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Por 22:05 Sem categoria

Coutinho defende mais investimento em infraestrutura para tornar o Brasil mais competitivo

Rio de Janeiro – A educação e o acesso a serviços públicos fundamentais são uma “necessidade indeclinável” da sociedade, disse hoje (16) o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, ao abrir o 23º Fórum Nacional, no Rio de Janeiro.

Para competir em pé de igualdade com a China e a Índia, Coutinho afirmou ser essencial que o país invista em infraestrutura, sobretudo por meio do incentivo a investimentos novos para expansão do setor, e estimule também a formação de poupança interna.

“Essa é uma alternativa imperiosa para que o país cresça com inovação”. São esses elementos que colocarão o Brasil, no campo institucional, em competição com a China e a Índia em posição diferenciada. Acrescentou que outros desafios são manter a ascensão social da população e reduzir a pobreza.

O presidente do BNDES disse estar convencido de que o Brasil “é uma economia capacitada do ponto de vista institucional para sustentar uma trajetória de crescimento daqui para frente, com limitações menores do que tivemos no passado”.

O 23º Fórum Nacional é promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae) e tem como tema central A Visão de Brasil Desenvolvido, para Participar da Competição do Século (China, Índia e Brasil)”. O evento prossegue amanhã (17), com palestras, pela manhã, dos ministros Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, e Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia. À tarde, está prevista a participação dos ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado

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Depois da visita de Dilma, chineses demonstram interesse em ampliar negócios com o Brasil

Brasília – Um mês depois da visita da presidenta Dilma Rousseff à China, o ministro chinês do Comércio, Chen Deming, afirmou hoje (16) que seu país quer ampliar os investimentos no Brasil. Deming disse que a ideia é “diversificar” as relações comerciais incluindo desde a compra de medicamentos aos produtos de agropecuária e tecnologia de ponta. Porém, o chinês criticou a deficiência nas rodovias e portos do país, assim como no setor de eletricidade.

“Fui a várias cidades no Brasil, e conversei com os empresários chineses que estão aqui. Eles disseram que estão satisfeitos com a relação com o governo local. Mas disseram também que o câmbio desfavorável os atinge”, afirmou Deming, cuja equipe se reuniu hoje com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

O ministro Fernando Pimentel demonstrou ainda confiança na ampliação das relações com a China. Segundo ele, o comércio, que no ano passado foi de US$ 30,6 bilhões, pode aumentar em 20%. De acordo com Pimentel, os primeiros número de 2011 demonstram essa possibilidade.

O ministro chinês afirmou que os executivos de seu país “têm um foco no Brasil” por causa das características específicas do país. Deming citou como exemplos o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da renda per capita. Também tem observado o planejamento do governo brasileiro em aperfeiçoar a industrialização.

No entanto, Deming lamentou as fragilidades que ainda existem no Brasil, como falhas no sistema de infraestrutura – estradas e portos – e de geração de energia. “Há um déficit de infraestrutura. [O sistema] apresenta deficiências, inclusive na área de eletricidade, assim como portos e estradas, mas tem uma grande capacidade na energia hidráulica”, disse.

Para o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, a reunião com Deming e a comitiva chinesa foi produtiva. Segundo ele, há um interesse comum de ampliar a “cooperação conjunta” nas mais distintas áreas, como as questões relativas à propriedade intelectual, à impletamentação de certificação de carnes suínas e à venda de armas.

Por Renata Giraldi – Repórter da Agência Brasil . Edição: Fernando Fraga.

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