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Ministros dos países do G20 discutiram medidas para evitar crises globais como a de 2008

Brasília – Ministros de finanças e presidentes de Bancos Centrais do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo, tentam avançar na discussão de reformas do sistema financeiro internacional que permitam evitar a repetição de crises econômicas globais como a de 2008. Eles se reuniram em Saint Andrews, na Escócia.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse hoje (7), no último dia da reunião, que é inaceitável que os benefícios do sucesso dos bancos sejam aproveitados apenas por alguns, mas que seus prejuízos pesem sobre toda a sociedade. Segundo ele, é preciso que haja uma “distribuição justa de riscos e recompensas”.

Brown propôs a criação de um fundo para a ajuda a bancos em dificuldades no futuro, que poderia ser financiado por um imposto global sobre transações financeiras. O primeiro-ministro britânico disse também que é essencial haver progressos sobre o financiamento para combater o aquecimento global.

Esta é a terceira reunião ministerial do ano do G20, que também realizou duas reuniões de cúpula, com a presença de presidentes e primeiros-ministros dos países membros, em abril, em Londres, e em setembro, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. As informações são da BBC Brasil.

Ao final do encontro, os ministros e presidentes de bancos centrais se comprometeram a manter medidas de estímulo até que a recuperação da economia global esteja consolidada.

“As condições econômicas e financeiras melhoraram após a nossa resposta coordenada à crise. No entanto, a recuperação ainda é instável e permanece dependente de políticas de apoio, e a alta taxa de desemprego é uma grande preocupação”, diz o documento final do encontro. “Para restaurar a saúde da economia global e do sistema financeiro, nós concordamos em manter o apoio à recuperação até que ela esteja consolidada.”

Os participantes da reunião do G20 também se comprometeram com ações para garantir o financiamento necessário no combate às mudanças climáticas e em trabalhar juntos para o sucesso da conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) em Copenhague, na Dinamarca, no próximo mês.

Por Agência Brasil. Edição: Enio Vieira.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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Brown: G20 deveria avaliar com urgência taxa sobre finanças

SAINT ANDREWS, Escócia (Reuters) – Uma taxa sobre transações financeiras para financiar futuras operações de socorro a bancos deveria ser considerada com urgência, afirmou no sábado o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown

Autoridades monetárias estão buscando maneiras de tirar uma lição da crise de crédito e evitar a necessidade de mais operações de socorro com dinheiro dos contribuintes no futuro.

Atento aos interesses da City londrina, Brown vinha defendendo o setor financeiro contra mudanças mais agressivas na regulação propostas por outros governos da Europa.

“Têm aparecido propostas de uma taxa de seguro para refletir o risco sistêmico, um fundo, um acordo sobre capital de contingência ou ainda uma taxação global sobre as transações”, disse no encontro do G20 na Escócia.

Ele acrescentou, no entanto, que todos os países precisam agir juntos para que a Grã-Bretanha participe.

“Eu não subestimo as difíceis questões práticas e técnicas que precisarão ser superadas”, disse. “Mas não acho que essas questões devam impedir que nós consideremos com urgência as questões legítimas que eu tenho discutido.”

(Por Huw Jones)

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China pressiona mundo desenvolvido sobre política econômica

ST. ANDREWS, Escócia (Reuters) – A China desconsiderou nesta sábado pressão internacional para que valorize sua moeda, afirmando que os países desenvolvidos deveriam se concentrar na qualidade de suas próprias políticas econômicas.

O ministro chinês de Finanças, Xie Xuren, falando após encontro de colegas de outros países e representantes de bancos centrais do G20 na Escócia, afirmou que os países que detém moedas globais de reserva deveriam trabalhar para manter o valor delas, segundo informou a agência oficial chinesa de notícias Xinhua.

Xie também afirmou que os países deveriam prestar atenção à sustentabilidade de suas políticas fiscais e de crescimento econômico.

O presidente do banco central da China, Zhou Xiaochuan, disse que o Fundo Monetário Internacional precisa aumentar o acompanhamento de políticas econômicas e de mercados financeiros em países desenvolvidos, segundo divulgou a Xinhua.

A informação divulgada pela agência foi a primeira resposta oficial chinesa à reunião do G20, encerrada neste sábado.

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G20 vai ajudar economia até que recuperação se firme

ST. ANDREWS, Escócia (Reuters) – O grupo de 20 ministros de finanças e de representantes de bancos centrais prometeu neste sábado preparar estratégias para encerrar apoio emergencial a suas economias mas manterá a ajuda fluindo até que a recuperação seja garantida.

As maiores economias do mundo –União Européia, Estados Unidos e Japão– devem sair ou já saíram da recessão no terceiro trimestre.

Esse fato tem gerado discussão sobre quando deverá ser iniciado o corte dos trilhões de dólares em apoio governamental criado para economias abaladas pela pior crise desde a Segunda Guerra Mundial.

Autoridades das 20 maiores nações desenvolvidas e emergentes afirmaram no fim das discussões na cidade escocesa de St. Andrews que apesar da economia ter melhorado, a recuperação ainda está frágil e dependente de apoio público.

“Apesar de continuarmos a fornecer apoio à economia até que a recuperação seja assegurada, nós também nos comprometemos em desenvolver novas estratégias para administrar a retirada de nossas medidas macroeconômicas e financeiras extraordinárias”, afirmou o grupo.

Mas alguns bancos centrais como o Banco Central Europeu já tomaram os primeiros passos para deixarem o apoio à crise de liquidez e o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, afirmou neste sábado que o Federal Reserve tem planos semelhantes.

“Nós tivemos uma ocasião para dizer nosso entendimento sobre a eliminação progressiva das medidas não convencionais que foram decididas em ambos os lados do Atlântico e também por outros bancos centrais”, afirmou Trichet a jornalistas.

“E parece também que no outro lado do Atlântico o mesmo tipo de retirada gradual das medidas é vislumbrado”, acrescentou.

“Todos nós, segundo o meu entendimento, afirmamos que quando for necessário e onde for necessário, haverá retirada gradual das medidas não convencionais… Todos os bancos centrais, e certamente o BCE, estão fazendo tudo o que é necessário, mas não mais que o necessário”, disse Trichet.

MARCA-PASSO

Enquanto o BCE não dispersou expectativas do mercado de que vai eliminar suas operações de liquidez de um ano em 2010, o Banco da Inglaterra estendeu seu programa de quantitative easing, mas num ritmo mais lento.

Países europeus, encorajados por estimativas positivas de crescimento para os próximos dois anos, estão considerando 2011 como o prazo final para o lançamento de profundos cortes de déficits para trazer suas finanças de volta ao controle e afastarem-se de enormes dívidas para as futuras gerações.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, deixou claro que é muito cedo para remover apoio público para a economia.

“Se colocarmos o pé no freio muito rapidamente vamos enfraquecer a economia e o sistema financeiro. O desemprego vai subir, mais empresas vão quebrar, o déficit orçamentário vai crescer e o custo final da crise será maior”, disse ele em comunicado após o fim do encontro do G20.

“Com o crescimento agora surgindo e as chamas no sistema financeiro apagando, o desafio está mudando. O primeiro estágio foi o resgate de emergência”, disse Geithner. “A próxima fase é catalizar a demanda privada e o investimento privado. Isso vai exigir continuação das políticas de apoio.”

O Federal Reserve prometeu manter juros dos EUA em níveis extremamente baixos por um “período prolongado” e a maioria dos analistas espera que a autoridade monetária mantenha as taxas próximas de zero até meados de 2010 ou após esse ano.

Mas alguns instrumentos emergenciais de liquidez, como voltados para commercial papers, estão acabando conforme os mercados melhoram.

Por Jan Strupczewski.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.reuters.com.br.

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Ministros do G20 concordam em manter estímulo econômico

Os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 – grupo que reúne os principais países ricos e em desenvolvimento – se comprometeram a manter medidas de estímulo até que a recuperação da economia global esteja consolidada.

“As condições econômicas e financeiras melhoraram após a nossa resposta coordenada à crise. No entanto, a recuperação ainda é instável e permanece dependente de políticas de apoio, e a alta taxa de desemprego é uma grande preocupação”, diz o documento final do encontro do G20 encerrado neste sábado na cidade escocesa de Saint Andrews.

“Para restaurar a saúde da economia global e do sistema financeiro, nós concordamos em manter o apoio à recuperação até que ela esteja consolidada”, diz o texto.

Segundo o correspondente da BBC no encontro, Andrew Walker, a reunião foi ofuscada pela proposta do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, de um novo “contrato social” para os bancos, que os tornariam mais responsáveis diante da sociedade.

Imposto sobre transações

Brown sugeriu a criação de um fundo para ajudar bancos em dificuldades no futuro, que poderia ser financiado por um imposto sobre transações financeiras internacionais.

O premiê disse que o setor financeiro é tão importante que os governos não têm opção, a não ser intervir quando ele entra em colapso.

“E não pode ser aceitável que os benefícios do sucesso deste setor sejam colhidos por uns poucos, mas os custos de seu fracasso pesem sobre todos nós”, afirmou.

No passado, a Grã-Bretanha se opôs a impostos sobre transações financeiras, acreditando que eles poderiam prejudicar as atividades da City de Londres, o distrito financeiro da capital.

Brown disse que é necessária uma ação “global” para reformar o sistema bancário mundial e que “a Grã-Bretanha não vai agir, a não ser que os outros ajam conosco”.

A proposta do premiê britânico, porém, foi recebida sem entusiasmo pelos outros países do G20.

O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, disse que seu país não está preparado para apoiar um imposto sobre transações internacionais.

Os ministros e presidentes de bancos centrais do G20 também se comprometeram com ações para garantir o financiamento necessário no combate às mudanças climáticas e em trabalhar juntos para o sucesso da conferência da ONU em Copenhague, na Dinamarca.

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Mantega formaliza empréstimo de US$ 10 bi ao FMI

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira a formalização do empréstimo de US$ 10 bilhões que o Brasil ofereceu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em junho.

Às vésperas de um encontro da instituição, que ocorre na terça-feira em Istambul, na Turquia, o ministro afirmou ter entregado ao diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, a carta que anuncia formalmente a operação.

“É um momento histórico para nós. É a primeira vez na história que o Brasil empresta recurso ao FMI e, portanto, à comunidade internacional”, disse Mantega.

Com o empréstimo, que será feito por meio da aquisição de bônus do FMI, expressos em Direito Especial de Saque (DES), um ativo financeiro do Fundo, o Brasil espera elevar sua influência dentro do organismo e reforçar a imagem de solidez da economia brasileira.

Segundo o Ministério da Fazenda, o valor de US$ 10 bilhões corresponde, a grosso modo, à cota brasileira no FMI, tomando como referência a cota aprovada na reforma concluída em abril de 2008.

Quando anunciou a operação, há dois meses, Mantega disse que o empréstimo poderá ser usado para ajudar países emergentes, principalmente aqueles que enfrentam escassez de capital devido à crise econômica internacional.

Durante a cúpula do G20 (grupo que reúne os países ricos e os principais emergentes), realizada no início de abril em Londres, ficou decidido que era necessário aumentar os recursos do FMI em US$ 500 bilhões para que o Fundo possa ajudar os países em dificuldades.

Pelo acordo, as quatro economias emergentes mais importantes do mundo – Brasil, Rússia, Índia e China, os chamados BRIC – concordaram prover US$ 80 bilhões ao fundo. A maior contribuição, de US$ 50 bilhões, será chinesa.

Na sexta-feira, o diretor-geral do FMI, Strauss Kahn pediu que os 186 membros do FMI proporcionem um “aumento substancial” nos recursos do fundo, para que a instituição possa atuar como credora em situações de emergência durante a crise.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.bbcbrasil.com.br.

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