da Universidade FederalFluminense (UFF) e filiou-se ao MDB.

Com a extinção do MDB, em 1981, filiou-se ao recém-criado PDS. Participou da criação do movimento político Aliança Liberal e da campanha Diretas Já. Integrou então o grupo que articulou a candidatura de Aureliano Chaves à Presidência e o processo de união da Aliança Liberal com o PMDB, em torno da candidatura de Tancredo Neves.

De 1998 a 2002, foi assessor especial do presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2008 assumiu a Vice-Presidência de Fundos e Loterias da Caixa Econômica Federal.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República – Helena Chagas

A jornalista Helena Chagas foi a coordenadora de imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral e a transição. Colunista do jornal o Globo e também do Jornal de Brasília, ela se destacou como analista política. Na internet, em 2007, experimentou o colunismo on line, ao dirigir o Blog dos blogs, do portal de internet iG.

Em novembro de 2007, assumiu como diretora de jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a rede pública de TV, cargo que deixou para entrar na campanha eleitoral. Ela era responsável pela cobertura noticiosa dos veículos televisão, rádio e agência da EBC – que inclui a TV Brasil, a Rádio Nacional, a Rádio MEC e a Agência Brasil.

Formada pela Universidade de Brasília (UNB) em 1982, Helena iniciou a carreira como repórter do Jornal de Brasília, trabalhou no Diário da Manhã e depois em O Globo, onde foi repórter por dez anos. Em seguida, trabalhou por dois anos na TV Senado, no Estado de S.Paulo e voltou ao Globo para mais um período de 11 anos, quando exerceu as funções de coordenadora de Política, chefe de redação e diretora da Sucursal Brasília .

Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – Maria do Rosário

Maria do Rosário Nunes iniciou sua militância no movimento estudantil secundarista e no Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul – CPERS/Sindicato.

Professora da rede pública, a pedagoga formada e com mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul é especialista em estudos sobre violência doméstica pelo Laboratório de Estudos da Criança da Universidade de São Paulo (Lacri/ USP).

Maria do Rosário foi vereadora de Porto Alegre por dois mandatos (1993-1999), tendo presidido as comissões de Educação e de Direitos Humanos. Como deputada estadual (1999-2003), ela foi presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos e vice- presidente da Assembleia Legislativa gaúcha por dois anos.

Em 2002, foi eleita deputada federal, sendo reeleita em 2006, sempre com expressivasvotações. No Congresso Nacional, foi relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou as redes de exploração sexual de crianças e adolescentes. Representou a Câmara na Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos durante a Ditadura Militar e foi presidente da Comissão Especial da Lei Nacional da Adoção.

Desde 2003, coordena a Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. Foi vice-presidente das Comissões de Direitos Humanos e Minorias, e Educação e Cultura. Em 2009, presidiu a Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, tendo se destacado, entre tantos temas, por coordenar uma série de debates em todo o Brasil sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020).

Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – Iriny Lopes

Com 19 anos, Iriny Lopes iniciou sua militância no movimento popular, junto com os moradores da região de Paul e São Torquato, no Espírito Santo (ES), que se mobilizavam contra a poluição por pó de minério. Ela se integrou também à luta por transporte público e nas manifestações de mulheres contra a carestia e o direito à água.

Junto com os colegas, fundou a Cooperativa de Engenheiros do ES, que desenvolveu um programa habitacional na região de São Pedro – na época, uma das mais carentes de Vitória. A mobilização em prol de moradia resultou na Articulação Nacional de Solo Urbano (Ansur), em nível nacional, da qual Iriny fez parte. A entidade debateu amplamente a reforma urbana e colaborou na elaboração do capítulo sobre o tema na Constituinte de 1988.

Eleita deputada federal em 2002, e reeleita em 2006, ela integrou Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) e também o Conselho de Ética da Câmara. Em 2009, foi relatora da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas.

Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial – Luiza Helena de Bairros

Mestre em ciências sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutora em sociologia pela Michigan State University, Luiza Helena de Bairros é secretaria estadualde Promoção da Igualdade Racial da Bahia (S epromi), desde 2008.

Ela se graduou em Administração Pública e de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e é especialista em Planejamento Regional pela Universidade Federal do Ceará. Gaúcha de Porto Alegre (RS), ela se mudou para a Bahia em agosto de 1979, após ter tido contato com o Movimento Negro Unificado, durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, meses antes, em Fortaleza.

Entre 2001 a 2003, atuou no programa das nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), na preparação e acompanhamento da III Conferência Mundial Contra o Racismo. Também cuidava da relação entre as agências internacionais com o governo ea sociedade civil.

Entre 2003 a 2005, trabalhou no Ministério do Governo Britânico para o Desenvolvimento Internacional (DFID), na pré-implementação do Programa de Combate ao Racismo Institucional para os Estados de Pernambuco e Bahia. De 2005 a 2007, voltou a ser consultora do PNUD, como coordenadora do programa de combate ao Racismo Institucional nas prefeituras do Recife, Salvador e Ministério Público de Pernambuco.

Entre 1976 e início da década de 1990, coordenou a pesquisa do Projeto Raça eDemocracia nas Américas: Brasil e Estados Unidos.

Secretaria Geral da Presidência – Gilberto Carvalho

Nascido em Londrina, no Paraná, Gilberto Carvalho será o próxima titular da Secretaria Geral da Presidência. Ele chefia o Gabinete Pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o início do primeiro mandato e também durante a campanha eleitoral de 2002.

Formado em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná, em 1973, Gilberto estudou também Teologia por três anos no Studium Theologicum de Curitiba. Trabalhou como soldador de 1975 a 1984, em fábricas em Curitiba e no ABC paulista.

Militou na Pastoral Operária Nacional, ligada à Igreja Católica, entidade da qual foi secretário-geral entre 1985 e 86. Carvalho foi também coordenador do Movimento Fé e Política, entre 2001-2003. Foi secretário de Comunicação, entre 1997 e 2000, e de governo, em 2001, da Prefeitura de Santo André, no ABC.

Ocupou vários cargos no Partido dos Trabalhadores, como: presidente do Diretório do no Paraná (1987-89); secretário nacional de Formação Política (1989-93); diretor do Instituto Cajamar – Centro de Formação Política e Sindical (1989-93); secretário-geral nacional (1993-95); e secretário nacional de Comunicação (1995-97).

Secretaria de Portos – José Leônidas Cristino

José Leônidas de Menezes Cristino nasceu em Coreaú, Ceará, em 1957. Em 1982 graduou-se em Engenharia Civil na Universidade de Fortaleza e dedicou-se à engenharia rodoviária, tendo executado projetos em vários estados brasileiros. Ingressou no serviço público em 1989 como diretor de operação da Superintendência Municipal de Obras e Viação de Fortaleza.

Entre 1991 e 1994 foi Secretário dos Transportes, Energia, Comunicações e Obras doEstado do Ceará. Em 1995 elegeu-se deputado federal com a segunda maior votação do Estado. Entre 1999 e 2002, foi Secretário de Obras da Prefeitura Municipal de Sobral.

Em 2002 foi novamente eleito deputado federal, recebendo a maior votação da história do município de Sobral.

Em seus dois mandatos, apresentou vários projetos e integrou comissões técnicas da Câmara dos Deputados, como a de Viação e Transportes; DesenvolvimentoUrbano e Interior; Comissão Mista de Orçamentos e Comissão Especial da Reforma da Previdência.

Durante seu segundo mandato, eleito por seus pares na Câmara dos Deputados, exerceu a Vice-liderança do Partido Popular Socialista. Em outubro de 2004 foi eleito Prefeito Municipal de Sobral e reeleito em 2008.

Secretaria de Relações Institucionais – Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira

Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira nasceu em Angra dos Reis, em 9 de abril de 1958. Filho de lavrador expulso de suas terras, em janeiro de 1970 começou sua vida profissional como operário de estaleiro. Iniciou sua militância social em 1979, atuando na Ação Católica Operária e nas Comunidades Eclesiais de Base, ambas ligadas aos movimentos sociais da Igreja Católica.

Nos anos 80, juntamente com Lula, assinou a Carta de São Bernardo, um dos documentos fundamentais da criação do Partido dos Trabalhadores. Ajudou a organizar a oposição sindical e venceu as eleições para o Sindicato dos Metalúrgicos de Angra dos Reis em 1984. Três anos depois foi eleito presidente da entidade com 82% dos votos. Em 1988 é eleito vice-prefeito de Angra dos Reis, primeira prefeitura petista do Estado do Rio. Em 1992 é eleito prefeito de Angra dos Reis.

Luiz Sérgio é líder da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados. O parlamentar exerce seu terceiro mandato como deputado federal, tendo sido reeleito em 1º de outubro de 2006 com 78.871 votos obtidos em todas as cidades do estado do Rio. Foi apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) como um dos parlamentares mais influentes e atuantes na Câmara dos Deputados. Nos últimos quatro anos teve média de presença de 96,9% em Plenário.

Por Equipe Informes, com Agências

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ptnacamara.org.br.

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