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Escolaridade e Trabalho: desafios para a população negra nos mercados de trabalho metropolitanos

Os indicadores de mercado de trabalho têm demonstrado a importância da escolaridade para a melhora da inserção no mercado de trabalho, na qualidade da ocupação e principalmente para a elevação dos rendimentos. No entanto, para a mão-de-obra negra, a situação é bastante desfavorável, quando são analisados os dados sobre educação. Nas cinco regiões metropolitanas pesquisadas e no Distrito Federal, é grande a concentração de negros nas faixas de população de menor escolaridade – do analfabeto até o ensino médio incompleto -, realidade que se inverte nos níveis mais elevados de instrução (médio completo a superior completo).

Estas questões são o tema do Estudos e Pesquisas 37 – Escolaridade e Trabalho: desafios para a população negra nos mercados de trabalho metropolitanos, que o DIEESE disponibilizou, na íntegra, em seu sítio na internet (www.dieese.org.br). A análise utiliza, para tanto, os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pelo DIEESE, Fundação Seade, MTE/FAT e convênios regionais em cinco regiões metropolitanas (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo) e no Distrito Federal.

O estudo procura esclarecer algumas questões relevantes no debate sobre escolaridade e trabalho, entre as quais podem ser enumeradas: a) como está a escolarização da população negra? b) em que medida as maiores taxas de desemprego dos negros se explicam por diferenciais de escolaridade? c) como o aumento da escolaridade se reflete nos níveis de rendimentos de negros e não-negros?

O trabalho conclui que os indicadores de mercado de trabalho são sistematicamente mais desfavoráveis para negros do que para não-negros, uma vez que o desemprego é maior e as remunerações, menores, independente do nível de escolaridade. Para as mulheres negras, que são discriminadas por sexo e por cor, a situação se torna mais desfavorável.

O nível de escolarização traz impactos positivos sobre o desemprego e a remuneração e, efetivamente, houve melhora na escolaridade da população que se apresenta ao mercado de trabalho, contudo, a PEA (ocupados e desempregados) menos escolarizada apresenta maior proporção de negros, evidenciando a dificuldade deste segmento se manter na escola.

Ainda que se eleve a escolaridade, persistem as diferenças nos indicadores, explicadas pela qualidade da educação acessível a negros e não-negros ou pela permanência de condutas preconceituosas diante da população negra.

Levando-se em consideração que a educação, principalmente em mercados de trabalho heterogêneos como o brasileiro, é forte indutora da progressão social dos trabalhadores, a realidade exposta pelos dados evidencia o tamanho do desafio que está colocado para o país, se for perseguido com tenacidade o objetivo de inclusão social e de combate à discriminação racial. Nesse contexto é que devem ser avaliadas as iniciativas de ações afirmativas que tenham como alvo a população negra brasileira.

Para ler a íntergra do trabalho, acesse o endereço eletrõnico http://www.dieese.org.br/esp/estPesq37PopulacaoNegra2007.pdf.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.dieese.org.br.

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