Brasília – A diretora geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, e o secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, encontraram-se hoje (19) com mais de 30 fabricantes de vacinas de países desenvolvidos e em desenvolvimento, na sede da OMS, em Genebra.
Eles reforçaram a importância de assegurar que qualquer vacina para a influenza A (H1N1) – gripe suína seja feita em cooperação e convidaram os fabricantes a continuar trabalhando para desenvolver uma estratégia para isso. Os representantes da indústria afirmaram seu desejo de colaborar, colocando a vacina à disposição dos países em desenvolvimento, quando ficar pronta, segundo a OMS.
Margaret afirmou que a OMS vai trabalhar na busca de mecanismos de financiamento inovadores para garantir que os países em desenvolvimento, em decorrência da falta de meios, não sejam impedidos de ter as vacinas. A diretora já havia expressado preocupação com o acesso dos países em desenvolvimento ontem (18), em seu discurso na 62ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra.
De acordo com a OMS, Margaret conversou com a Central Internacional de Compra de Medicamentos (Unitaid), com a Aliança Global para Vacinas e Imunizações (Gavi), com o Banco Mundial e com fundações para continuar trabalhando no financiamento. A diretora geral disse que se reuniria individualmente com fabricantes de vacinas para desenvolver estratégias a fim de assegurar a disponibilidade da vacina.
Ela afirmou que o nível de alerta para a gripe continua em 5, conforme a OMS. Até o momento, a organização confirma 9.830 pessoas com o vírus da influenza A (H1N1) – gripe suína em 40 países e 79 mortes.
Por Agência Brasil.
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Assembleia Mundial aprova proposta de compartilhar dados sobre vírus da gripe suína
Brasília – A 62ª Assembleia Mundial de Saúde terminou hoje (22) com a aprovação da proposta da delegação brasileira de compartilhamento de informações sobre o vírus que causa a influenza A (H1N1) – gripe suína – e do acesso a vacinas e a outros benefícios.
A resolução foi aprovada ontem (21) e barrou a tentativa de um grupo de países de encerrar as negociações sobre o tema. A resolução coloca a Organização Mundial de Saúde (OMS) no papel de articuladora internacional para facilitar o acesso a dados sobre o vírus. A partir de agora será possível a realização de rodadas de negociações, promovidas pela OMS, sobre transferência de tecnologia e redução de preços de medicamentos, insumos para diagnóstico e vacinas, quando essas forem desenvolvidas, segundo o Ministério da Saúde.
Em seu discurso de encerramento, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou que é um vírus muito contagioso, e que é esperado que ele se espalhe por novos países. “A decisão de declarar uma pandemia de influenza é uma responsabilidade que levo muito a sério”, afirmou a diretora-geral.
Nessa avaliação, segundo ela, será preciso levar em consideração informações científicas, conselhos do Comitê de Emergência e a regulação internacional de saúde. O nível de alerta de pandemia da influenza A (H1N1) – gripe suína continua em 5.
Margaret relembrou a comunidade internacional da vulnerabilidade das populações no mundo em desenvolvimento. A diretora-geral pediu grande monitoramento do vírus uma vez que os casos começaram a aparecer mais intensamente no Hemisfério Sul, onde o novo vírus terá a oportunidade de se misturar com outros vírus de gripe que estão em circulação em decorrência do início do inverno no hemisfério, segundo a OMS.
Em seu discurso na abertura da assembléia, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu que as informações e os benefícios obtidos pela rede mundial de vigilância fossem tratados como bens públicos. O texto recebeu o apoio de todos os países da África e da América do Sul, além de Indonésia e Tailândia, segundo o Ministério da Saúde.
A Assembleia teve 15 resoluções, incluindo o compartilhamento de informações sobre o vírus H1N1 e de acesso a vacinas e a outros benefícios; a prevenção e controle da tuberculose resistente a medicamentos; um plano de ação em saúde pública; a prevenção de cegueira e deficiência visual evitáveis; um plano de trabalho da OMS para avaliar e abordar as implicações das alteração climáticas para a saúde e os sistemas de saúde; as condições de saúde no território ocupado da Palestina e os cuidados primários de saúde.
A Assembleia teve início na última segunda-feira (18) em Genebra, Suíça, e contou com a participação de ministros da saúde e funcionários de saúde de Estados membros da OMS. Até o momento, 42 países confirmaram 11.168 casos da gripe suína incluindo 86 mortes, de acordo com o último boletim da OMS.
Por Agência Brasil.
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