Declaração pública sobre os 5 anos da guerra imperialista contra o Iraque
Em 20 de março de 2003, comandados pelos EUA, começava o ataque dos países imperialistas ao povo do Iraque. Os argumentos da invasão eram deter a produção de armas químicas, de destruição em massa (que nunca foram encontradas), combater o terrorismo e derrubar o governo de Sadam Hussein, que paradoxalmente foi apoiado pelos Estados Unidos em sua ascensão. Todas estas foram desculpas para ampliar a hegemonia militar dos EUA no mundo, apropriar-se do petróleo no Oriente Médio e tentar reativar a economia através do desenvolvimento do complexo industrial militar, aumentando o investimento em defesa e repartindo os supostos negócios da reconstrução do Iraque.
Os EUA tentaram realizar esses verdadeiros objetivos através do bombardeio, matança e submissão da população civil do Iraque, eliminando e mutilando mulheres, crianças, jovens e idosos, e destruindo hospitais, escolas e fábricas que até o dia de hoje continuam sumindo na miséria por toda parte, demonstrando claramente que o imperialismo nunca tem fins humanitários ou democráticos quando intervém militarmente.
Os resultados estão à vista: hoje mais de 25% dos trabalhadores estão desempregados, mais da metade dos médicos foram mortos pela guerra, a capital Bagdá só recebe luz elétrica durante oito horas por dia em média, as mortes, os roubos e seqüestros se multiplicam neste clima de insegurança.
A Comissão de Juventude da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul repudia a invasão imperialista ao Iraque, assim como as intervenções militares e massacres que avançam sobre a soberania e autodeterminação dos povos do mundo. Neste sentido, exigimos a retirada imediata das tropas de ocupação da OTAN do território iraquiano, em especial das tropas americanas, cuja política repressiva gera o repudio de todo um povo aterrorizado pelos tanques e soldados que controlam a zona.
Os únicos beneficiários deste genocídio são as grandes empresas privadas de petróleo e as indústrias fabricantes de armas e equipamentos militares, que com sua avidez em lucrar com a vida, ameaçam destruir a humanidade. Para frear esta loucura, somos nós jovens trabalhadores que mais temos que lutar por uma vida digna para nossos povos e as gerações futuras, denunciando e boicotando essas empresas multinacionais e todas que lucram ao custo da exploração e da miséria dos trabalhadores.
Para serem verdadeiramente Humanitários, necessitamos que todos os milhões de dólares que gastam em investimentos militares e que a riqueza dos países centrais se distribua para gerar maior igualdade entre os povos e acesso à alimentação, trabalho, saúde, educação, moradia e a cultura para os trabalhadores do mundo.
Com a união da nossa classe trabalhadora, outro mundo é possível.
Por Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone SUL (CCSCS).
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.