Pro Teste: privatização da telefonia é marcada por altas tarifas e serviços precários
SÃO PAULO – A privatização das operadoras de telefonia completa dez anos nesta terça-feira (29). Apesar das mudanças positivas, dentre as quais, a massificação do uso de celulares, do acesso à internet e do aumento dos usuários de telefonia móvel, há um saldo negativo, segundo a Pro Teste (Associação de Consumidores), principalmente quando se consideram as questões do preço e da qualidade dos serviços prestados.
Pontos negativos
De acordo com a associação, a atual tendência de concentração do mercado nas mãos de um número reduzido de operadoras prejudica, acima de tudo, o consumidor. As conseqüências dessa concentração são a perda de qualidade nos serviços e o aumento dos preços.
Entre os aspectos negativos da década de privatização, a Pro Teste destaca o elevado custo das tarifas, que limita o acesso da parcela mais pobre da população aos serviços. Um exemplo é o valor cobrado pela assinatura básica na telefonia fixa, que, devido ao alto valor, desloca o consumo das classes C e D para o uso dos celulares pré-pagos, com tarifas que chegam a ser 100% mais caras do que as dos pós-pagos.
A entidade ainda destaca a baixa qualidade do atendimento prestado ao consumidor, em casos de reclamações ou cancelamento de serviços. Outro ponto ressaltado é a falta de agilidade nos serviços de manutenção e de transparência na relação com o consumidor. A Pro Teste aponta o caso ocorrido com o “apagão” da Telefônica como emblemático para a atual situação do setor.
Consulta Pública
Em sua análise do setor, a Pro Teste enfatiza a necessidade da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) intervir, dando tempo e condições para que todos os setores participem nas audiências públicas que precedem a mudança no PGO (Plano Geral de Outorgas), que implementará mudanças nas telecomunicações.
Inicialmente, o prazo concedido pela Agência para que a sociedade participe da consulta pública responsável por colher sugestões para o PGO será encerrado no dia 1º de agosto. Nesta terça, ocorre nova audiência pública em Porto Alegre.
Entretanto, ainda essa semana, os conselheiros da Anatel devem analisar proposta pedindo prorrogação do prazo para participação na consulta. Caso o pedido seja aprovado, a sociedade poderá enviar sugestões até outubro.
Quem quiser contribuir com sugestões para o PGO pode preencher o formulário eletrônico disponível na página da Agência na Internet (www.anatel.gov.br). Os comentários também podem ser enviados por e-mail.
Por Infomoney.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://economia.uol.com.br/ultnot/infomoney/2008/07/29/ult4040u13299.jhtm.