O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elevou a previsão da safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas do ano agrícola 07/08 para 140,5 milhões de toneladas, um aumento de 5,6% em relação à safra anterior. Ainda segundo o IBGE, o Paraná participa com uma estimativa de produção de 30,85 milhões de toneladas, que corresponde a 21,9% da produção nacional.
O levantamento, divulgado nesta terça-feira (08), confirma mais uma vez a liderança do Paraná na produção nacional de grãos. “As projeções de produção de milho e soja da primeira e segunda safra, mais a safra de inverno de aveia, cevada e trigo, colocam o Estado na condição de celeiro nacional”, afirmou o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini.
Na avaliação do IBGE, o clima favorável durante o desenvolvimento da primeira safra de verão e os bons preços que os principais produtos agrícolas vêm atingindo no mercado estão impulsionando o aumento de área plantada. Aliado a esse fator, o aumento de tecnologia nas lavouras estão produzindo uma safra recorde em todo o País.
Conforme o levantamento do IBGE, o Paraná está plantando ao longo da safra 07/08 uma área avaliada em 8,42 milhões de hectares, que corresponde a 18,1% da estimativa de área plantada no País. O carro-chefe do aumento da safra nacional e paranaense é o cultivo de milho e soja, que está rendendo um adicional de 800 mil toneladas no País em relação à previsão anterior. Em fevereiro desse ano o IBGE estimou a safra nacional 2007/08 com um volume de 139,6 milhões de toneladas.
Segundo a pesquisa, na primeira safra de verão a produção de milho do Paraná corresponde a 23,7%. Na segunda safra, chamada safrinha, essa participação sobe para 36,9%, superando o ano passado quando a participação do Estado na produção de milho safrinha foi de 35,8%. A estimativa para a segunda safra de milho aponta para uma produção de 6,39 milhões de toneladas, um aumento de 13,9% sobre a safrinha do ano passado, que rendeu 5,6 milhões de toneladas.
Na primeira safra de milho, praticamente encerrada, o Paraná plantou 1,37 milhão de hectares e a produção deverá atingir 9,22 milhões de toneladas, um aumento de 6,8% sobre a produção do ano passado, quando foram colhidas 8,63 milhões de toneladas de milho na primeira safra.
A estimativa de produção de soja do IBGE prevê a colheita de 11,89 milhões de toneladas, redução de 0,9% em relação à estimativa anterior, que previa uma produção de 12 milhões de toneladas. Ainda assim, a safra será maior do que o ano passado quando foram colhidas 11,87 milhões de toneladas. A escassez de chuvas está prejudicando a produtividade da cultura nessa reta final de colheita, explicou o diretor do Deral, Francisco Simioni.
Para o feijão da segunda safra, o IBGE está estimando um aumento de 81,6% na produção, passando de 97.284 toneladas colhidas na safra passada para 358.223 toneladas que estão sendo colhidas este ano. A produção maior está sendo atribuída ao aumento de 41,8% na área plantada, que passou de 147.632 hectares plantados no ano passado para 209.387 hectares plantados este ano.
A colheita do feijão da primeira safra já está encerrada e a produção foi 30% menor em relação à safra anterior. A produção caiu de 561.029 toneladas produzidas na safra 06/07 para 413.378 toneladas na atual safra 07/08. Com menor oferta do grão, os preços explodiram no mercado, o que justificou o aumento de área e produção na segunda safra de feijão.
O cultivo de café também aponta para um bom rendimento este ano. O IBGE prevê aumento de área de 4%, passando de 97.385 hectares plantados no ano passado para 97.750 hectares plantados este ano. A produção deverá ser 43,1% maior, passando de uma colheita de 97.389 toneladas obtidas na safra do ano passado para 139.399 toneladas este ano.
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Governo alerta agricultores para que fiquem atentos na hora de comprar insumos
A Secretaria da Agricultura apreendeu em Wenceslau Braz, no norte do Estado, 15,3 toneladas de fertilizante sem registro no Ministério da Agricultura. O estoque, procedente de uma empresa de Cerqueira Ceśar (SP), foi interditado por técnicos do Núcleo Regional de Jacarezinho, que emitiram auto de infração e instauraram processo administrativo.
De acordo com o técnico Mário Ferri, da Divisão de Fiscalização da Produção e Comércio de Insumos Agrícolas, não é comum encontrar esse tipo de produto com origem de procedência de outro Estado. “Normalmente os agricultores paranaenses usam fertilizantes fabricados em Paranaguá”, explicou Ferri.
O produto tem a fórmula conhecida como 8.20.10, que geralmente é usado durante o plantio de milho. No caso do fertilizante apreendido, a embalagem está incorreta. Além de não conter o número de registro no Ministério, que é obrigatório por lei, também não apresenta nenhum registro na nota fiscal emitida, e nem o número do estabelecimento do produtor. “É difícil encontrar um produto assim, sem nenhuma identificação, mas como precaução já notificamos os demais Núcleos da Secretaria da Agricultura, em todo o Estado para que fiquem atentos quanto a possíveis irregularidades em outros lotes de fertilizantes”, ressaltou Mário Ferri.
O engenheiro agrômomo lembra que ao adquirir fertilizante sem registro o agricultor corre um risco maior de usar um produto sem os nutrientes que a sua lavoura necessita. “É bom ficar bem atento para não comprar gato por lebre”, completou Ferri.
O material apreendido continua de posse do comerciante e o fabricante tem até o dia 20 próximo para se manifestar. Caso a empresa não apresente os registros solicitados, a carga será recolhida pela Secretaria da Agricultura.
O chefe da Divisão de Fiscalização de Insumos, do Defis/Seab, Adriano Riesemberg, faz um alerta aos produtores rurais para que prestem muita atenção na hora de comprar os insumos para suas lavouras. Que verifiquem os dados contidos nas embalagens e nas notas fiscais. E se constatarem alguma irregularidade, que denunciem num dos Núcleos Regionais da Seab (são 20 no Estado), ou diretamente na sede da Secretaria, em Curitiba, pelo telefone (41) 3313-4000.
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