Bancários denunciam superintendente do Itaú Unibanco
O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região recebeu denúncia de bancários do Itaú Unibanco que o superintendente Antonio Sturaro, que atuava na região de Goiânia e foi transferido para Curitiba, está cobrando produtividade de seus comandados de forma extensiva e exige o cumprimento de metas utilizando assédio moral.
“Cobrar produtividade é inerente à função do gestor, agora, bater o chicote exigindo o cumprimento de meta a qualquer custo, chegando ao cúmulo de sugerir aos funcionários que deixem o cargo se não conseguirem cumprir as determinações, chega ao absurdo”, critica Eustáquio Moreira dos Santos, dirigente do Itaú.
O Sindicato irá acompanhar as denúncias e recomenda moderação ao gestor. “Queremos sugerir ao ‘Capitão Nascimento’ do Itaú, que seja no mínimo educado, pois o Sindicato não se furtará em defender os trabalhadores”, completa Eustáquio, afirmando que a entidade irá tomar providências enérgicas para coibir desmandos do Banco Itaú.
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Acordo entre bancos e bancários contra assédio moral é inovador, dizem especialistas
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) assinam nesta quarta-feira (26) um acordo inédito para combater o assédio moral. O compromisso vai abrir um canal de comunicação entre sindicatos e empresas para acompanhamento dos casos de abuso ocorridos no ambiente de trabalho e, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, representa uma inovação nas relações trabalhistas do país.
“Trata-se de uma das principais conquistas da Campanha Nacional dos Bancários de 2010″, comemora Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. O acordo coletivo de trabalho aditivo – adesão ao Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho será assinado às 15h, nas dependências da Fenaban, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1485, em São Paulo.
O acordo será firmado com cinco bancos privados: Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, HSBC e Citibank. Mais tês bancos manifestaram interesse e deverão assiná-lo até o final do mês: Votorantim, Safra e BIC Banco. Já o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal instalaram comitês de ética no ano passado, após negociações específicas com as entidades sindicais em 2009, com igual finalidade de apuração das denúncias de assédio moral nas instituições.
De acordo com o juiz Francisco Pedro Jucá, do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), será a primeira vez que empregados e empregadores fecham uma proposta conjunta contra os assédios. Para Jucá, a assinatura do compromisso “é um passo muito importante”.
O juiz explicou que o assédio moral é um tipo de pressão constante e desproporcional, que tem como objetivo minar a autoestima do trabalhador. Essa pressão pode vir em forma de cobranças exageradas ou de exposição do empregado a situações vexatórias, humilhantes ou ridículas.
O magistrado disse ainda que o assédio moral é, geralmente, praticado pelo chefe do trabalhador. Entretanto, a Justiça já reconhece como assédio casos em que o trabalhador sente-se humilhado ou desqualificado por colegas do mesmo nível hierárquico.
“Este é o chamado assédio horizontal”, complementa o professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Fundação Getulio Vargas (FGV) Roberto Heloani. “Esses casos já são 20% do total dos assédios ocorridos em empresas do país.” Heloani é especialista em Psicologia do Trabalho e co-autor do livro Assédio Moral no Trabalho. Ele diz que os assédios são práticas intencionais, frequentes e de efeitos gravíssimos nas vítimas. Por isso, ele apoia a iniciativa da Contraf e da Fenaban de coibir esse tipo de abuso.
“O assédio destrói a dignidade do trabalhador. Destrói o sujeito como pessoa”, afirma. “Ele tem consequências terríveis para a saúde. Causa transtornos mentais e doenças no coração.”
O assédio traz, inclusive, prejuízos às empresas e à Previdência Social. Segundo o professor, a quantidade de afastamentos médicos de funcionários decorrentes de assédios é grande. O combate aos abusos, portanto, deveria ser iniciativa de todos os empresários e, também, do governo. “Têm pessoas de 30 ou 40 anos se aposentando porque não aguentam mais trabalhar”, alerta.
Por Agência Brasil com Fenae.
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Acordo tentará reduzir casos de assédio moral em bancos; assinatura é na quarta-feira, dia 26
Bancos e bancários vão assinar acordo para reduzir casos de assédio moral
São Paulo – Oito em cada dez funcionários de bancos do país afirmam que o assédio moral é o maior problema que enfrentam no trabalho. É o que mostra uma pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) em junho do ano passado, com 1.203 empregados de bancos de todo país. Para a grande maioria, o combate aos abusos dos chefes é a ação mais importante a ser promovida por empresas e sindicatos.
Os resultados desse levantamento foram levados a mesas de negociação entre bancários e bancos. As discussões sobre o assunto culminaram em um acordo que visa a reduzir casos de assédios moral em instituições financeiras.
Esse acordo será assinado na quarta-feira (26) entre a Contraf e Federação Nacional de Bancos (Fenaban). O compromisso prevê a criação de um canal de comunicação entre sindicatos de bancários e bancos para que qualquer tipo conflitos entre funcionários e chefes, inclusive os assédios, possam ter a solução acompanhada pelas entidades de classe.
Para o secretário-geral da Contraf, Marcel Barros, a assinatura do termo é o reconhecimento dos bancos de que os abusos são um problema recorrente do setor. Segundo Barros, os bancários reclamam com frequência da cobrança excessiva quanto ao cumprimento de metas estabelecidas pelas empresas do setor financeiro. Reclamam também de serem expostos a situações vexatórias quando não alcançam os objetivos fixados. “Houve um caso em que um trabalhador foi indicado como o pior colocado em um ranking de resultados no meio de uma reunião com funcionários de várias agências. Ainda recebeu uma vaia dos colegas e chefes presentes”, exemplificou Barros. “Isso é uma humilhação e um tipo de assédio moral.”
O juiz Francisco Pedro Jucá, do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), apoia o acordo entre Contraf e Fenaban, principalmente por tratar dos abusos ocorridos no setor bancário. “A questão do assédio moral é mais perceptível nos bancos”, disse ele, que afirma estar acostumado a julgar casos do tipo. De acordo com o juiz, as denúncias de assédio que chegam à Justiça têm aumentado ano a ano e partem de trabalhadores de todos os setores da economia, não só o financeiro.
O magistrado espera que o acordo entre bancos e bancários estimule a discussão do assunto e, por consequência, a redução dos casos de assédio. “Assédio moral é um assunto relativamente novo nos ambientes de trabalho do Brasil”, disse Jucá. “Precisamos aumentar a consciência de patrões e empregados sobre isso. Assédio não é uma questão somente trabalhista, mas também de dignidade humana.”
O diretor de Relações do Trabalho da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico, admite a existência de casos de assédio no setor bancário, mas afirma que não têm relação direta com a atividade financeira. “Os gerentes são alguns dos milhares de empregados dos bancos e, às vezes, cometem erros. Os abusos ocorrem em bancos como em outras empresas.”
Apostólico ressalta que a assinatura do acordo demonstra que os bancos estão comprometidos com a redução do número de casos de assédio e têm “total tranquilidade” para tratar do problema. “Este acordo é muito importante, inclusive, para mostrar que os bancos têm grande preocupação com a transparência de como esses casos são tratados pelas empresas.”
Por Vinicius Konchinski – Repórter da Agência Brasil. Edição: Vinicius Doria.
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Contraf-CUT faz 5 anos nesta quarta e assina acordo de combate ao assédio moral
Nesta quarta-feira, 26 de janeiro, quando completa 5 anos de fundação, a Contraf-CUT e mais de 50 sindicatos de bancários de todo país assinam um acordo inédito com a Fenaban. O instrumento, previsto na convenção coletiva, define um canal específico para apurar as denúncias de assédio moral dos funcionários, que poderão ser encaminhadas pelos sindicatos aos bancos.
“Trata-se de uma das principais conquistas da Campanha Nacional dos Bancários de 2010”, comemora Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. O acordo coletivo de trabalho aditivo – adesão ao Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho será assinado às 15h, nas dependências da Fenaban, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1485, em São Paulo.
O acordo será firmado com cinco bancos privados: Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, HSBC e Citibank. Mais tês bancos manifestaram interesse e deverão assiná-lo até o final do mês: Votorantim, Safra e BIC Banco. Já o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal instalaram comitês de ética no ano passado, após negociações específicas com as entidades sindicais em 2009, com igual finalidade de apuração das denúncias de assédio moral nas instituições.
“Os bancos aplicam metas abusivas para a venda de produtos aos clientes, muitos desnecessários para a vida das pessoas, apelando para situações de pressão, constrangimento e humilhação no trabalho, que trazem estresse, adoecimento e depressão”, denuncia Carlos Cordeiro. “As doenças mentais são hoje uma das principais responsáveis pelo afastamento do trabalho e inclusive vários bancos já foram condenados em ações judiciais ao pagamento de pesadas indenizações”, aponta o presidente da Contraf-CUT.
“As doenças físicas e psíquicas vêm crescendo de forma assustadora na categoria. Atualmente, a cada mês 1.200 bancários em média são afastados por auxílio-doença concedido pelo INSS, dos quais a metade por transtornos mentais e por Lesões por Esforços Repetitivos (LER/DORT)”, destaca Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT. “Os transtornos mentais vão desde uma pequena depressão até tentativa de suicídio. São doenças comprovadamente geradas ou agravadas pelo atual modelo organizacional dos bancos, onde imperam a pressão brutal por cumprimento de metas excessivas e o assédio moral”, explica.
O que diz o acordo
No acordo, os bancos comprometem-se a declarar explicitamente condenação a qualquer ato de assédio e reconhecem que o objetivo é alcançar a valorização de todos os empregados, promovendo o respeito à diversidade, à cooperação e ao trabalho em equipe, em um ambiente saudável.
A Fenaban deverá fazer uma avaliação semestral do programa, com a apresentação de dados estatísticos setoriais, devendo ser criados indicadores que avaliem seu desempenho.
Os bancários poderão fazer denúncias nos sindicatos. O denunciante deverá se identificar para que a entidade possa dar o devido retorno ao trabalhador. O sigilo será mantido junto ao banco e o sindicato terá prazo de dez dias úteis para apresentar a denúncia ao banco. Após receber a denúncia, o banco terá 60 dias corridos para apurar o caso e prestar esclarecimentos ao sindicato.
As denúncias apresentadas ao sindicato de forma anônima continuarão sendo apuradas pelas entidades, mas fora das regras desse programa.
Aniversário da Contraf-CUT
A história da Contraf-CUT começou muito antes da sua fundação. Suas origens se encontram na organização do Departamento Nacional de Bancários (DNB-CUT), em 1985, e da Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CU), em 1992.
Fundada em 2006, durante assembleia histórica em Curitiba, a Contraf-CUT já tem uma história de sonhos, lutas e conquistas. O primeiro presidente foi Luiz Cláudio Marcolino, que presidiu o Sindicato dos Bancários de São Paulo e hoje é deputado estadual eleito em São Paulo.
Dois meses depois da fundação, a Confederação garantiu o registro sindical e já aglutina sete federações e 110 sindicatos, representando cerca de um milhão de trabalhadores do ramo financeiro, dos quais cerca de 400 mil bancários.
O 1º Congresso da Contraf-CUT foi realizado no dia 25 de abril de 2006, em Nazaré Paulista. Vagner Freitas, atual secretário de finanças da CUT, foi eleito presidente, com mandato de três anos. A atual direção foi eleita no 2º Congresso da Contraf-CUT, ocorrido nos dias 14 e 15 de abril de 2009, em São Paulo. Carlos Cordeiro foi eleito presidente para a gestão 2009-2012.
“Os desafios ainda são imensos, mas a Contraf-CUT possui compromisso com os interesses dos trabalhadores do ramo financeiro, disposição de luta para avançar sempre, coragem para enfrentar obstáculos e determinação para construir a unidade nacional e ampliar direitos e conquistas para os bancários e a classe trabalhadora”, destaca Carlos Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT.
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