O presidente da CPI do Banestado, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), revelou à Agência Senado que na próxima segunda-feira (28) a força-tarefa do Ministério Público (MP) vai entregar ao Ministério da Justiça todas as informações, solicitadas pelas autoridades dos Estados Unidos, necessárias, segundo acordo internacional, para o intercâmbio de informações e quebra de sigilo bancário de contas na agência do Banestado em Nova York, que teriam recebido recursos obtidos por meio de atividades criminosas.
– Vamos encaminhar as informações, o quanto antes, pela Internet, às autoridades americanas – afirmou Antero, para quem, com esse passo, o grupo formado por parlamentares da CPI, procuradores, representantes do Ministério da Justiça e da Polícia Federal estará pronto para ir aos Estados Unidos, onde manterá encontros com representantes do Departamento de Justiça e do Congresso dos Estados Unidos.
Nos Estados Unidos, o presidente da CPI disse que pretende ainda tratar da correção de problemas detectados em outros países, especialmente os paraísos fiscais do Caribe e no Uruguai, por meio de propostas de ajustes na legislação financeira internacional. “O dinheiro passeia pelos Estados Unidos e se esconde nesses paraísos fiscais”, disse.
ACAREAÇÕES
O senador ponderou que as acareações requeridas até o momento pelos parlamentares da CPI devem ser sobrestadas por acreditar que escapam da principal finalidade da CPI que é identificar os beneficiários e os intermediários do esquema de evasão de recursos por meio de contas CC-5.
O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) e o deputado Sérgio Miranda (PCdoB-MG), por exemplo, solicitaram que representantes do Banco Central e da Receita Federal sejam confrontados para esclarecer as competências dos órgãos na permissão dada para circulação de carros-fortes transportando dinheiro na Ponte de Amizade, entre o Paraná e o Paraguai.
– Não vejo qual seria a utilidade das acareações. Com elas, desgastaríamos ainda mais as instituições brasileiras. A CPI não pode perder tempo com isso – analisou.
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Por Mhais• 25 de julho de 2003• 15:19• Sem categoria
BRASIL ENTREGA INFORMAÇÕES PARA AUTORIDADES DOS EUA NA SEGUNDA-FEIRA
O presidente da CPI do Banestado, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), revelou à Agência Senado que na próxima segunda-feira (28) a força-tarefa do Ministério Público (MP) vai entregar ao Ministério da Justiça todas as informações, solicitadas pelas autoridades dos Estados Unidos, necessárias, segundo acordo internacional, para o intercâmbio de informações e quebra de sigilo bancário de contas na agência do Banestado em Nova York, que teriam recebido recursos obtidos por meio de atividades criminosas.
– Vamos encaminhar as informações, o quanto antes, pela Internet, às autoridades americanas – afirmou Antero, para quem, com esse passo, o grupo formado por parlamentares da CPI, procuradores, representantes do Ministério da Justiça e da Polícia Federal estará pronto para ir aos Estados Unidos, onde manterá encontros com representantes do Departamento de Justiça e do Congresso dos Estados Unidos.
Nos Estados Unidos, o presidente da CPI disse que pretende ainda tratar da correção de problemas detectados em outros países, especialmente os paraísos fiscais do Caribe e no Uruguai, por meio de propostas de ajustes na legislação financeira internacional. “O dinheiro passeia pelos Estados Unidos e se esconde nesses paraísos fiscais”, disse.
ACAREAÇÕES
O senador ponderou que as acareações requeridas até o momento pelos parlamentares da CPI devem ser sobrestadas por acreditar que escapam da principal finalidade da CPI que é identificar os beneficiários e os intermediários do esquema de evasão de recursos por meio de contas CC-5.
O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) e o deputado Sérgio Miranda (PCdoB-MG), por exemplo, solicitaram que representantes do Banco Central e da Receita Federal sejam confrontados para esclarecer as competências dos órgãos na permissão dada para circulação de carros-fortes transportando dinheiro na Ponte de Amizade, entre o Paraná e o Paraguai.
– Não vejo qual seria a utilidade das acareações. Com elas, desgastaríamos ainda mais as instituições brasileiras. A CPI não pode perder tempo com isso – analisou.
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