Brasília – As taxas de juros cobradas nos empréstimos feitos pela Caixa não devem subir imediatamente mesmo com o aumento da Selic, anunciado ontem (8) pelo Banco Central (BC).
Segundo o presidente da Caixa, Jorge Hereda, os juros bancários não precisam subir na mesma hora nem na mesma proporção do aumento da Selic. “Inicialmente, não queremos subir juros. Vamos observar para ver se podemos manter ou aumentar um pouco”, disse à Agência Brasil.
De acordo com Hereda, a Caixa é uma instituição pública e procura manter as menores taxas de juros possíveis, de forma responsável.
Segundo estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a elevação da taxa básica de 12% para 12,25% ao ano “terá um efeito muito pequeno” nas operações de crédito do sistema financeiro. Os juros de empréstimo pessoal dos bancos, por exemplo, devem subir, em média, de 74,52% para 74,92% ao ano. No caso do impacto do aumento da Selic no financiamento da compra de veículos, a Anefac indica uma alta de 33,23% para 33,55% ao ano.
De acordo com a Anefac, “existe um deslocamento muito grande entre a taxa Selic e as taxas cobradas ao consumidor que na média da pessoa física atingem 121,96% ao ano provocando uma variação de mais de 900% entre as duas pontas”.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.
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BC eleva taxa básica de juros para 12,25% ao ano e sinaliza para mais aumentos ao longo do ano
Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) ajustou a taxa básica de juros (Selic) para 12,25% ao ano, índice que será mantido até a próxima reunião do colegiado de diretores do BC, agendada para os dias 19 e 20 de julho. A taxa anterior estava em 12%.
Foi a quarta reunião do Copom neste ano. Em todas, a Selic foi elevada, em um total de 1,5 ponto percentual no ano. A taxa fechou 2010 em 10,75% anuais. O índice definido na reunião de hoje ficou em linha com as expectativas da maioria dos analistas financeiros, como mostrou o boletim Focus, divulgado pelo BC na última segunda-feira (6).
Em comunicado sucinto, liberado logo depois da reunião, o Copom diz que “dando seguimento ao processo de ajuste gradual das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 12,25% ao ano, sem viés. Considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que envolve o ambiente internacional, o comitê entende que a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado continua sendo a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012.”
A taxa básica de juros incide sobre os financiamentos diários lastreados por títulos públicos registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Criada em 1979 para dar mais transparência à negociação de títulos públicos, a Selic também é usada como instrumento de controle da inflação.
Por Stênio Ribeiro – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lana Cristina.
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