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Impacto de biocombustíveis no preço de alimentos depende de políticas públicas, diz FAO

Brasília – A influência da produção de biocombustíveis sobre a alta nos preços dos alimentos depende das políticas públicas e medidas que cada país adotar ao estimular a agroenergia, na avaliação do diretor geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Jacques Diouf.

“O caráter positivo ou negativo do desenvolvimento dos biocombustíveis para a segurança alimentar vai depender das políticas que se adotem em escala nacional e internacional sobre a produção e a distribuição, assim como dos fatores que afetam o comércio internacional, principalmente os subsídios e os direitos de importação”, avaliou hoje (16) em discurso na abertura da sessão plenária da 30ª Conferência Regional da FAO.

Segundo Diouf, o fortalecimento da agricultura é uma medida “fundamental” para garantir a segurança alimentar na América Latina e no Caribe.

“A região ainda enfrenta três grandes limitações: a carência de estratégias a longo prazo, investimentos públicos insuficientes e uma gestão dos gastos agrícolas que pode ser melhorada”, listou.

Entre as sugestões para melhorar o setor, o diretor geral da FAO citou a necessidade de maior coordenação entre os setores público e privado e a inclusão de pequenos agricultores nos mercados.

Diouf elogiou iniciativas do governo brasileiro como os programas Fome Zero, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Bolsa Família e classificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “uma liderança exemplar na luta contra a fome”.

Por Luana Lourenço – Repórter da Agência Brasil.

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Lula aponta impactos da alta de preços do petróleo na produção de alimentos

Brasília – Ao participar hoje (16) da 30ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para América Latina e Caribe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender os biocombustíveis brasileiros da acusação de serem responsáveis pela falta e aumento do preço dos alimentos.

Segundo Lula, enquanto o biocombustível é apontado como culpado, poucos criticam o impacto negativo da alta do petróleo na produção de alimentos. “Meu espanto é maior quando constato que são poucos os que mencionam o impacto negativo do aumento dos preços do petróleo nos custos de produção e transporte dos alimentos, sobre os custos das produções de fertilizantes.”

“É sempre mais fácil escolher respostas simplistas, esconder interesses econômicos e agendas políticas por trás de supostas preocupações sociais e ambientais. Os biocombustíveis não são o vilão que ameaça a segurança alimentar das nações mais pobres”, afirmou Lula.

O presidente convocou os líderes da América Latina e Caribe a participar da Conferência Internacional de Biocombustíveis, que será realizada em novembro, em São Paulo. Para Lula, os países pobres não podem fugir desse debate.

Lula criticou também o desinteresse das nações ricas em acabar com a fome mundial e destacou o fato de o Brasil ter assumido o compromisso de aumentar sua produção agrícola. Ele ressaltou, porém, que é preciso adotar “políticas globais comprometidas com a superação do problema”. O presidente considerou lamentável o fato de os países desenvolvidos só reagirem com mais empenho em situações de emergência.

Durante o encontro, o presidente também informou que, em junho, irá a Roma para participar da Conferência da FAO sobre Segurança Alimentar Mundial.

Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil.

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