Brasília – O Ministério da Saúde informou hoje (9) que o número de casos monitorados diante da possibilidade de gripe suína subiu de 18 para 25 e já não atingem sete mas oito estados brasileiros – a maioria em São Paulo (11).
Os casos suspeitos da doença permanecem em 30, distribuídos em São Paulo (12), no Rio de Janeiro (1), em Minas Gerais (4), no Paraná (4), no Distrito Federal (2), em Goiás (2), em Santa Catarina (1), em Mato Grosso do Sul (1), em Pernambuco (1), no Ceará (1) e em Rondônia (1). 123 casos foram descartados.
O número de brasileiros que tiveram o diagnóstico confirmado permanece em seis – cinco adultos jovens e uma criança. Dois casos são de São Paulo, dois do Rio de Janeiro, um de Minas Gerais e um de Santa Catarina.
Três deles estiveram recentemente no México e dois nos Estados Unidos. O sexto paciente apresentou sintomas e contraiu a doença no Brasil, após manter contato com uma pessoa que esteve no México e teve a doença confirmada.
De acordo com o ministério, apenas os pacientes do Rio de Janeiro estão internados em unidade com isolamento respiratório. Os demais já receberam alta. Todos apresentaram síndrome gripal leve e, atualmente, passam bem.
A recomendação do governo brasileiro para as pessoas que sentirem algum dos sintomas da gripe e que passaram por países afetados pela doença procurem imediatamente um serviço público de saúde. Fomra disponibilizados 52 hospitais de referência para o atendimento de pessoas com sintomas de gripe sauína.
Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.inf.br.
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Ministério da Saúde confirma mais dois casos de Influenza A (H1N1) no Brasil
O ministro Temporão garante que o país adotou todas as precauções para conter a doença, rastrear, monitorar e tratar os possíveis doentes
O Ministério da Saúde confirmou na noite desta sexta-feira (8) a existência de mais dois casos de Influenza A (H1N1) no Brasil: um no Rio de Janeiro e um em Santa Catarina. Agora, são seis casos confirmados da doença provocada pelo vírus A (H1N1). Todos os pacientes apresentam boas condições de saúde. Cinco pacientes contraíram o vírus no México e nos Estados Unidos. Apenas em um dos casos, de um paciente do Rio de Janeiro, houve transmissão dentro do Brasil.
As medidas de vigilância epidemiológica e de fiscalização nos portos, aeroportos e fronteiras terrestres, que já vinham ocorrendo, serão rigorosamente mantidas. É o que ressaltou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em entrevista coletiva na noite de hoje, na qual divulgou os novos casos. “O governo brasileiro já vem tomando todas as precauções e medidas necessárias para conter a doença, rastreando, monitorando e tratando possíveis doentes”, afirmou.
A confirmação dos dois novos casos partiu do laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que também nesta sexta-feira descartou outros sete suspeitos. A análise das secreções respiratórias dos pacientes que estavam sob suspeita começou quinta-feira (7) na Fiocruz e no Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo. Os quatro casos que já haviam sido confirmados ontem eram de pacientes de São Paulo, Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
Caso 1
· Paciente de Santa Catarina que esteve na Flórida, nos Estados Unidos, com os pais.
· Começou a manifestar os sintomas no dia 2 de maio
· Voltou ao Brasil no dia 3 e procurou uma unidade particular
· Foi internado no dia 4 de maio no hospital de referência
· Teve alta nesta sexta-feira, sem nenhum sintoma.
· Passa bem.
· As pessoas que mantiveram contato próximo com o paciente estão sendo monitoradas e passam bem
Caso 2
· Paciente do Rio de Janeiro.
· É amigo de outro paciente que veio do México e já teve quinta-feira a doença confirmada
· O contato entre eles ocorreu no último domingo (3), antes que os sintomas começassem a ser apresentados.
· Esse novo paciente do Rio de Janeiro apresentou os primeiros sintomas no dia 5
· Foi internado no dia 6
· Permanece internado em isolamento.
· Apresenta febre, mas o quadro é estável.
Com o registro do caso desse novo paciente do Rio de Janeiro, ficou caracterizada a transmissão do vírus no país, mas de forma limitada. Não houve transmissão para terceiros. “A vigilância epidemiológica está monitorando 108 pessoas que tiveram contato com os dois pacientes do Rio de Janeiro. Nenhuma dessas pessoas apresenta sintomas da doença até o momento. O monitoramento é diário e a orientação é de que todos eles permaneçam em casa”, reforçou o ministro.
Dos sete países que hoje apresentam transmissão autóctone – ou seja, transmissão dentro do próprio país –, apenas dois apresentam transmissão em larga escala: México e Estados Unidos. Também sã os dois únicos países onde foram registradas mortes decorrentes do Influenza A (H1N1). Outros exemplos de transmissão limitada, como a registrada no Brasil, são: Reino Unido (39 casos, 11 deles autóctones), Espanha (88 casos, 9 autóctones), Alemanha (11 casos, 2 autóctones).
O ministro reiterou que todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) estão sendo cumpridas. O Ministério da Saúde ainda dispõe de um protocolo de procedimentos, que inclui regras de monitoramento, manejo de pacientes e definições atualizadas para os 54 hospitais de referência do país.
BRASIL ESTÁ PREPARADO – No Brasil, há uma estrutura de vigilância em saúde constituída desde 2000 para o enfrentamento ao vírus Influenza. Em 2003, o governo brasileiro fortaleceu essa vigilância e preparou a rede nacional de laboratórios para o diagnóstico da doença. Já em 2005, quando conhecido um novo subtipo do vírus na Ásia, foi criado um grupo com representantes de diversos ministérios para a realização de ações conjuntas de combate ao vírus.
Em 25 de abril, quando o Brasil foi notificado pela OMS sobre casos confirmados de um novo subtipo de vírus da gripe, o Influenza A (H1N1), o governo brasileiro acionou de imediato o Gabinete Permanente de Emergências de Saúde Pública para acompanhar e determinar ações de prevenção à doença no Brasil. Desde então, o grupo se reúne todos os dias na sede do Ministério da Saúde. Participam representantes dos ministérios da Saúde, Agricultura e Defesa, da Presidência da República, e agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Quero garantir a todos que estamos preparados para conter a doença. O país mais atingido pela doença, o México, dispõe atualmente de 1,8 milhão de tratamentos disponíveis para a sua população. O Brasil tem matéria-prima suficiente para 9 milhões de tratamentos”, acrescentou o ministro Temporão. Há 12,5 mil desses tratamentos já para pronta utilização, caso necessário.
MONITORAMENTO DOS VIAJANTES – Com a elevação do nível de alerta da OMS de 4 para 5, a Anvisa passou a monitorar todos os vôos internacionais que chegam ao Brasil. Para aumentar a vigilância, a Anvisa ainda ampliou seu quadro de funcionários nos aeroportos de Guarulhos, em Sã o Paulo, e Galeão, no Rio, principais portas de entrada dos vôos internacionais no Brasil.
Ainda durante os voos, as tripulações das aeronaves estão orientadas a informar os passageiros sobre sinais e sintomas do Influenza A (H1N1). Adicionalmente, a tripulação solicitará que passageiros com esses sintomas se identifiquem à tripulação. Esses passageiros identificados serão encaminhados para os postos da Anvisa ainda no aeroporto.
Ao desembarcar, todos os viajantes procedentes de países afetados, recebem folder/panfleto com informações, em português, inglês e espanhol, sobre os sinais e sintomas, medidas de proteção, higiene e orientações para procurar assistência médica. Complementarmente, a Infraero veicula, nesses aeroportos, informes sonoros sobre a doença.
Todos os passageiros vindos de outros países têm suas Declarações de Bagagem Acompanhada (DBA), retidas pela ANVISA. A DBA atua como fonte de informações para eventual busca de contatos se for detectado caso suspeito na mesma aeronave. O passageiro procedente de país afetado que sentir os sintomas em casa após 10 dias de retorno da viagem deve procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima e informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.
Nas embarcações que chegam ao país, o comandante ou representante legal deve informar imediatamente à autoridade sanitária todos os casos que se encaixam na definição de suspeito para influenza A (H1N1). Nessa situação, as embarcações só recebem autorização para atracar após a inspeção sanitária a bordo, realizada em fundeio ou área designada.
Outras informações
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NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.saude.gov.br.