O governo federal autorizou nesta semana a contratação de mais de três mil novos professores para as instituições federais de ensino superior (Ifes).
A autorização foi assinada pelo ministro Paulo Bernardo (Planejamento) e publicada na edição do último dia 8 de fevereiro do “Diário Oficial da União”.
Em outra portaria, publicada ontem (10/2), o ministro Fernando Haddad (Educação) fixa o quantitativo de vagas em cada instituição.
Das 3.088 vagas, 76 estão previstas para a Universidade Federal do Paraná.
O provimento dos cargos ocorre já a partir deste mês de fevereiro de 2010.
As vagas são relativas ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades (Reuni), Programa de Expansão das Universidades Federais e Universidade Aberta do Brasil.
A UFPR possui hoje cinco editais de concurso público para professor com inscrições abertas. Eles oferecem, no total, 13 vagas. Mais informações e a íntegra dos editais estão disponíveis aqui.
Nova universidade
Também na edição de quarta-feira (10/2) do “Diário Oficial da União”, o Ministério da Educação publicou portaria que fixa o provimento de 165 cargos de professor e 220 de servidores técnico-administrativos para a recém-criada UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul).
A UFFS terá unidades nos três Estados da região, nos municípios de Chapecó (SC), Realeza (PR), Laranjeiras do Sul (PR), Erechim (RS) e Cerro Largo (RS).
A Universidade Federal da Fronteira Sul é uma das quatro novas universidades federais criadas para promover a integração regional e com países do Mercosul e da África.
As outras são a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), com sede em Foz do Iguaçu (PR); Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), com sede em Redenção (Ceará); e a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), com sede em Santarém.
Por Fernando César Oliveira (com informações da Andifes)
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ufpr.br.
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MEC autoriza 101 cargos de docentes para a UTFPR
— registrado em: Noticia Padrao
O Ministério da Educação (MEC) publicou no Diário Oficial da União de terça-feira, dia 09, a portaria nº 159, que fixa o quantitativo de 3.088 vagas de cargos de professor da carreira de Magistério Superior Federal destinadas para provimento por cada Instituição Federal de Ensino Superior. À UTFPR, coube 101 vagas.
Os provimentos foram autorizados pela Portaria nº 40 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, publicada na segunda-feira, dia 08, e destinam-se ao atendimento do programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades (Reuni 2008 e 2009), Programa de Expansão das Universidades Federais 2008 e 2009 e Universidade Aberta do Brasil (UAB 2008), de conformidade com os dados de concurso cadastrados no Módulo de Monitoramento de Concursos e Provimento do Sistema (Simec).
Com a portaria nº 40, foi autorizado o provimento de um total de 3.232 cargos de professor da Carreira de Magistério Superior. Também na segunda-feira foi publicada a Portaria nº 41, que autorizou o provimento de 165 cargos de docentes do Ensino Superior e 220 de técnico-administrativos em Educação (133 classe D e 87 classe E). O provimento dos cargos previstos nas duas portarias deverá ser realizado a partir deste mês.
Nova portaria deve ser publicada pelo MEC, fixando o quantitativo de provimentos restantes destinados a cada instituição.
Com informações do Portal da Andifes
Atualizado em 11/02/2010
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.utfpr.edu.br.
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Andifes e MEC discutem elaboração do PNE e expansão das Ifes
O Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) promoveu o 8º Seminário Nacional do Reuni, que teve como tema “Universidades Federais: Consolidação e Expansão 2011-2020”. Realizado em Brasília entre os dias 27 e 29 de janeiro, o evento reuniu cerca de 250 reitores, vice-reitores e pró-reitores de Universidades Federais, além de representantes do Conselho Nacional de Educação (CNE) e da Câmara dos Deputados.
A programação contou com mesas-redondas que discutiram o futuro das Ifes em diversos aspectos, como financiamento, modelos acadêmicos e indicadores de graduação, pós-graduação e extensão. O evento teve como objetivos subsidiar as discussões sobre o Plano Nacional da Educação (PNE) para o período de 2010 a 2020 e discutir como transformar a política de expansão da Educação Superior em um projeto de Estado e não apenas de um governo.
Sobre a expansão da Educação Superior, estudo encomendado pela Andifes e apresentado no Seminário mostrou que atualmente um percentual de 13,9% de brasileiros entre 18 e 24 anos estão matriculados no Ensino Superior, 26,7% deles em instituições públicas. Para a educação superior atender a 30% dos jovens com idade entre 18 e 24 anos, 40% deles matriculados em instituições públicas, os investimentos na área devem representar 10% do PIB brasileiro, dos quais 1,2% seriam destinados às Ifes.
A gestão universitária também foi alvo de discussões. Capacitação de servidores, profissionalização da gestão e maior inserção das TICs nos processos acadêmicos e de gestão universitária são alguns dos pontos levantados por estudo e abordados no Seminário.
Outra mesa-redonda discutiu o Programa de Apoio à Pós-Graduação das Ifes, o PAPG-Ifes, proposto pela Andifes ao Governo Federal. Na pós, as principais preocupações são a superação das assimetrias entre regiões do país e entre áreas do conhecimento e o desenvolvimento de cursos e iniciativas em áreas estratégicas para o país. A formação continuada de docentes e o incentivo aos cursos de licenciaturas também devem ser contemplados.
Estes e outros temas do Seminário serão discutidos na reunião do Conselho Pleno da Andifes a ser realizada no mês de fevereiro, quando a Associação deve aprovar as pautas a serem defendidas na Conferência Nacional de Educação (Conae), que ocorrerá em março, para subsidiar a elaboração do PNE.
Entrevista > Presidente da Andifes, reitor Alan Barbiero
Qual é a sua avaliação do 8º Seminário Nacional do Reuni?
O Seminário alcançou os objetivos definidos: aprofundar as discussões sobre como tornar a expansão das universidades federais uma política de Estado e promover a articulação da Andifes com o MEC para a elaboração do Plano Nacional de Educação. O evento foi muito positivo, mais de 250 pessoas participaram ativamente das discussões, tivemos textos previamente elaborados e tudo registrado para fazermos proposições ao PNE.
Quais são as expectativas da Andifes quanto às questões discutidas?
Essas questões serão pauta do Conselho Pleno a ser realizado no final de fevereiro. Vamos submetê-las à apreciação do Pleno, para definirmos as metas e conteúdos que vamos defender na construção do PNE. Muitas das questões nós já vínhamos trabalhando há vários anos, como o Programa de Apoio à Pós-Graduação das Ifes (PAPG-Ifes) que, segundo anunciou a secretária Maria Paula Dallari será lançado nos próximos dias. Agora vamos entrar na reta final destas discussões, para levá-las à Conferência Nacional de Educação (Conae), que deve nortear o PNE. O Seminário foi um passo muito importante para organizarmos estes debates.
Entre as principais pautas da Andifes em 2010, estavam a reestruturação dos Hospitais Universitários, o PAPG-Ifes e a autonomia universitária. HUs e PAPG avançaram recentemente, o foco agora é concluir as discussões sobre autonomia?
Enfim saiu o decreto que orienta a reestruturação dos HUs, com o compromisso do Ministério da Saúde no financiamento das unidades e um maior aporte de recursos. Segundo o MEC, o PAPG será lançado nos próximos dias. Quanto à autonomia, falta avançar em alguns pontos, como a criação do banco de técnicos-administrativos equivalentes, a gestão financeira das universidades, a regulamentação do relacionamento com as Fundações de Apoio e as gratificações para cargos de direção.
Em relação à expansão propiciada pelo Reuni, qual é a sua avaliação?
As universidades estão superando as metas estabelecidas no programa, causando grande impacto no Ensino Superior. A Andifes vai lançar um relatório que demonstra o crescimento das universidades federais, o aumento do número de vagas e cursos e os reflexos desta expansão no conjunto das Ifes. Nós tínhamos cerca de 600 mil alunos, com o Reuni, chegamos a aproximadamente 1 milhão. Se considerarmos as metas do atual PNE, de atingir 2 milhões de alunos nas instituições públicas de Ensino Superior até 2020, precisaremos de um Reuni duas vezes maior.
Por ASCOM. 04 de fevereiro de 2010 15:11
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.andifes.org.br.