Os acionistas do banco britânico RBS (Royal Bank of Scotland) aprovaram nesta sexta-feira a oferta de 71 bilhões de euros para a compra do ABN Amro, que no Brasil controla o Banco Real.
O RBS faz parte de um consórcio com o espanhol Santander e o belga-holandês Fortis, que já receberam a luz verde de seus acionistas para a aquisição.
A opinião favorável à operação do RBS contou com o respaldo de 94,5% dos acionistas que participaram da votação, segundo informou a instituição britânica à Bolsa de Londres.
Na reunião de sócios, o presidente do RBS, Tom McKillop, considerou “pouco freqüente” que surja uma oportunidade deste tipo, “que se ajuste tão estreitamente” às prioridades da entidade.
Entre as virtudes do ABN Amro, ele destacou a rede de franquias e a presença em vários países “com perspectivas de crescimento muito atraentes”.
“Nosso consórcio está oferecendo uma oportunidade real para construir um negócio muito poderoso, de uma forma que fornece benefícios a clientes, funcionários e, claro, aos acionistas”, acrescentou.
O banco holandês ABN Amro anunciou a intenção de realizar em 20 de setembro um conselho de acionistas extraordinário para debater as duas ofertas.
A proposta do consórcio liderado pelo RBS, lançada em 20 de julho, compete com a oferta do também britânico Barclays e prevê o pagamento de 93% dos 71 bilhões de euros em dinheiro e o restante em ações do banco.
A oferta do Barclays, de 6 de agosto, propõe o pagamento de 37% em dinheiro e soma R$ 67,5 bilhões de euros. A quantia, no entanto, vem sendo reduzida com a queda dos papéis do Barclays no mercado de capitais em meio à crise do crédito nos Estados Unidos.
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