Governo não discutirá novo acordo com FMI agora. Fundo, porém, diz estar à disposição
SÃO PAULO – O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que está no país para a quarta revisão do acordo de ajuda financeira da instituição, Jorge Marquez Ruarte, sinalizou nesta segunda-feira que, se o Brasil quiser, o fundo poderá renovar o acordo financeiro que termina em novembro. Do lado brasileiro, porém, há sinais de cautela quanto à renovação. O secretário de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda, Otaviano Canuto, disse que um novo acordo sequer está sendo discutido no governo neste momento.
– Se isso não está sendo discutido, não há opinião sobre o assunto – respondeu ao ser questionado por jornalistas sobre a hipótese de um novo empréstimo do FMI ao Brasil.
Ruarte disse, confirmou, ao deixar o Ministério da Fazenda, que ainda não discutiu com o governo a assinatura de um novo acordo, e afirmou que quem tem que propor um possível novo acordo é o governo brasileiro.
TRANQÜILIDADE – Canuto afirmou que o governo está tranqüilo sobre a situação do balanço de pagamentos. Ele ponderou a queda no ingresso de investimentos diretos estrangeiros. O secretário explicou que este cenário é fruto de decisões de investimentos que não foram tomadas no ano passado, além das condições adversas no cenário internacional.
O secretário avaliou que a atual taxa de investimentos diretos externos é compatível com o fim do ciclo de privatizações do governo anterior.
– E, melhor ainda, essa taxa (de investimentos diretos) está em patamar superior ao déficit em conta-corrente projetado. Então, nossa necessidade de financiamento no setor externo está razoavelmente tranqüila – afirmou, sem detalhar números.
Martha Beck – O Globo
Valor Online
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Por Mhais• 28 de julho de 2003• 18:10• Sem categoria
GOVERNO NÃO DISCUTIRÁ NOVO ACORDO COM FMI AGORA
Governo não discutirá novo acordo com FMI agora. Fundo, porém, diz estar à disposição
SÃO PAULO – O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que está no país para a quarta revisão do acordo de ajuda financeira da instituição, Jorge Marquez Ruarte, sinalizou nesta segunda-feira que, se o Brasil quiser, o fundo poderá renovar o acordo financeiro que termina em novembro. Do lado brasileiro, porém, há sinais de cautela quanto à renovação. O secretário de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda, Otaviano Canuto, disse que um novo acordo sequer está sendo discutido no governo neste momento.
– Se isso não está sendo discutido, não há opinião sobre o assunto – respondeu ao ser questionado por jornalistas sobre a hipótese de um novo empréstimo do FMI ao Brasil.
Ruarte disse, confirmou, ao deixar o Ministério da Fazenda, que ainda não discutiu com o governo a assinatura de um novo acordo, e afirmou que quem tem que propor um possível novo acordo é o governo brasileiro.
TRANQÜILIDADE – Canuto afirmou que o governo está tranqüilo sobre a situação do balanço de pagamentos. Ele ponderou a queda no ingresso de investimentos diretos estrangeiros. O secretário explicou que este cenário é fruto de decisões de investimentos que não foram tomadas no ano passado, além das condições adversas no cenário internacional.
O secretário avaliou que a atual taxa de investimentos diretos externos é compatível com o fim do ciclo de privatizações do governo anterior.
– E, melhor ainda, essa taxa (de investimentos diretos) está em patamar superior ao déficit em conta-corrente projetado. Então, nossa necessidade de financiamento no setor externo está razoavelmente tranqüila – afirmou, sem detalhar números.
Martha Beck – O Globo
Valor Online
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